Honda no Sertões 2026: Percurso terá 3.984 km cronometrados

Por Verificar Auto 22/08/2026 às 07:54 7 min de leitura
Cinco pilotos da Honda Racing Brasil e Monster Energy Honda HRC reunidos com suas motos para o Sertões 2026, foto horizontal landscape
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A Honda confirmou cinco pilotos para o Sertões 2026, divididos entre a Monster Energy Honda HRC e a Honda Racing Brasil. A marca busca o 12º título nas motos, com largada e chegada em Goiânia (GO).

A disputa começa em 22/08/2026 e terá 3.984 km, sendo 2.628 km cronometrados. O percurso passa por Goiás, Bahia e Tocantins, exigindo velocidade, navegação e resistência mecânica.

Honda leva cinco pilotos ao Sertões 2026

Tosha Schareina é o nome mais pesado da equipe. O espanhol defende o título conquistado na edição anterior e representa a Monster Energy Honda HRC, estrutura oficial da marca no rally raid.

Ao lado dele estará Martim Ventura. O piloto fará sua estreia no Sertões, justamente em uma equipe de fábrica. A escolha combina juventude, experiência internacional e espaço para formação dentro do projeto Honda.

Piloto Equipe Moto Situação
Tosha Schareina Monster Energy Honda HRC Honda CRF450 Rally Atual campeão
Martim Ventura Monster Energy Honda HRC Honda CRF450RX Rally Estreante no Sertões
Bruno Crivilin Honda Racing Brasil Honda CRF450RX Rally Segundo Sertões
Alexandre Valadares “Brankim” Honda Racing Brasil Honda CRF300F Competição nacional
Bárbara Neves Honda Racing Brasil Honda CRF300F Competição nacional

Bruno Crivilin disputa seu segundo Sertões e reforça a ponte entre o motociclismo brasileiro e a estrutura internacional da Honda. O capixaba já tem experiência no enduro e chega com uma moto de rally preparada para especiais longas.

Brankim e Bárbara Neves completam o quinteto com a CRF300F. A dupla corre em uma proposta diferente, voltada ao cenário nacional e às categorias que utilizam a motocicleta de produção off-road da Honda.

Honda CRF300F de Brankim e Bárbara Neves em trecho de terra do Sertões 2026, com paisagem de Goiás, foto horizontal landscape
Honda CRF300F de Brankim e Bárbara Neves em trecho de terra do Sertões 2026, com paisagem de Goiás, foto horizontal landscape (Foto: Motociclismo Online)

O 12º título é o alvo da Honda

A Honda não entra apenas para formar o grid. A marca tenta ampliar sua hegemonia na categoria motos e transformar o Sertões 2026 em mais um capítulo de sua história no rally brasileiro.

O número 12 pesa. Cada edição exige dias de competição, deslocamentos extensos e motos capazes de suportar poeira, calor, pedras e mudanças rápidas de terreno.

Schareina carrega a responsabilidade imediata. Ventura representa a renovação. Crivilin aproxima a operação mundial do público brasileiro, enquanto Brankim e Bárbara ampliam a presença da Honda nas categorias nacionais.

Essa divisão não é casual. Uma equipe usa o Sertões como palco de alto desempenho; a outra mantém a marca conectada ao desenvolvimento de pilotos e motos no Brasil.

CRF450 Rally e CRF450RX Rally têm missões diferentes

A CRF450 Rally é a moto associada ao programa oficial de rally raid da Honda. Ela foi concebida para competir em longas especiais, com foco em autonomia, estabilidade e navegação em alta velocidade.

O modelo utiliza motor monocilíndrico de 449,4 cm³, comando DOHC e injeção eletrônica. O câmbio tem seis velocidades, enquanto o tanque de 35 litros reduz as paradas durante as etapas.

A suspensão dianteira Showa invertida tem 310 mm de curso. Atrás, o sistema monoamortecido oferece 305 mm. É uma moto de competição, não uma trail preparada para passeios de fim de semana.

A CRF450RX Rally compartilha a mesma cilindrada e a arquitetura de competição, mas aparece em uma configuração destinada ao programa esportivo da Honda no Sertões. Ventura e Crivilin usarão esse equipamento na prova.

Na prática, são motos muito distantes de uma motocicleta de rua. A posição de pilotagem, a autonomia, a proteção aerodinâmica e a preparação da suspensão atendem às especiais cronometradas.

