A Haojue UFR150 4V VVL chega ao mercado asiático com motor de 15,6 cv, comando variável e eletrônica rara entre scooters de 150 cm³. No Brasil, porém, a estreia ainda não tem data, preço ou concessionárias confirmadas.
A novidade mira diretamente Honda PCX 160 e Yamaha NMax 160. A ficha técnica é interessante, mas o consumidor brasileiro quer saber outra coisa: a JTZ Motors vai trazer a scooter?
Haojue UFR150 4V VVL ainda não tem lançamento confirmado no Brasil
Até 22/08/2026, não existe anúncio oficial da JTZ Motors sobre a venda da UFR150 4V VVL no país. Também não há cronograma público, pré-venda ou registro brasileiro consolidado para o modelo.
Isso coloca a scooter no campo da possibilidade. Ela existe e já foi apresentada internacionalmente, mas não está disponível nas concessionárias Haojue brasileiras.
Sem homologação nacional, a moto não pode ser comercializada regularmente no Brasil. O processo envolve emissões, segurança, documentação, registro do modelo e adequação às regras locais.

Motor 1.5 tem 15,6 cv e comando VVL
O motor é monocilíndrico, refrigerado a líquido, com 149 cm³ e quatro válvulas no cabeçote. A novidade está no VVL, comando variável com atuação eletromagnética.
A potência chega a 15,6 cv a 8.800 rpm. O torque máximo é de 14,7 Nm a 6.000 rpm, equivalente a aproximadamente 1,50 kgfm.
Na transmissão, a Haojue usa câmbio automático CVT. É o conjunto esperado para uma scooter urbana, com aceleração sem trocas manuais e foco no trânsito pesado.
O VVL pode melhorar a resposta em diferentes rotações. Ainda assim, potência no papel não resolve tudo: peso, calibração do CVT e disponibilidade de peças pesam mais no uso diário.
| Item | Haojue UFR150 4V VVL |
|---|---|
| Motor | Monocilíndrico, 4 tempos, refrigerado a líquido |
| Cilindrada | 149 cm³ |
| Comando | VVL, com atuação eletromagnética |
| Válvulas | Quatro |
| Potência | 15,6 cv a 8.800 rpm |
| Torque | 1,50 kgfm a 6.000 rpm |
| Câmbio | Automático CVT |
| Freio dianteiro | Disco com ABS |
| Freio traseiro | Disco com ABS |
| Controle de tração | Sim |
| Roda dianteira | Aro 14 |
| Roda traseira | Aro 14 |
| Pneu dianteiro | 110/80-14 |
| Pneu traseiro | 130/70-14 |
| Peso em ordem de marcha | 145 kg |
| Altura do assento | 760 mm |
| Entre-eixos | 1.315 mm |
| Tanque | 8 litros |
As especificações internacionais podem ser consultadas no material da Haojue. O valor de torque aparece em Nm no exterior, mas foi convertido para kgfm, unidade usada no mercado brasileiro.
Pacote eletrônico supera o padrão das scooters urbanas
O equipamento mais relevante é o ABS de dois canais. Ele atua nas duas rodas e reduz o risco de travamento em frenagens fortes, especialmente sobre asfalto molhado.
A UFR150 também traz controle de tração, recurso pouco comum nessa cilindrada. O sistema monitora a diferença de velocidade entre as rodas e reduz a intervenção do piloto quando há perda de aderência.
Outro item é o AISS, sistema que desliga o motor durante paradas. No semáforo, a scooter pode economizar combustível e reduzir ruído. Ao girar o acelerador, o motor volta a funcionar.
O painel TFT exibe as informações principais e permite navegação por smartphone. Há ainda monitoramento da pressão dos pneus, chamado TPMS.

