O Citroën Basalt 2027 chega ao Brasil com preço inicial de R$ 95.590, nova versão Dark Edition manual e motor turbo recalibrado para 115 cv. A linha tenta vender estilo de topo sem abandonar a faixa de entrada.
Basalt Feel MT parte de R$ 95.590
A versão Feel MT passa a ser a porta de entrada do Basalt. Ela usa o motor 1.0 Firefly aspirado, com três cilindros, câmbio manual de cinco marchas e 75 cv com etanol.
O torque chega a 10,5 kgfm com etanol. Na gasolina, são 71 cv e cerca de 10,0 kgfm. O preço coloca o SUV cupê próximo de versões promocionais do Fiat Pulse e do Renault Kardian.
| Versão | Motor | Câmbio | Preço |
|---|---|---|---|
| Feel MT | 1.0 Firefly aspirado | Manual de 5 marchas | R$ 95.590 |
| Dark Edition MT | 1.0 Firefly aspirado | Manual de 5 marchas | R$ 98.990 |
| Feel Turbo 200 AT | 1.0 turbo, 115 cv | CVT com 7 marchas simuladas | R$ 113.990 |
| Shine Turbo 200 AT | 1.0 turbo, 115 cv | CVT com 7 marchas simuladas | R$ 119.990 |
| Dark Edition Turbo 200 AT | 1.0 turbo, 115 cv | CVT com 7 marchas simuladas | R$ 120.990 |
A redução de preço está ligada ao enquadramento das versões manuais no programa Carro Sustentável, dentro da política Mover. O benefício tributário permite à Citroën disputar compradores que normalmente olhariam para hatch compactos.

Dark Edition MT usa visual de versão cara
Por R$ 3.400 a mais que a Feel MT, a Dark Edition MT mantém o motor aspirado, mas adota acabamento interno escurecido. Os bancos recebem revestimento preto com costuras vermelhas.
O volante também ganha costura vermelha, enquanto o apoia-braço recebe material melhorado. É uma diferença visual, não mecânica.
Essa estratégia mira quem quer um SUV com aparência mais sofisticada, mas não consegue chegar à versão turbo automática. No mercado brasileiro, visual vende — especialmente quando a carroceria tem desenho cupê.
A Dark Edition MT custa R$ 15 mil menos que a Dark Edition Turbo 200 AT. A distância é grande o bastante para pesar no financiamento, no seguro e no valor das parcelas.
Versão básica não vem pelada
A Feel MT traz ar-condicionado, direção elétrica, câmera de ré, sensores traseiros e assistente de partida em rampa. Também há airbags laterais, alarme e retrovisores elétricos.
O painel digital tem 7 polegadas. A central Citroën Connect Touchscreen mede 10,25 polegadas e inclui Android Auto e Apple CarPlay sem fio.
Vidros elétricos com função One Touch e antiesmagamento completam o pacote. Bancos e painel usam tecido, como esperado para uma configuração de entrada.
Por R$ 95.590, a lista é mais interessante que a de alguns rivais básicos. O comprador, porém, precisa aceitar desempenho modesto e a ausência da praticidade do câmbio automático.

Turbo perde potência e fica mais distante do aspirado
As versões Turbo 200 AT continuam usando o motor 1.0 turbo com 20,4 kgfm e câmbio CVT de sete marchas simuladas. Na linha 2027 brasileira, a potência foi recalibrada para 115 cv.
Em especificação plena, esse motor chega a 125 cv com gasolina e 130 cv com etanol. O Basalt nacional, porém, passa a trabalhar com o número menor para atender ao enquadramento tributário e regulatório.
O corte não atinge as versões manuais, que já usam outro motor. Ainda assim, muda a comparação com rivais turbo, principalmente quando o comprador olha apenas a ficha técnica.
Com 115 cv e 20,4 kgfm, o Basalt automático faz de 0 a 100 km/h em 10 segundos. A resposta em baixa tende a ser mais útil no trânsito que a do aspirado, especialmente em subidas e retomadas.
| Dado | Basalt manual | Basalt turbo |
|---|---|---|
| Potência máxima | 71 cv gasolina / 75 cv etanol | 115 cv |
| Torque máximo | Cerca de 10,0/10,5 kgfm | 20,4 kgfm |
| Consumo urbano | 13,5 km/l gasolina / 9,4 km/l etanol | 11,9 km/l gasolina / 8,4 km/l etanol |
| Consumo rodoviário | 14,9 km/l gasolina / 10,5 km/l etanol | 14,0 km/l gasolina / 9,6 km/l etanol |
| 0 a 100 km/h | 16,4 s gasolina / 15,2 s etanol | 10,0 s |
O aspirado é econômico nos números oficiais, mas seus 16,4 segundos de 0 a 100 km/h com gasolina deixam claro o foco urbano. Em uma subida de serra carregado, será preciso trabalhar bastante o câmbio manual.

Basalt mantém porte de SUV compacto
A carroceria mede cerca de 4,34 metros de comprimento, com 2,645 metros entre os eixos. O porta-malas comporta 490 litros, número competitivo para a categoria.
O espaço atende quatro adultos sem drama. No banco traseiro, a queda do teto exige atenção de passageiros mais altos, uma característica comum em SUVs com desenho cupê.
As versões automáticas custam entre R$ 113.990 e R$ 120.990. Nessa faixa, o Basalt enfrenta o Volkswagen Nivus, o Renault Kardian e versões de entrada do Nissan Kicks Play em ofertas específicas.
O Hyundai Creta aparece em promoções próximas, mas normalmente já ocupa uma faixa superior. O Fiat Pulse é o rival mais direto em preço, embora tenha proposta visual diferente.
Citroën aposta no preço para segurar o Basalt
A linha 2027 tenta resolver dois problemas ao mesmo tempo: baixar a barreira de entrada e criar uma configuração aspirada com mais apelo. A Dark Edition MT é o movimento mais interessante.
Ela entrega a aparência da versão cara sem cobrar pelo motor turbo e pelo câmbio CVT. Para quem compra pelo desenho e roda principalmente na cidade, a conta pode fazer sentido.
Já o turbo recalibrado para 115 cv exige uma comparação cuidadosa. O Basalt continua rápido o suficiente para uso diário, mas perdeu força no papel diante de rivais com motores turbo mais potentes.
A nova linha aparece no site oficial da Citroën e será encontrada na rede de concessionárias da marca no Brasil. O preço de R$ 95.590 parece agressivo, mas será que a diferença para o Dark Edition MT compensa abrir mão do automático?