Especificação CRF450 Rally CRF450RX Rally
Motor Monocilíndrico, 4 tempos, DOHC Monocilíndrico, 4 tempos, DOHC
Cilindrada 449,4 cm³ 449,4 cm³
Alimentação Injeção eletrônica Injeção eletrônica
Câmbio Seis velocidades Seis velocidades
Tanque 35 litros 35 litros
Suspensão dianteira Showa invertida, 310 mm Showa invertida, 310 mm
Suspensão traseira Showa monoamortecida, 305 mm Showa monoamortecida, 305 mm
Piloto espanhol Tosha Schareina no Rally dos Sertões com a equipe Honda Racing Corporation (HRC)
Piloto espanhol Tosha Schareina no Rally dos Sertões com a equipe Honda Racing Corporation (HRC) (Foto: Motociclismo Online)

CRF300F representa a base brasileira da operação

A CRF300F cumpre outro papel. Vendida no Brasil pela rede de concessionárias Honda, a moto é uma off-road recreativa que também serve de base para competições nacionais.

Seu motor monocilíndrico de 293,52 cm³ tem quatro tempos, comando OHC e arrefecimento a ar. São 24,6 cv a 7.500 rpm e 2,59 kgfm a 6.000 rpm, com câmbio de seis marchas.

Com 119 kg de peso seco e tanque de seis litros, ela é muito mais simples que uma CRF450 de rally. Também é mais acessível na operação e facilita a participação de pilotos em categorias brasileiras.

Brankim e Bárbara Neves não terão o mesmo equipamento de Schareina. Nem precisam. A CRF300F atende a uma proposta de competição diferente, com menor complexidade e manutenção mais próxima da realidade nacional.

Item Honda CRF300F
Motor Monocilíndrico, 4 tempos, OHC, arrefecido a ar
Cilindrada 293,52 cm³
Potência máxima 24,6 cv a 7.500 rpm
Torque máximo 2,59 kgfm a 6.000 rpm
Câmbio Seis marchas
Tanque 6,0 litros
Peso seco 119 kg
Altura do assento 888 mm

Goiânia recebe largada e chegada da prova

O Sertões 2026 começa e termina em Goiânia. Entre os dois momentos, os competidores atravessam Goiás, Bahia e Tocantins em uma rota de 3.984 km.

Desse total, 2.628 km serão cronometrados. É nesses trechos que a diferença aparece: uma navegação errada, um pneu danificado ou uma queda pode comprometer dias de trabalho.

A programação coloca a Honda diante de ambientes variados. Trechos rápidos exigem estabilidade, enquanto áreas travadas cobram controle da moto e resistência física dos pilotos.

O público pode acompanhar as informações institucionais da fabricante no site oficial da Honda no Brasil. A CRF450 Rally e a CRF450RX Rally não são modelos de varejo convencional nas concessionárias brasileiras.

Piloto da Honda Racing Brasil, Bárbara Neves, ao lado de sua CRF 300F com as cores da Kuromi
Piloto da Honda Racing Brasil, Bárbara Neves, ao lado de sua CRF 300F com as cores da Kuromi (Foto: Motociclismo Online)

Honda mistura fábrica mundial e força nacional

KTM, Husqvarna, GasGas, Yamaha, Sherco, Hero, Kove e Beta formam o ambiente competitivo do rally raid. A Honda chega com uma estrutura que poucas marcas conseguem reproduzir no mesmo nível.

O time combina tecnologia de fábrica, experiência internacional e pilotos brasileiros com histórico no enduro. Não é apenas uma escalação numerosa; é uma estratégia de cobertura do campeonato.

Schareina precisa confirmar o favoritismo. Ventura terá de aprender o ritmo do Sertões sem desperdiçar velocidade. Crivilin buscará transformar conhecimento local em resultado.

Brankim e Bárbara, por sua vez, mostram que a Honda não separa completamente o projeto mundial da base nacional. A CRF300F leva a marca para outra parte do grid e aproxima a competição do motociclista brasileiro.

A largada em Goiânia acontece em 22/08/2026. Com 2.628 km cronometrados pela frente, a pergunta fica aberta: a Honda terá velocidade suficiente para conquistar o 12º título sem que a resistência cobre a conta?