Mercedes-AMG GT elétrico: Ficha técnica e versões reveladas

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Mercedes-AMG GT 4 portas
Mercedes em detalhe (Foto: Motor1)

O Mercedes-AMG GT Coupé de 4 portas elétrico foi revelado em 20/05/2026 com até 1.153 cv, bateria de 106 kWh e recarga de 10% a 80% em 11 minutos. Aqui está o que interessa de verdade: versões, ficha técnica e o que já existe — ou ainda não existe — para ele chegar às concessionárias brasileiras.

Número de hipercarro. Formato de gran turismo. E uma mudança pesada dentro da AMG.

O V8 saiu de cena. No lugar, entra um conjunto elétrico com até três motores e foco total em performance. É o primeiro AMG GT sem emissões e, goste ou não, também é o recado mais claro da Mercedes de que a fase morna dos primeiros EQ ficou para trás.

Sai o ronco, entra força bruta

A gama apresentada começa no GT 55, com 805 cv. Acima dele vem o GT 63, que chega a 1.153 cv e 200,7 kgfm. É esse topo que faz de 0 a 100 km/h em cerca de 2,3 segundos.

Tem um detalhe importante. Algumas comunicações paralelas citam 1.169 cv. O número mais consistente até agora, porém, é 1.153 cv no GT 63.

A base técnica também mudou bastante. A AMG usa motores de fluxo axial com tecnologia da YASA, descritos pela marca como 67% mais leves e 67% mais curtos que motores elétricos convencionais. Isso importa porque libera espaço, reduz massa e ajuda a concentrar potência onde interessa.

Não é só força bruta. A bateria tem 106 kWh, usa células cilíndricas, resfriamento avançado e ânodo enriquecido com silício. Traduzindo: mais densidade energética e mais capacidade de lidar com uso forte sem cozinhar o conjunto.

Mercedes-AMG GT 4 portas
Mercedes-AMG GT 4 portas (Reprodução)

A autonomia declarada gira em torno de 700 km no ciclo WLTP. Para um AMG desse porte, é um número sério. Ainda mais quando ele vem acompanhado de recarga DC de até 600 kW.

E aí mora a parte mais chamativa da apresentação. A Mercedes fala em ir de 10% a 80% em cerca de 11 minutos. Hoje, isso coloca o carro num patamar acima do que a infraestrutura pública brasileira consegue entregar.

Versões reveladas até agora

Versão Potência Torque Destaque
Mercedes-AMG GT 55 805 cv Versão de entrada da nova família elétrica
Mercedes-AMG GT 63 1.153 cv 200,7 kgfm Topo de linha, 0 a 100 km/h em cerca de 2,3 s

Sim, a tabela acima tem um traço no torque do GT 55. A Mercedes detalhou com clareza o número do GT 63, mas não consolidou esse dado para a versão menor na apresentação principal. Melhor cortar a especulação.

Ficha técnica do Mercedes-AMG GT Coupé de 4 portas elétrico

Item Dado confirmado
Modelo Mercedes-AMG GT Coupé de 4 portas elétrico
Ano-modelo 2026
Segmento Sedã esportivo de luxo / gran turismo elétrico
Propulsão 100% elétrica
Motores Até 3 motores elétricos
Tecnologia dos motores Fluxo axial com tecnologia YASA
Potência máxima 1.153 cv
Torque máximo 200,7 kgfm
Bateria 106 kWh
Células Cilíndricas, com resfriamento avançado
Química do ânodo Enriquecido com silício
0 a 100 km/h Cerca de 2,3 s
Autonomia Cerca de 700 km no ciclo WLTP
Recarga DC Até 600 kW
10% a 80% Aproximadamente 11 minutos
Arquitetura Nova geração elétrica da AMG

A apresentação oficial da Mercedes-Benz trata esse carro como vitrine tecnológica. E faz sentido. Ele não foi desenhado para ser apenas mais um elétrico rápido. Foi desenhado para recolocar a sigla AMG no centro da conversa.

Compensa trocar o V8 por isso? Para quem mede emoção só pelo barulho, não. Para quem olha aceleração, resposta imediata e eficiência térmica, a conta muda rápido.

Mercedes-AMG GT 4 portas
Mercedes-AMG GT 4 portas (Reprodução)

No Brasil, a pergunta é outra

Quando chega? Até 20/05/2026, a Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil não confirmou data de estreia local. Também não abriu pré-venda nem indicou lote para concessionárias brasileiras.

Quanto custa? Ainda não existe preço de tabela no Brasil e, sem comercialização por aqui, o modelo também não tem cotação na FIPE. Esse ponto pesa, porque o leitor brasileiro quer saber o tamanho da paulada antes de se empolgar.

Tem onde carregar a 600 kW? Hoje, não como a ficha técnica sugere. A rede pública nacional opera, na maior parte dos casos, bem abaixo desse teto. Ou seja: a recarga de 11 minutos é espetacular, mas ainda está mais próxima de vitrine tecnológica do que da rotina brasileira.

Isso mata o carro? Não. Só muda a conversa. Na Europa e em mercados com rede ultrarrápida, ele mostra o que a AMG consegue fazer. Aqui, por enquanto, ele serve mais para medir o atraso da infraestrutura local.

Onde ele se encaixa entre os rivais

O novo AMG entra direto na discussão com Porsche Taycan Turbo GT, Tesla Model S Plaid, Audi e-tron GT RS, BMW i7 M70 e Lucid Air Sapphire. Não é briga de volume. É disputa de imagem, tempo de volta, recarga e tecnologia.

Tem um rival incômodo nessa história: a China. Mesmo em outra faixa de imagem e preço, o BYD Han EV mostra que desempenho elétrico já não é exclusividade de europeu tradicional. A Mercedes sabe disso e reagiu do jeito que a AMG entende bem: exagerando nos números.

Visualmente, o carro também tenta se afastar da identidade mais lisa e comportada dos primeiros EQ. A inspiração no conceito AMG GT XX deixa a carroceria mais agressiva, mais baixa e mais próxima do que o fã da marca espera quando vê um carro com emblema Affalterbach.

Mercedes-AMG GT 4 portas
Mercedes-AMG GT 4 portas (Reprodução)

A Mercedes precisava acertar a mão

Se a AMG queria provar que não virou só uma divisão de elétricos pesados e sem carisma, acertou no alvo. O problema é outro. Um carro desse nível exige ecossistema do mesmo tamanho, e isso inclui carregadores, assistência preparada e mercado disposto a bancar uma nova fase sem o charme fácil do V8.

Para o Brasil, o cenário ainda está em aberto. Sem data oficial, sem preço e sem FIPE, o Mercedes-AMG GT Coupé de 4 portas elétrico segue como um recado forte da marca, não como compra concreta. A dúvida que fica é simples: a rede brasileira vai correr atrás dele, ou esse AMG vai passar anos rápido demais para a tomada daqui?

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