O GWM Haval H6 PHEV35 2027 ganhou motor 1.5 turboflex, câmbio híbrido com quatro marchas e desempenho de esportivo. A autonomia elétrica chega a 126 km, segundo o padrão do Inmetro.
A mudança não ficou restrita ao motor. A GWM também revisou suspensão, posição do seletor e carregamento de celular. O preço informado para o SUV é de R$ 290 mil.

Quatro marchas para um híbrido plug-in mais rápido
O Haval H6 PHEV35 usa a transmissão DHT-3, agora com quatro marchas reais. As demais versões da linha H6 continuam com caixas híbridas de duas marchas.
Por que isso importa? Em um híbrido plug-in, o motor elétrico cuida das arrancadas. Depois, o sistema pode acionar o motor a combustão em uma faixa mais eficiente.
Com mais relações, o motor 1.5 turboflex trabalha melhor nas acelerações e retomadas. A sensação ao volante fica mais direta, principalmente em rodovias e subidas.
O sistema prioriza os motores elétricos nas saídas. Quando identifica maior demanda ou necessidade de eficiência, coloca o motor flex em seu regime mais adequado.
O resultado divulgado é expressivo: 0 a 100 km/h em 4,8 segundos. A velocidade máxima é limitada a 190 km/h.
Esse número de aceleração coloca o H6 PHEV35 em uma faixa pouco comum entre SUVs médios eletrificados. O foco não é somente gastar menos combustível.
Motor flex e tração integral eletrificada
O motor a combustão é um 1.5 turbo flex, com 150 cv e 24,5 kgfm. Ele trabalha com motores elétricos instalados nos eixos dianteiro e traseiro.
Assim, a tração integral é eletrificada. Não existe um eixo cardã tradicional ligando os dois conjuntos, o que permite controlar a força de cada eixo separadamente.
A GWM não detalhou a potência combinada completa do conjunto na configuração divulgada. Por isso, o desempenho de 4,8 segundos é uma referência mais segura.
O carro pesa 2.045 kg. É bastante massa para um SUV médio, mas os motores elétricos entregam torque imediato e compensam parte desse peso.
| Item | GWM Haval H6 PHEV35 2027 |
|---|---|
| Motorização | 1.5 turbo flex + motores elétricos |
| Potência do motor flex | 150 cv |
| Torque do motor flex | 24,5 kgfm |
| Transmissão | DHT-3 híbrida de 4 marchas |
| Tração | Integral eletrificada |
| Bateria | 35 kWh |
| Autonomia elétrica | 126 km, padrão Inmetro |
| 0 a 100 km/h | 4,8 segundos |
| Velocidade máxima | 190 km/h |
| Peso | 2.045 kg |
| Preço informado | R$ 290.000 |
126 km elétricos mudam a rotina de quem recarrega
A bateria de 35 kWh permite rodar até 126 km sem ligar o motor flex, conforme o ciclo do Inmetro. Para muitos motoristas, isso cobre vários dias de deslocamento urbano.
Quem percorre 40 km diariamente pode fazer o trajeto de ida e volta usando apenas eletricidade. A conta depende da recarga disponível em casa ou no trabalho.
O H6 também aceita recarga rápida em corrente contínua, com potência de até 48 kW. A operação de 20% a 80% leva cerca de 30 minutos.
Na tomada doméstica, o tempo será maior e depende da instalação elétrica e do carregador usado. Ainda assim, a autonomia reduz a necessidade de abastecer com frequência.
Quando o motor flex entra em ação, os números divulgados pelo Inmetro são os seguintes:
| Ciclo | Gasolina | Etanol |
|---|---|---|
| Urbano | 12,5 km/l | 9,2 km/l |
| Rodoviário | 10,7 km/l | 7,4 km/l |
Esses dados precisam ser lidos junto com a autonomia elétrica. Um proprietário que recarrega sempre pode passar longos períodos sem usar gasolina ou etanol.
Já em viagens longas, o consumo do motor flex ganha peso. O tanque passa a ser tão importante quanto a bateria, especialmente em regiões com poucos carregadores rápidos.
Os números oficiais podem ser consultados na base de eficiência veicular do Inmetro.
Suspensão revisada e cabine mais prática
A suspensão mantém McPherson na dianteira e sistema multilink na traseira. A novidade está nos batentes mecânicos dos amortecedores dianteiros.
A função é reduzir as batidas secas ao passar por valetas. Esse tipo de ajuste interessa bastante ao motorista brasileiro, que encara lombadas e pavimento irregular todos os dias.
Por dentro, o seletor de marchas saiu do console e foi para a coluna de direção. O espaço central ficou mais livre para objetos e comandos.
O carregador de celular por indução também mudou. Agora, a base tem ventilação e potência de 50 W, solução útil para evitar aquecimento durante a recarga.
Preço coloca o H6 contra BYD, Jeep e modelos premium
O valor informado para o GWM Haval H6 PHEV35 2027 é de R$ 290 mil. A cifra posiciona o SUV acima de híbridos plug-in como o BYD Song Plus DM-i.
Também coloca o modelo na disputa com Jeep Compass 4xe, Jaecoo 7 e versões eletrificadas da Caoa Chery. O Toyota RAV4 Hybrid aparece como alternativa de outra arquitetura.
O H6 tenta justificar a diferença com três argumentos concretos: autonomia elétrica elevada, tração integral e aceleração de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos.
O preço oficial de tabela, porém, precisa ser acompanhado nas concessionárias GWM. Seguro, IPVA, instalação do carregador e revisões também pesam em um SUV de R$ 290 mil.
A tecnologia extra traz uma pergunta inevitável: quatro marchas tornam o H6 mais agradável, mas quanto essa complexidade vai custar depois da garantia?
