O novo BYD Tan, vendido na China como Tang, foi apresentado com até 850 km de autonomia CLTC e recarga de 10% a 70% em cerca de cinco minutos. A estreia comercial está prevista para o quarto trimestre de 2026.
O nome “Tan 2027” não é oficial no Brasil. A BYD ainda não confirmou quando — ou se — essa nova geração chegará às concessionárias brasileiras.
BYD Tan cresce e muda de categoria tecnológica
A nova geração recebeu carroceria maior, cinco lugares e uma arquitetura elétrica mais avançada. O SUV mede 5,045 metros de comprimento, 1,980 metro de largura e 1,760 metro de altura.
O entre-eixos chega a 2,950 metros. Na prática, o Tan chinês fica mais comprido que o modelo vendido no Brasil, mas abandona a configuração de sete lugares conhecida por aqui.
| Item | Novo BYD Tan na China |
|---|---|
| Segmento | SUV elétrico grande |
| Configuração | Cinco lugares |
| Comprimento | 5,045 metros |
| Largura | 1,980 metro |
| Altura | 1,760 metro |
| Entre-eixos | 2,950 metros |
| Potência de uma versão | 300 kW, equivalentes a 408 cv |
| Velocidade máxima | 250 km/h |
| Baterias | 88,7 kWh ou 105,8 kWh |
| Autonomia anunciada | 730 km, 830 km ou 850 km CLTC |
| Lançamento comercial na China | Quarto trimestre de 2026 |
Uma das configurações registradas na China usa motor elétrico de 300 kW, ou 408 cv, e alcança 250 km/h. A BYD também prepara baterias de 88,7 kWh e 105,8 kWh para a linha.

850 km não são 850 km no Brasil
O número de 850 km vem do ciclo CLTC, adotado na China. Esse padrão costuma entregar resultados mais otimistas que o WLTP europeu e o ciclo usado pelo Inmetro.
O BYD Tan atual vendido no Brasil ilustra bem a diferença. Sua autonomia oficial é de 430 km no padrão Inmetro, enquanto a marca declara até 530 km no ciclo WLTP.
Isso não significa que a nova geração percorrerá apenas metade da distância. Significa que o comprador precisa comparar números medidos pelo mesmo padrão. Misturar CLTC com Inmetro transforma laboratório em propaganda.
Recarga de cinco minutos depende de condições ideais
A BYD não fala em carga completa em cinco minutos. A informação divulgada é de 10% a 70% da bateria nesse intervalo, usando a tecnologia Flash Charging.
É uma diferença enorme para o Tan brasileiro, que precisa de aproximadamente 30 minutos para ir de 30% a 80% em carregador de corrente contínua.
O modelo atual aceita até 110 kW na recarga DC. Já a nova geração foi desenvolvida para trabalhar com uma arquitetura elétrica muito mais rápida, embora a potência máxima do conjunto ainda não esteja detalhada para todas as versões.
Na China, essa velocidade depende do carregador correto, da temperatura da bateria e da disponibilidade de energia. No Brasil, a dificuldade seria ainda maior: postos capazes de entregar esse desempenho continuam raros fora dos principais corredores rodoviários.
LiDAR e suspensão pneumática elevam o pacote
O novo Tan ganhou LiDAR, sensor que amplia a leitura do ambiente para sistemas avançados de assistência ao motorista. O pacote inclui condução assistida, estacionamento automatizado e recursos eletrônicos de última geração.
A suspensão pneumática DiSus-A também entra na lista. O sistema pode alterar a altura da carroceria e controlar melhor os movimentos da carroceria, algo relevante em um SUV de mais de cinco metros.
O resultado coloca o Tan chinês em uma prateleira tecnológica próxima de SUVs elétricos premium. Volvo EX90, BMW iX, Mercedes-Benz EQE SUV e Audi Q8 e-tron formam a referência internacional.
No mercado brasileiro, porém, o preço desses rivais e a rede de assistência pesam tanto quanto a ficha técnica. Tecnologia impressiona no lançamento. Peça cara fora de garantia cobra a conta depois.
O Tan vendido no Brasil ainda tem outra proposta
O BYD Tan atual mantém sete lugares e dois motores elétricos. O conjunto entrega 517 cv e 700 Nm, com aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 4,9 segundos.
| Item | BYD Tan vendido no Brasil |
|---|---|
| Configuração | Sete lugares |
| Motor dianteiro | 180 kW |
| Motor traseiro | 200 kW |
| Potência combinada | 517 cv |
| Torque combinado | 700 Nm |
| Bateria | 108,8 kWh |
| Autonomia Inmetro | 430 km |
| Autonomia WLTP | Até 530 km |
| 0 a 100 km/h | Cerca de 4,9 segundos |
| Recarga DC | 30% a 80% em cerca de 30 minutos |
| Porta-malas | 235 litros com sete lugares; 940 litros com cinco |
| Porta-malas máximo | 1.655 litros com os bancos rebatidos |
A configuração atual prioriza família e desempenho. Com os sete bancos ocupados, o porta-malas fica limitado a 235 litros — espaço parecido com o de um hatch compacto.
O novo modelo chinês segue outro caminho. São cinco lugares, mais autonomia e recarga ultrarrápida. A BYD também reposiciona o Tang L acima dele, criando uma hierarquia mais clara dentro da linha.

Brasil ainda não tem data nem preço para a novidade
A BYD confirmou a estreia comercial da nova geração na China para o quarto trimestre de 2026. Não há confirmação de importação para o Brasil, preço nacional ou previsão de vendas nas concessionárias daqui.
O Tan atual continua sendo a referência local. Quem visitar uma concessionária BYD encontrará um SUV elétrico grande, caro e muito rápido, mas com autonomia oficial distante dos 850 km anunciados na China.
Uma eventual chegada exigiria adaptação à infraestrutura brasileira e homologação pelo Inmetro. Também poderia pressionar o preço do Tan atual, especialmente se a marca trouxer a nova geração como substituta.
A BYD mantém informações institucionais sobre seus veículos e tecnologias no site oficial da marca no Brasil. Até aparecer um anúncio local, o Tan de 850 km deve ser tratado como novidade chinesa — não como lançamento confirmado para o nosso mercado.
O dado que fica é a recarga: sair de 10% para 70% em cinco minutos pode mudar a rotina de um SUV elétrico. Mas quantos carregadores brasileiros conseguirão acompanhar essa bateria?
