As motos mais vendidas do Brasil em julho de 2026 já saíram, e o retrato do mercado segue bem brasileiro: Honda CG 160 isolada na frente, modelos de trabalho dominando o topo e Yamaha correndo atrás. Aqui você vê o top 20 completo, o tamanho do mercado e o que essa lista diz sobre compra, revenda e uso real.
Tem recado aí.
CG 160 sobra, e não é pouco
A Honda CG 160 fechou julho com 47.493 emplacamentos. É muita coisa. Sozinha, ela respondeu por 23,8% de todas as motos vendidas no país no mês.
A vice-líder Honda Biz ficou em 21.219 unidades. A diferença entre as duas passou de 26 mil motos. Não é disputa apertada. É domínio.
Mais: as cinco primeiras colocadas somaram 115.875 emplacamentos. Isso representa 58,2% de todo o mercado de julho. O topo ficou concentrado em motos urbanas, simples de manter e fáceis de revender.

As 20 motos mais vendidas do Brasil em julho de 2026
| Pos. | Modelo | Montadora | Segmento | Emplacamentos |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Honda CG 160 | Honda | street/city | 47.493 |
| 2 | Honda Biz | Honda | cub | 21.219 |
| 3 | Honda Pop 110i | Honda | cub/urbana | 19.254 |
| 4 | Honda NXR 160 Bros | Honda | trail | 16.512 |
| 5 | Mottu Sport 110i | Mottu | urbana/frota | 11.397 |
| 6 | Yamaha Factor 150 | Yamaha | street | 6.121 |
| 7 | Honda CB 300F Twister | Honda | naked/street | 4.270 |
| 8 | Honda PCX 160 | Honda | scooter | 4.232 |
| 9 | Honda XRE 190 | Honda | trail | 4.060 |
| 10 | Yamaha Lander | Yamaha | trail | 3.906 |
| 11 | Yamaha FZ15 | Yamaha | naked/street | 3.845 |
| 12 | Yamaha FZ25 | Yamaha | naked/street | 3.815 |
| 13 | Shineray SHI 125 | Shineray | urbana/cub | 3.560 |
| 14 | Honda XRE 300 Sahara | Honda | trail/adventure | 3.279 |
| 15 | Yamaha Crosser 150 | Yamaha | trail | 2.489 |
| 16 | Honda Elite 125 | Honda | scooter | 2.481 |
| 17 | Shineray SHI 175 | Shineray | urbana/cub | 2.411 |
| 18 | Yamaha ZR | Yamaha | scooter/urbana | 1.703 |
| 19 | Yamaha NMAX | Yamaha | scooter | 1.608 |
| 20 | Honda ADV 160 | Honda | scooter/adventure | 1.563 |
A primeira Yamaha aparece só em sexto, com a Factor 150. A Shineray entra com dois modelos no top 20. E a Mottu, com uma moto só, já emplacou mais do que muita marca tradicional.
Rua, trabalho e frota puxam a fila
O ranking deixa claro onde o dinheiro está entrando. CG 160, Biz, Pop 110i, Factor 150 e Mottu Sport 110i vivem de uso diário, entrega, deslocamento curto e manutenção barata. É a moto que pega trânsito, buraco e oficina de bairro sem drama.
A Mottu Sport 110i merece leitura separada. Ela não depende só do varejo comum. O volume de 11.397 unidades tem dedo forte de frota e assinatura, algo que já virou parte real do mercado brasileiro de motos.

Tem mais um traço bem brasileiro: a força das trails leves. Honda NXR 160 Bros, Honda XRE 190, Honda XRE 300 Sahara, Yamaha Lander e Yamaha Crosser 150 continuam firmes porque servem para cidade ruim, estrada secundária e interior.
Nos scooters, a Honda também manda. PCX 160, Elite 125 e ADV 160 entraram no top 20, enquanto a Yamaha segurou espaço com ZR e NMAX. Capital grande puxa esse tipo de moto, mas a rede ainda pesa muito na hora de fechar negócio.
Honda engole o mercado; Yamaha segura o segundo lugar
Julho terminou com 199.181 motos emplacadas no Brasil. Foi alta de 2,55% sobre junho e avanço de 3,11% na comparação com julho de 2025. No acumulado de janeiro a julho, o mercado já soma 1.373.687 unidades, crescimento de 12,37%.
Os números divulgados pela Fenabrave mostram uma distância enorme entre as marcas. A Honda fechou julho com 127.399 unidades e 63,96% de participação. Quase dois terços do mercado.
| Marca | Emplacamentos em julho | Participação |
|---|---|---|
| Honda | 127.399 | 63,96% |
| Yamaha | 28.622 | 14,37% |
| Shineray | 11.476 | 5,76% |
| Mottu | 11.397 | 5,72% |
| Bajaj | 3.371 | 1,69% |
A Yamaha fez 28.622 unidades e manteve o segundo lugar com folga. Shineray e Mottu ficaram praticamente empatadas. A Bajaj segue menor em volume, mas já aparece entre as cinco maiores do mês.
No acumulado de 2026, a Honda já chegou a 899.355 motos. A Yamaha tem 189.556. Depois vêm Shineray, com 85.145, e Mottu, com 66.987. É um mercado grande, mas ainda muito concentrado.

Para quem está de olho em uma moto, a lista fala alto
Mais vendida não significa automaticamente melhor para todo mundo. Significa, antes de tudo, que a moto encaixou no bolso e no uso do brasileiro. E isso pesa muito mais do que painel bonito ou carenagem chamativa.
Quem olha para CG 160, Biz, Pop 110i e Bros está entrando em um universo de peça fácil, revenda quente e mecânica conhecida até por oficina pequena. Seguro, IPVA e manutenção variam por cidade e perfil, claro, mas a vida costuma ser menos complicada.
Já a Yamaha aparece forte para quem quer fugir do óbvio sem sair da zona segura. Factor 150, Lander, FZ15, FZ25 e Crosser 150 têm público fiel e bom nome no mercado. Não batem a Honda em volume, mas também não ficam encalhadas.
Shineray e Mottu jogam em outra chave. O atrativo passa por entrada mais baixa ou operação de frota. Só que o comprador precisa olhar rede, peça e proposta de uso com mais cuidado. Para trabalho pesado diário, isso vira detalhe caro bem rápido.
Agosto costuma mexer pouco no topo. Mesmo assim, fica a pergunta: com 47.493 unidades em um único mês e 23,8% do mercado nas mãos, alguém ainda ameaça a CG 160 em 2026 ou a liderança já virou rotina demais para mudar?
