Omoda 4: Marca mira SUVs entre R$ 80 mil e R$ 120 mil

Por Verificar Auto 07/08/2026 às 20:42 5 min de leitura
Omoda 4: Marca mira SUVs entre R$ 80 mil e R$ 120 mil
5 min de leitura

A Omoda & Jaecoo prepara lançamentos mais baratos para ganhar volume no Brasil. A expectativa é de modelos entre R$ 80 mil e R$ 120 mil, com o Omoda 4 no centro da ofensiva.

A estratégia acompanha um plano global da Chery. O grupo quer chegar a 500 mil carros vendidos por ano até 2031, ampliando a presença das marcas Omoda, Jaecoo, Lepas e iCaur.

Omoda & Jaecoo mira uma faixa mais disputada

Hoje, a Omoda & Jaecoo tenta construir uma imagem mais sofisticada no mercado brasileiro. O problema é que esse posicionamento limita o volume.

Para crescer, a marca precisa chegar às faixas onde estão os compradores de SUVs compactos, frotistas e empresas. É justamente aí que entra a nova linha de modelos menores e acessíveis.

A expectativa de mercado coloca os futuros lançamentos entre R$ 80 mil e R$ 120 mil. Esse valor ainda não é uma tabela oficial da marca, mas indica uma mudança importante de estratégia.

Nessa faixa, a disputa inclui desde hatches como Fiat Argo e Volkswagen Polo até SUVs de entrada como Fiat Pulse, Renault Kardian e versões mais simples de modelos maiores.

O comprador brasileiro não olha apenas o preço de vitrine. Consumo, garantia, revisões, peças e revenda podem decidir a compra depois da primeira visita à concessionária.

Seis lançamentos estão previstos na ofensiva

A nova fase envolve seis lançamentos distribuídos entre Omoda, Jaecoo, Lepas e iCaur. A Chery pretende usar produtos menores para atender principalmente mercados de grande volume, como o Brasil e países europeus.

O movimento também amplia a distância entre as marcas. A Omoda tende a concentrar SUVs de estilo mais urbano, enquanto a Jaecoo mantém uma proposta mais robusta e próxima dos utilitários esportivos tradicionais.

Os novos carros devem complementar os modelos já conhecidos no país. A questão é saber se a marca conseguirá reduzir preço sem cortar justamente os itens que atraíram os primeiros compradores.

Uma central multimídia grande chama atenção no showroom. Mas revisão cara e peça importada pesam muito mais depois de três anos de uso.

Omoda 4 será o primeiro modelo dessa virada

O Omoda 4 aparece como o primeiro produto da nova ofensiva no Brasil. O SUV mede cerca de 4,4 metros e ficará abaixo dos modelos médios em tamanho e posicionamento.

A marca prepara um motor 1.0 turbo de três cilindros para o mercado brasileiro. Flagras mostram a inscrição “225T” na carroceria, possivelmente ligada ao torque de 225 Nm, ou 22,9 kgfm.

Esse número ainda depende de confirmação oficial. Se for mantido, o Omoda 4 poderá ter um dos maiores torques entre SUVs 1.0 turbo vendidos no país.

Item Omoda 4
Segmento SUV compacto
Comprimento 4,4 metros
Motor previsto no Brasil 1.0 turbo, três cilindros
Torque sugerido por flagras 225 Nm, equivalentes a 22,9 kgfm
Apresentação esperada Ainda em 2026

O porte coloca o Omoda 4 na mesma conversa de Volkswagen T-Cross, Volkswagen Nivus, Chevrolet Tracker, Hyundai Creta, Nissan Kicks, Fiat Fastback e Renault Kardian.

Omoda 4
Omoda 4 (Reprodução)

O preço definirá o alvo principal. Entre R$ 120 mil e R$ 150 mil, o modelo enfrentaria SUVs compactos já estabelecidos. Abaixo disso, poderia atrair compradores que hoje escolhem hatches bem equipados.

Venda direta pode acelerar o volume

A Omoda & Jaecoo deve abrir venda direta em breve. O formato permite negociar diretamente com empresas, locadoras, frotistas e compradores com CNPJ.

Para a montadora, o canal ajuda a aumentar os emplacamentos. Para o cliente, pode significar condições comerciais diferentes das encontradas no varejo tradicional.

Existe um efeito colateral. Grandes descontos para frotas podem pressionar os preços dos carros usados e dificultar a formação de uma boa referência de revenda.

É uma conta delicada para uma marca ainda jovem no Brasil. Vender mais unidades ajuda a espalhar a rede, mas desconto excessivo pode desvalorizar o carro de quem comprou no lançamento.

Preço baixo não resolve sozinho

A faixa de R$ 80 mil a R$ 120 mil é a mais sensível do mercado brasileiro. Nela, cada R$ 5 mil muda a lista de concorrentes e o perfil do comprador.

Se o Omoda 4 chegar perto de R$ 120 mil, terá de entregar equipamentos suficientes para enfrentar Pulse, Kardian e versões de entrada de T-Cross e Tracker.

Acima dessa faixa, o comprador já pode considerar SUVs mais conhecidos, com rede ampla e maior liquidez. A Omoda precisará compensar a menor tradição com garantia, tecnologia e manutenção previsível.

O mesmo vale para as versões menores que ainda serão lançadas. Um carro barato na compra pode deixar de ser acessível se depender de peças específicas ou de poucos centros autorizados.

Omoda 4
Omoda 4 (Reprodução)

Omoda 4 ainda depende de preço e pós-venda

A apresentação do Omoda 4 é esperada para 2026, mas a marca ainda não divulgou preço oficial, versões, consumo, equipamentos, garantia ou calendário de pré-venda.

Também não há confirmação sobre a origem da produção, a estratégia de importação ou uma eventual montagem local. Esses fatores afetam diretamente prazo de entrega, disponibilidade de peças e valor do seguro.

As informações oficiais da marca podem ser acompanhadas no site global da Omoda & Jaecoo. No Brasil, o anúncio comercial deverá esclarecer como funcionará a venda direta e quais concessionárias participarão da operação.

O projeto faz sentido para uma empresa que quer sair do nicho e disputar volume. Mas o Omoda 4 só será uma ameaça real a T-Cross, Tracker e Creta se chegar com preço competitivo, manutenção acessível e uma rede capaz de atender o país inteiro.

Se o torque de 225 Nm for confirmado, o motor já terá um bom argumento. Resta saber se a Omoda conseguirá entregar esse desempenho sem cobrar como SUV premium.