Honda Elite 125 2027 custa R$ 14.440 e faz 49,9 km/l

Por Verificar Auto 23/08/2026 às 21:13 5 min de leitura
Honda Elite 125 2027 vermelha em vista frontal, estacionada em uma rua urbana brasileira, orientação horizontal landscape
5 min de leitura

A Honda Elite 125 2027 chega às concessionárias brasileiras por R$ 14.440, sem frete. Com apenas 100 kg, câmbio automático e consumo homologado de 49,9 km/l, a scooter mira quem precisa gastar pouco na cidade.

O modelo foi disponibilizado na rede Honda a partir de março de 2026. A versão 2027 ocupa a porta de entrada entre as scooters da marca no Brasil.

Honda Elite 125 combina leveza e câmbio automático

100 kg fazem diferença no trânsito. A Elite 125 fica fácil de manobrar, estacionar e retirar do cavalete, especialmente para iniciantes ou pilotos de menor estatura.

O assento está a 765 mm do solo. Não é baixo como o de uma motocicleta pequena, mas permite apoiar os pés com segurança para a maioria dos usuários.

O motor é um monocilíndrico eSP de 123,9 cm³, alimentado por injeção eletrônica PGM-FI. Entrega 8,2 cv e torque de 1,06 kgf.m, sempre com gasolina.

Item Honda Elite 125 2027
Motor Monocilíndrico eSP, 123,9 cm³, arrefecido a ar
Potência 8,2 cv
Torque 1,06 kgf.m
Combustível Gasolina
Injeção Eletrônica PGM-FI
Transmissão Automática V-Matic, tipo CVT
Peso seco 100 kg
Tanque 5,3 litros
Altura do assento 765 mm
Consumo homologado 49,9 km/l
Freio dianteiro Disco
Freio traseiro Tambor
Sistema de frenagem CBS
Espaço sob o banco 19,7 litros
Garantia 3 anos, sem limite de quilometragem
Honda Elite 125 2027 abastecendo em posto brasileiro, com destaque para o bocal externo de combustível, orientação horizontal landscape
Honda Elite 125 2027 abastecendo em posto brasileiro, com destaque para o bocal externo de combustível, orientação horizontal landscape (Foto: O Antagonista)

O câmbio V-Matic elimina a embreagem e as trocas manuais. Basta acelerar, frear e controlar o equilíbrio, uma receita mais amigável para deslocamentos curtos.

Desempenho não é a prioridade. Os 8,2 cv dão conta de avenidas e bairros, mas ultrapassagens em vias rápidas exigem planejamento, sobretudo com garupa ou em subidas.

Consumo de 49,9 km/l reduz as paradas no posto

O consumo homologado de 49,9 km/l é o número mais forte da ficha. Com tanque de 5,3 litros, a conta teórica chega a aproximadamente 264 km entre abastecimentos.

Na rua, trânsito pesado, peso do piloto, calibragem dos pneus e acelerações mudam o resultado. Ainda assim, a Elite foi desenhada para rodar muitos dias sem visitar o posto.

Quem percorre 20 km por dia, por exemplo, pode usar a scooter por quase duas semanas antes de esvaziar o tanque. A frequência real depende do trajeto e da condução.

O tanque é pequeno, mas combina com a proposta. A Honda não tentou transformar a Elite em uma scooter para viagens longas.

USB-C e porta-objetos deixam a rotina mais prática

O compartimento sob o banco comporta 19,7 litros. Serve para guardar itens do dia a dia, como capa de chuva, luvas e uma mochila compacta.

Dois ganchos permitem transportar sacolas sem colocá-las sobre o assoalho. O bocal externo de combustível também evita levantar o banco a cada abastecimento.

Farol e luz de posição usam LED. O painel é digital e há entrada USB-C, equipamento que já deixou de ser luxo para quem usa o celular como navegador.

Na frenagem, a roda dianteira usa disco e a traseira fica com tambor. O sistema CBS distribui parte da força entre as rodas, mas não substitui o ABS.

Esse é um limite claro da scooter. Em piso molhado ou frenagens de emergência, o ABS seria mais bem-vindo, embora o CBS seja comum nessa faixa de preço.

R$ 14.440 coloca a Elite entre as scooters de entrada

O preço público sugerido é de R$ 14.440, sem frete, com referência para o estado de São Paulo. O valor final pode mudar conforme transporte, região, documentação e política da concessionária.

Não há, neste momento, um valor FIPE consolidado da versão 2027 que substitua o preço de tabela. Por isso, comparar apenas com anúncios usados pode distorcer a análise.

A Yamaha Neo 125 UBS aparece como rival direta. A Haojue Lindy 125 também disputa o comprador que prioriza preço inicial e facilidade no uso urbano.

A Honda leva vantagem na rede de concessionárias e tende a ter maior liquidez na revenda. Em cidades menores, esse fator pesa mais do que alguns itens de acabamento.

A Honda PCX 160 fica um degrau acima. Tem mais desempenho e refinamento, mas já atende outro orçamento e outra expectativa de uso.

Garantia longa reforça a compra racional

A Elite 125 tem três anos de garantia sem limite de quilometragem. A marca também prevê óleo Pro Honda gratuito em sete revisões, a partir da terceira, conforme as regras do programa.

É um alívio para quem usa a scooter diariamente. Mesmo assim, o proprietário precisa respeitar os intervalos de revisão e guardar as ordens de serviço.

O custo total ainda inclui frete, emplacamento, IPVA, licenciamento e seguro. Esses valores variam bastante entre os estados brasileiros, especialmente para condutores iniciantes.

Por R$ 14.440, a Honda Elite 125 2027 entrega baixo peso, câmbio automático, consumo de 49,9 km/l e suporte de uma rede ampla. Mas quem roda em rodovias ou leva garupa com frequência pode sentir falta de potência rapidamente. A pergunta é: praticidade basta para justificar a escolha?

As especificações e condições comerciais podem ser consultadas no site oficial da Honda Motos.