O Emova Easy virou o novo nome do antigo EV2 e chegou ao Brasil por R$ 69.990. Com isso, a E-Motors joga pesado na faixa mais baixa dos elétricos e coloca na rua um hatch urbano de entrada que mira quem quer gastar pouco, frotistas e até autoescolas.
R$ 69.990 muda a conversa.
Pelo preço público sugerido, o Easy entra como o elétrico mais barato do mercado brasileiro neste momento. Esse detalhe importa. Em carro elétrico, uma diferença de alguns milhares de reais ainda decide compra, financiamento e até seguro.
Sai EV2, entra Emova Easy
A troca de nome não veio por capricho. A E-Motors oficializou a mudança depois de uma disputa judicial sobre as denominações EV2 e EV3, registradas pela Kia.
Na prática, o antigo EV2 passa a se chamar Emova Easy. O EV3 agora é Emova Urban. A proposta dos carros segue a mesma: compactos elétricos, simples e voltados ao uso urbano.
Para o comprador, muda a comunicação comercial e o nome estampado na vitrine. Bateria, motor e posicionamento continuam no mesmo trilho.
O que o Easy entrega por esse preço
O Emova Easy leva quatro ocupantes e usa bateria LFP de 15,9 kWh. A autonomia declarada é de até 201 km. No papel, é carro de deslocamento curto, ida ao trabalho e rota de bairro.
Debaixo do pé direito, ele entrega 30 kW, equivalentes a 40,8 cv, e 8,6 kgfm. Não é carro para estrada longa. É carro para rodar leve, economizar combustível e fugir do posto.
Mas será que basta?
Depende do uso. Quem queria um elétrico barato para cidade vai olhar primeiro para a etiqueta. Quem pega marginal, avenida rápida e precisa de retomada vai notar cedo que a proposta aqui é bem mais enxuta.
| Modelo | Bateria | Potência | Torque | Autonomia | Lotação | Preço sugerido |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Emova Easy | 15,9 kWh | 30 kW (40,8 cv) | 8,6 kgfm | Até 201 km | 4 ocupantes | R$ 69.990 |
| Emova Urban | 30,2 kWh | 50 kW (68 cv) | 12,7 kgfm | Até 330 km | 5 ocupantes | R$ 99.990 |
O pacote básico do Easy também entrega o recado da marca. Vêm ar-condicionado, direção elétrica, computador de bordo, travas e vidros elétricos, além de ABS.
Já os itens que o brasileiro costuma pedir logo de cara ficam nos opcionais. Multimídia, painel digital, câmeras de assistência, controle de estabilidade e carregamento rápido em corrente contínua aparecem em pacotes pagos.
Preço baixo, mas sem milagre
Esse é o ponto que separa manchete de uso real. O Easy fura a barreira dos R$ 70 mil, mas faz isso com conteúdo enxuto e foco total em mobilidade urbana.
Controle de estabilidade como opcional chama atenção. Em 2026, esse item já virou expectativa mínima para muita gente, mesmo em carro barato.
Outro detalhe pesa. O carregamento rápido DC não faz parte obrigatória da conta. Para frotista, isso muda operação. Para consumidor comum, muda o tempo parado na tomada.
Quem olha só autonomia pode se empolgar com os 201 km. Só que esse número é de catálogo. Com ar-condicionado, relevo ruim e uso pesado, a distância prática sempre encolhe.
Mesmo assim, o Easy encontra espaço. O mercado brasileiro de elétricos compactos, acompanhado por entidades como a Fenabrave, ainda gira em torno de modelos urbanos, onde preço de entrada pesa mais que desempenho.
O Urban sobe um degrau e foge da guerra da etiqueta
O Emova Urban, antigo EV3, custa R$ 99.990 e já entra em outra conversa. São cinco lugares, bateria LFP de 30,2 kWh, autonomia de até 330 km e motor de 50 kW, ou 68 cv.
O torque sobe para 12,7 kgfm e a velocidade máxima chega a 110 km/h. Continua sendo um compacto urbano, mas com mais fôlego para quem não quer ficar preso ao trajeto casa-trabalho.
Acima dele, a E-Motors ainda mostrou o sedã Elight e o SUV Ewind. Os dois aparecem como próximos passos da marca, mas sem preço divulgado por enquanto.
Para o consumidor brasileiro, a notícia boa é simples: existe um zero km elétrico abaixo dos R$ 70 mil na tabela pública da marca. Isso derruba a barreira de entrada para quem antes só olhava usado ou híbrido leve.
A notícia menos confortável vem depois da primeira visita à loja. Seguro, facilidade de recarga em casa, cobertura de assistência e valor dos opcionais pesam tanto quanto o preço da vitrine.
Também convém separar manchete de mercado. O Easy assume o posto de mais barato pelo preço sugerido. Promoções regionais, bônus de fábrica e estoques parados dos rivais ainda podem mexer nessa conta.
O Emova Easy já ganhou a briga do número. Falta ver se rede, pós-venda e uso real vão sustentar esse preço quando o carro começar a aparecer fora de frota e longe do folder.
