CG 160 vendeu 47 mil: Quem alcança a Honda?

Por Verificar Auto 04/08/2026 às 21:35 5 min de leitura
CG 160 vendeu 47 mil: Quem alcança a Honda?
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A Honda CG 160 foi a moto mais vendida do Brasil em julho de 2026, com 47.493 emplacamentos no ranking preliminar do mês. A liderança já era esperada, mas a folga sobre as rivais mostra algo bem brasileiro: por aqui, manutenção simples, peça fácil e revenda alta ainda falam mais alto.

Não foi briga apertada. A segunda colocada, Honda Biz 125, ficou em 21.219 unidades.

47.493 motos e uma distância enorme

A CG 160 segue fazendo o que sempre fez bem. Entrega motor flex de 162,7 cm³, 14,7 cv, versões para perfis diferentes e uma rede de concessionárias que cobre o país quase inteiro.

Tem Start, Cargo, Fan, Titan e até edição especial de 50 anos. No mercado, aparece com preço FIPE a partir de R$ 17.350, faixa que ainda conversa direto com quem usa a moto para trabalhar e não quer dor de cabeça na oficina.

Mas será que é só tradição? Não. A CG virou referência porque segura bem o uso pesado do dia a dia, aceita bagageiro sem drama e tem liquidez forte no usado. Quem roda para entrega ou deslocamento diário sabe o peso disso.

Honda Biz: moto fica em segundo lugar no ranking das mais vendidas no Brasil em Julho
Honda Biz: moto fica em segundo lugar no ranking das mais vendidas no Brasil em Julho (Reprodução)

Também ajuda o fato de ela não ficar presa a um único público. A versão Cargo fala com frotista e entregador. A Fan mira o uso diário. A Titan sobe um degrau no acabamento e no apelo visual.

Enquanto isso, a Biz 125 atende melhor quem quer praticidade urbana e câmbio rotativo sem embreagem. A Pop 110i vai na direção oposta: mais barata, mais simples e sem a versatilidade da CG em estrada curta ou carga leve.

Top 10 preliminar de julho

O desenho do mês foi este. Sete das dez motos mais vendidas levam o emblema da Honda.

Posição Modelo Emplacamentos Segmento
Honda CG 160 47.493 Street/urbana utilitária
Honda Biz 125 21.219 Cub urbana
Honda Pop 110i 19.254 Urbana de entrada
Honda NXR 160 Bros 16.512 Trail leve
Mottu Sport 110i 11.397 Moto de trabalho
Yamaha Factor 150 6.121 Street urbana
Honda CB 300F Twister 4.270 Street/naked
Honda PCX 160 4.232 Scooter
Honda XRE 190 4.060 Trail
10º Yamaha Lander 250 3.906 Trail

O domínio da Honda chama atenção, mas a quinta posição da Mottu Sport 110i também diz muito. Trabalho por aplicativo, frota e uso profissional seguem puxando boa parte do volume das motos pequenas.

Já a Yamaha aparece com a Factor 150 e a Lander 250. É presença relevante, só que bem distante do volume da líder.

Há um cuidado importante aqui. Os números de julho ainda são preliminares e podem sofrer ajuste no fechamento oficial da Fenabrave, que consolida os emplacamentos no país.

O brasileiro continua comprando com a calculadora na mão

Esse ranking repete um padrão antigo do mercado. Moto de baixa cilindrada, mecânica conhecida e manutenção previsível continua mandando.

Não é só o preço de compra. Entram na conta revisão, seguro, disponibilidade de peças, consumo e facilidade para vender depois. A CG 160 joga bem em todos esses pontos.

A Bros, quarta colocada, mostra outro recado. Quem enfrenta asfalto ruim, buraco e estrada de terra leve continua preferindo suspensão mais alta e posição de pilotagem relaxada.

Na outra ponta, a Biz 125 segue fortíssima porque resolve a vida urbana sem esforço. Sobe meio-fio, leva mochila, anda bem no trânsito travado e assusta menos quem está migrando do carro ou começando sobre duas rodas.

CG 160, Biz, Pop e Factor não disputam do mesmo jeito

Colocar tudo no mesmo balaio distorce a leitura. Elas até brigam pelo mesmo bolso em alguns casos, mas entregam propostas diferentes.

Modelo Motor Preço citado Perfil de uso
Honda CG 160 162,7 cm³ flex, 14,7 cv R$ 17.350 Trabalho e uso diário
Honda Biz 125 123,9 cm³, 9,53 cv R$ 13.505 Urbano prático
Honda Pop 110i 110 cm³ R$ 10.588 Entrada e economia
Yamaha Factor 150 149 cm³ flex, 12 cv R$ 18.690 sem frete Street urbana

A principal rival japonesa da CG nesse recorte segue sendo a Yamaha Factor 150. Ela entrega proposta parecida para uso urbano, mas a Honda ainda leva vantagem na capilaridade do pós-venda e na força do nome no mercado de usados.

Quem quer gastar menos continua olhando com carinho para a Pop 110i. Só que ali há menos fôlego e menos versatilidade. A Biz, por sua vez, é quase outra conversa: menos “moto de trabalho”, mais mobilidade urbana descomplicada.

Para o leitor brasileiro, o ranking de julho é objetivo. A moto mais vendida do país ainda é a que melhor equilibra uso pesado, manutenção conhecida e revenda rápida. Isso explica a liderança da CG 160 mais do que qualquer moda.

Agora falta ver o consolidado oficial da Fenabrave. Se os números fecharem perto disso, agosto começa com uma pergunta simples e incômoda para as rivais: alguém consegue sequer encostar na CG 160?