A lista continua com chave presencial por Bluetooth e NFC, porta USB-C de 18 W e manoplas aquecidas. A carenagem também tem pré-disposição para instalação de dashcam.
Esse pacote faria diferença no Brasil. PCX e NMax têm boa aceitação, mas o comprador costuma encontrar menos recursos eletrônicos nas versões urbanas de preço intermediário.
UFR150 tem duas configurações comerciais na Ásia
A Haojue oferece a scooter em duas configurações internacionais. Uma usa alça traseira convencional, enquanto a outra recebe suporte para baú e protetores carenados.
A diferença parece pequena. Para quem trabalha com entregas ou carrega mochila diariamente, porém, o suporte para baú evita adaptações e melhora a praticidade.
As rodas de aro 14 ajudam a atravessar buracos e remendos com mais estabilidade que rodas menores. O banco de 760 mm atende pilotos de estatura média, sem transformar o embarque em dificuldade.
Com 145 kg em ordem de marcha, a UFR150 não é leve como uma scooter de entrada. O peso pode favorecer a estabilidade em avenidas, mas será percebido nas manobras de garagem.
Preço chinês não vira preço brasileiro
Na China, os valores divulgados ficam próximos de R$ 13 mil na configuração Fushuban e R$ 13.500 na Hao Gang Ban, em conversão aproximada.
Esses números não representam uma tabela nacional. Impostos, frete, homologação, margem da rede e variação cambial poderiam elevar bastante o preço final.
Também não existe preço FIPE para a UFR150 4V VVL no Brasil. A FIPE só passa a registrar o modelo quando há comercialização e base suficiente de veículos nacionais.
| Configuração internacional | Característica | Preço convertido aproximado |
|---|---|---|
| Fushuban | Alça traseira padrão | Cerca de R$ 13.000 |
| Hao Gang Ban | Suporte para baú e protetores carenados | Cerca de R$ 13.500 |
Se fosse importada por valor próximo ao chinês, a Haojue teria um argumento forte. Mas uma scooter brasileira precisa pagar a conta do pós-venda, não apenas aparecer barata na conversão.
Honda PCX 160 e Yamaha NMax 160 são os obstáculos
A UFR150 chegaria a uma categoria disputada. Honda PCX 160 e Yamaha NMax 160 já têm nome conhecido, rede ampla e histórico de revenda no Brasil.
A Haojue poderia ganhar em equipamentos. ABS de dois canais, controle de tração, TPMS e manoplas aquecidas formam uma lista mais robusta que a encontrada em muitas rivais.
Honda e Yamaha, por outro lado, entregam algo difícil de copiar rapidamente: peças disponíveis, mecânicos familiarizados e compradores interessados no mercado de usadas.
Quem roda 40 quilômetros por dia não quer esperar semanas por uma carenagem importada. Uma correia de CVT parada na alfândega também transforma tecnologia em prejuízo.

A rede da JTZ será decisiva para a scooter
A Haojue já atua no Brasil por meio da JTZ Motors, mas a chegada de uma scooter nova exigiria estrutura específica. Não basta compartilhar algumas lojas com a linha atual.
Seriam necessários estoque de correia, roletes, pastilhas, sensores, módulos eletrônicos e peças de acabamento. O mesmo vale para treinamento técnico nas concessionárias.
Seguro e revenda também entram na conta. Uma scooter sofisticada, com TFT, TCS e chave conectada, pode ter reparo mais caro após uma queda simples.
Por isso, a eventual estreia dependeria de preço e suporte. Se ficar próxima das japonesas, a UFR150 terá dificuldade para convencer. Se custar menos, poderá atrair quem aceita uma marca menos tradicional.
Haojue UFR150 4V VVL fica no “poderia vir”
A UFR150 4V VVL é tecnicamente interessante. O motor de 15,6 cv, o VVL e o pacote eletrônico colocam a scooter acima da média asiática de 150 cm³.
Para o Brasil, ainda faltam os dados que realmente definem uma compra: homologação, preço nacional, garantia, prazo de entrega e rede de assistência.
Até que a JTZ Motors anuncie esses pontos, não há pré-venda nem concessionária brasileira autorizada a entregar o modelo. A scooter existe, mas o mercado daqui ainda não recebeu a chave.
Se chegar por algo próximo das rivais, o comprador escolherá entre tecnologia recém-chegada e revenda comprovada. A pergunta continua aberta: quanto vale trocar a tranquilidade de uma PCX ou NMax por uma Haojue mais equipada?
