O Mercedes-Benz Classe C elétrico estreia na Europa com 489 cv, tração integral e autonomia de até 762 km no ciclo WLTP. A versão C 400 4MATIC electric chega às lojas em setembro, mas ainda não tem lançamento confirmado no Brasil.
Classe C elétrico aposta em autonomia antes da aceleração
O sedã foi revelado pela Mercedes-Benz em 20/04/2026. Ele usa dois motores elétricos, um em cada eixo, e entrega cerca de 81,6 kgfm de torque.
O resultado é um 0 a 100 km/h em 4,1 segundos. A velocidade máxima fica próxima de 210 km/h, número suficiente para um sedã executivo que prioriza viagens longas.
A Mercedes-Benz posiciona o modelo como um elétrico de alto desempenho, mas sem transformar a potência no único argumento. A autonomia elevada é o dado que mais pesa no uso real.

| Item | Mercedes-Benz C 400 4MATIC electric |
|---|---|
| Conjunto | Dois motores elétricos |
| Potência | 489 cv |
| Torque | Cerca de 81,6 kgfm |
| Tração | Integral 4MATIC |
| Bateria útil | Cerca de 94 kWh |
| Autonomia | Até 762 km WLTP |
| Arquitetura | 800 volts |
| Recarga rápida | Até 330 kW |
| 0 a 100 km/h | 4,1 segundos |
| Velocidade máxima | Cerca de 209–210 km/h |
| Porta-malas | 470 litros |
| Compartimento dianteiro | 101 litros |
| Coeficiente aerodinâmico | Cx 0,22 |
Recarga de 330 kW reduz a espera na estrada
A bateria tem aproximadamente 94 kWh úteis e trabalha com arquitetura de 800 V. Na prática, isso permite receber até 330 kW em carregadores compatíveis.
A Mercedes-Benz estima recuperar cerca de 325 km de autonomia em dez minutos. O número depende da potência disponível, da temperatura da bateria e do estado de carga.
Um sistema de 800 V também reduz perdas elétricas durante a recarga. É uma solução mais sofisticada que a maioria dos carros de 400 V vendidos no Brasil.
O carro ainda utiliza uma transmissão de duas marchas no eixo traseiro. A primeira favorece arrancadas fortes, enquanto a segunda ajuda a manter eficiência em velocidades de estrada.

Carroceria baixa ajuda a alcançar 762 km
O Classe C elétrico mede 4,88 metros de comprimento e tem 2.962 mm de entre-eixos. O espaço para os joelhos dos passageiros traseiros cresceu 12 mm.
O porta-malas traseiro acomoda 470 litros. Na frente, o compartimento adicional de 101 litros serve para cabos, bolsas pequenas e objetos que não precisam ocupar o espaço principal.
O Cx de 0,22 mostra onde a Mercedes concentrou esforço. Carroceria baixa, rodas carenadas e gerenciamento de fluxo de ar fazem diferença quando o objetivo é viajar mais longe.
O consumo homologado varia entre 14,1 e 18,5 kWh/100 km, conforme configuração. As emissões locais são de 0 g/km, como em outros veículos elétricos.
Interior tem tela de 39,1 polegadas
O painel pode receber a MBUX Hyperscreen de 39,1 polegadas. A tela ocupa praticamente toda a largura do painel e reúne instrumentos, multimídia e funções do passageiro.
O sistema operacional é o MB.OS, com integrações para ChatGPT-4o, Microsoft Bing e Google Gemini. A tecnologia permite comandos mais naturais, mas aumenta a dependência das telas.
Será que tanta função digital facilita o uso? A resposta depende da ergonomia dos menus e da velocidade dos comandos. Em um carro desse preço, uma tela bonita não basta.
Algumas configurações também oferecem teto panorâmico eletrocrômico. O vidro muda de transparência e pode receber iluminação interna com desenho inspirado em estrelas.

BMW i4 e Tesla Model 3 estão na mira
O rival mais próximo por proposta é o BMW i4. O Tesla Model 3 também entra na disputa por autonomia, desempenho e tecnologia, embora tenha outra estratégia de atendimento e acabamento.
O BYD Seal pode ser comparado em potência e formato, mas fica abaixo da Mercedes-Benz em posicionamento de marca. Já o Mercedes-Benz EQE é maior e ocupa um degrau acima.
| Modelo | Proposta | Relação com o Classe C elétrico |
|---|---|---|
| BMW i4 | Sedã elétrico premium | Rival direto por porte e desempenho |
| Tesla Model 3 | Sedã elétrico tecnológico | Disputa por autonomia e aceleração |
| BYD Seal | Sedã elétrico esportivo | Alternativa de preço e potência |
| Mercedes-Benz EQE | Sedã elétrico executivo | Modelo maior e mais caro da própria marca |
Brasil ainda não tem data nem preço
A Mercedes-Benz ainda não confirmou a venda do Classe C elétrico no Brasil. Também não existem preço em reais, tabela FIPE, emplacamentos na Fenabrave ou previsão de produção local.
Se vier por importação, o modelo enfrentará impostos, seguro elevado e uma rede de recarga ainda menor que a europeia. A manutenção exigirá concessionárias autorizadas e técnicos treinados em sistemas de alta tensão.
O BMW i4 e o BYD Seal já dão ao brasileiro uma referência mais concreta. O Classe C elétrico chegaria acima deles em imagem de marca e provavelmente também em preço, mas sem uma tabela oficial não há como cravar valores.
A apresentação oficial está disponível no site corporativo da Mercedes-Benz. As vendas europeias começam em setembro de 2026.
Com 762 km WLTP e recarga de 330 kW, o sedã tem números para viajar longe. Falta saber se a Mercedes-Benz vai trazer essa tecnologia ao Brasil — e quanto cobraria por ela.
