A Honda CB 300F Twister ABS 2026 custa R$ 26.150 no Brasil e mantém a receita que fez a moto ganhar espaço entre quem sai de uma 160. Aqui você vê o que ela entrega de fato, onde esse preço pesa no bolso e por que a versão com ABS ainda é a mais interessante da linha.
Não é moto para inventar moda. É moto para trabalhar, rodar na cidade e encarar um trecho de estrada sem sofrimento.
R$ 26.150, mas sem frete
O preço público sugerido da Honda CB 300F Twister ABS 2026 é de R$ 26.150, com base em São Paulo. Esse valor não inclui frete.
Na prática, ninguém sai da concessionária pagando só isso. Entram na conta documentação, emplacamento, licenciamento, IPVA e, em muitas capitais, seguro salgado.
Esse detalhe importa. Moto nessa faixa costuma ser comprada no financiamento, e qualquer extra já muda bastante a parcela.
| Ficha técnica | Honda CB 300F Twister ABS 2026 |
|---|---|
| Segmento | Naked / street |
| Motor | Monocilíndrico, 4 tempos, OHC, arrefecido a ar, injeção PGM-FI |
| Cilindrada | 293,5 cm³ |
| Combustível | Flex |
| Potência com etanol | 24,7 cv a 7.500 rpm |
| Torque com etanol | 2,67 kgfm a 5.500 rpm |
| Potência com gasolina | 24,5 cv a 7.500 rpm |
| Torque com gasolina | 2,61 kgfm a 5.500 rpm |
| Câmbio | Manual de 6 marchas |
| Embreagem | Assistida e deslizante |
| Freios | Discos nas duas rodas com ABS |
| Rodas | Aro 17 com pneus sem câmara |
| Tanque | 14,1 litros |
| Peso seco | 140 kg |
| Altura do assento | 789 mm |
| Entre-eixos | 1.390 mm |
| Equipamentos | Farol Full LED, painel digital e entrada USB-C |
| Preço sugerido | R$ 26.150 |
| Concorrentes diretos | Yamaha Fazer FZ25, Bajaj Pulsar N250, Royal Enfield Hunter 350, Suzuki Gixxer 250 |
Os dados batem com a ficha oficial da Honda. E mostram bem a proposta da moto.

O que a Twister ABS entrega
O motor flex de 293,5 cm³ segue como o centro da moto. Com etanol, são 24,7 cv e 2,67 kgfm. Com gasolina, cai muito pouco.
Não é uma 300 para arrancada de semáforo virar show. A entrega é mais racional, com força suficiente para uso urbano e marginais.
A sexta marcha ajuda bastante fora da cidade. Em velocidade constante, o motor trabalha mais solto e menos berrando.
Tem outro acerto aqui. A embreagem assistida e deslizante faz diferença no uso diário.
O manete fica mais leve no anda e para. Em redução mais apressada, a traseira tende a ficar menos arisca.
ABS é o argumento mais forte dessa versão
Entre a CB 300F CBS e a ABS, a mais cara é também a que faz mais sentido. Freio não é lugar para economizar.
O ABS reduz o risco de travamento em frenagem de emergência. No piso molhado, paralelepípedo ou asfalto sujo, isso pesa muito mais que detalhe estético.
Discos nas duas rodas já eram esperados. O que coloca a versão ABS na frente é a margem extra de segurança para quem roda todo dia.
Compensa pagar a diferença? Para uso urbano pesado, sim. Queda boba por travar a dianteira sai mais cara que a diferença entre versões.
Leve, baixa e fácil de conviver
Os 140 kg de peso seco e o assento a 789 mm ajudam bastante quem está subindo de cilindrada. A Twister não assusta parada.
Isso muda a rotina. Manobra na garagem, corredor lento e retorno apertado ficam mais simples do que em motos maiores e mais parrudas.
O tanque de 14,1 litros também joga a favor. Sem cravar autonomia, já dá para dizer que o porte do tanque combina com uso misto e reduz a frequência de abastecimento.
Faltou um número importante para fechar a conta: consumo real. Em moto flex, essa diferença entre etanol e gasolina mexe direto no bolso.
Onde ela se encaixa no mercado
A CB 300F Twister ABS está naquele meio-termo que muita gente procura. Anda mais que uma 160, cobra menos adaptação que uma 400.
A rival mais natural continua sendo a Yamaha Fazer FZ25. Também entram na lista a Bajaj Pulsar N250, a Royal Enfield Hunter 350 e a Suzuki Gixxer 250.
Cada uma ataca por um lado. A Hunter pesa no estilo, a Pulsar tenta fisgar pelo pacote, e a FZ25 segue forte no nome já conhecido do mercado.
A Honda responde com o combo que o brasileiro costuma levar a sério: rede ampla, peça fácil e revenda historicamente forte. Isso não aparece no folder, mas aparece na hora de vender usada.
Se a ideia é sair de uma CG 160, Factor ou Bros e entrar numa moto mais esperta, a Twister ABS encaixa bem. Ela é leve, não cobra intimidade de moto grande e entrega mais fôlego em avenidas.
Agora, se o foco é rodovia frequente com garupa, já vale olhar com mais calma. Dá para fazer viagem curta? Dá. Mas essa não é a praia principal dela.
Também convém fazer a conta completa antes de fechar. Preço sugerido sem frete é só o começo, e o custo final muda bastante entre São Paulo, Minas, Paraná ou Bahia.
Seguro é outro filtro. Em capitais com índice alto de roubo, a mensalidade pode empurrar muita gente de volta para uma 250 mais barata ou até para uma trail da mesma faixa.
Honda mantém uma fórmula que ainda funciona
Farol Full LED, painel digital, USB-C, câmbio de seis marchas e embreagem deslizante. A CB 300F Twister ABS 2026 não tenta parecer moto premium.
Ela tenta ser uma 300 honesta. E, olhando a ficha, consegue.
O problema é outro. A moto parte de R$ 26.150 sem frete, e esse valor cresce rápido quando entra tudo na conta. A pergunta que fica é simples: até onde o comprador brasileiro ainda aceita pagar numa naked urbana antes de começar a olhar para motos maiores usadas?
