Prisma usado: qual ano do sedã compensa comprar?

Por Verificar Auto 23/10/2026 às 11:00 9 min de leitura
Chevrolet Prisma LTZ 2019 prata de segunda geração em vista dianteira
9 min de leitura

O Prisma usado de segunda geração custa hoje de R$ 40,1 mil a R$ 64,1 mil na FIPE de outubro de 2026, do LT 1.0 2013 ao LTZ 1.4 automático 2019. É o sedã do Onix: mesma plataforma, mesmos motores e porta-malas de 500 litros.

Isso faz dele um dos sedãs compactos mais fáceis de manter no Brasil. Mas há duas datas na vida do modelo que mudam o carro que você leva para casa, e uma delas não aparece no ano-modelo do documento.

Ficha técnica: Chevrolet Prisma 2ª geração (2013 a 2019)
Produção Gravataí (RS), lançado em fevereiro de 2013
Motor 1.0 SPE/4 8V flex, 78 cv (gasolina) e 80 cv (etanol), até 9,8 kgfm
Motor 1.4 SPE/4 8V flex, 98 cv (gasolina) e 106 cv (etanol), até 13,9 kgfm
Câmbio manual 5 marchas até a linha 2016; 6 marchas a partir da linha 2017
Câmbio automático 6 marchas, só com motor 1.4
Porta-malas e tanque 500 litros e 54 litros
Versões LT, LTZ, Joy e a série Advantage
FIPE (out/2026) R$ 40.092 a R$ 64.117

Quais versões e anos o Prisma de segunda geração teve?

O Prisma 2013 nasceu junto com o Onix e substituiu o antigo Prisma derivado do Celta, que saiu de linha em 2012. São carros totalmente diferentes: este guia trata só do sedã de 4,28 metros feito a partir de 2013.

A trajetória do modelo se divide em três fases:

  • Linha 2013 a 2016: versões LT 1.0, LT 1.4 e LTZ 1.4, com câmbio manual de 5 marchas. O automático de 6 marchas, sempre com o 1.4, aparece na FIPE a partir do ano-modelo 2014.
  • Linha 2017 a 2019: reestilização apresentada em julho de 2016, com frente nova, faróis com LED, direção elétrica, câmbio manual de 6 marchas e central MyLink com Android Auto e Apple CarPlay.
  • Joy (2017 a 2019): versão de entrada lançada em agosto de 2016 com a carroceria antiga, motor 1.0 e câmbio manual de 6 marchas.

A série Advantage completou a linha em alguns anos, com 1.0 manual ou 1.4 automático. Ela troca acessórios por preço menor e, na FIPE, fica perto do LT equivalente.

Traseira do Chevrolet Prisma LTZ 2015 branco, antes da reestilização
Prisma LTZ 2015, ainda com o visual de lançamento. Foto: RL GNZLZ/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Diferente do Onix, o Prisma nunca teve versão aventureira Activ. Quem procura o sedã com pacote mais completo deve mirar o LTZ, que reúne multimídia, rodas de liga e, nos anos finais, mais itens de conforto.

O substituto chegou no fim de 2019: o Onix Plus, com motores de três cilindros. É outro projeto, com outra lista de cuidados.

Motor 1.0 ou 1.4: qual compensa no sedã?

O 1.0 de 80 cv move o Prisma na cidade, mas sofre com porta-malas cheio e quatro adultos. Em subida de serra, o motorista vai trocar muita marcha.

O 1.4 de até 106 cv é o par natural do carro. Ele tem torque cheio em baixa, aceita o câmbio automático e faz o sedã viajar sem drama. Como a diferença na FIPE entre um LT 1.0 e um LT 1.4 do mesmo ano fica entre R$ 2 mil e R$ 8 mil, o 1.4 costuma valer o investimento.

No consumo, os números do programa de etiquetagem do Inmetro (PBEV) para a linha 2017 mostram pouca diferença entre os motores:

Prisma linha 2017 Etanol cidade/estrada Gasolina cidade/estrada
1.4 manual 6 marchas 8,6 / 10,2 km/l 12,5 / 14,9 km/l
1.4 automático 6 marchas 8,1 / 10,2 km/l 11,9 / 14,7 km/l

O Joy 1.0 de 6 marchas é o mais econômico na estrada. Segundo dados do Inmetro divulgados em outubro de 2018, ele faz 15,6 km/l com gasolina e 10,9 km/l com etanol, o melhor resultado entre os sedãs flex da época.

Quanto vale um Prisma 2013 a 2019 na FIPE?

A tabela usa a FIPE de outubro de 2026, com a versão mais barata e a mais cara de cada ano-modelo da segunda geração:

Ano-modelo Mais barato Mais caro
2013 LT 1.0: R$ 40.092 LTZ 1.4 manual: R$ 46.318
2014 LT 1.0: R$ 41.392 LTZ 1.4 automático: R$ 51.610
2015 LT 1.0: R$ 42.427 LTZ 1.4 automático: R$ 52.901
2016 LT 1.0: R$ 45.348 LT 1.4 automático: R$ 55.435
2017 Joy 1.0: R$ 44.269 LTZ 1.4 automático: R$ 59.916
2018 Joy 1.0: R$ 45.376 LTZ 1.4 automático: R$ 62.553
2019 Joy 1.0: R$ 46.511 LTZ 1.4 automático: R$ 64.117

Repare no salto da reestilização: o LT 1.4 manual sobe de R$ 50.420 no 2016 para R$ 54.074 no 2017. O mercado cobra pelo câmbio de 6 marchas, pela direção elétrica e pela multimídia nova.

Os valores de cada versão, ano a ano, estão nas páginas do Prisma LT 1.4 na tabela FIPE, do Prisma LTZ 1.4 automático e do Prisma Joy 1.0.

Chevrolet Prisma LTZ 2017 reestilizado branco em vista lateral
Prisma LTZ 2017, já com a frente reestilizada. Foto: RL GNZLZ/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Preço muito abaixo da FIPE é sinal de alerta. O Prisma foi muito usado em frota de aplicativo e locadora, e anúncio barato costuma esconder quilometragem alta, batida ou leilão.

Quais recalls o Prisma de segunda geração teve?

A GM convocou o Prisma em quatro campanhas principais, quase todas compartilhadas com o Onix. O reparo é gratuito, sem prazo de validade, e a conferência é feita pelo chassi.

  1. Encosto dos bancos dianteiros (2013): solda defeituosa entre reclinador e estrutura, com risco de o encosto se mover sozinho. Atingiu carros fabricados entre 20 e 23 de maio de 2013.
  2. Porca da bomba de combustível (2014): vedação falha, com risco de vazamento e incêndio. Pegou Onix e Prisma 2013 e 2014, chassis DG100001 a EG276280.
  3. Cinto de segurança traseiro (2015): travamento insuficiente do cinto traseiro esquerdo em Prisma e Cobalt produzidos entre julho de 2014 e outubro de 2015.
  4. Caixa de fusíveis (2018): relé sem isolante podia causar curto, acionar o motor de partida sozinho e superaquecer. Atingiu Prisma 2017 a 2019.

O recall da caixa de fusíveis é o mais importante hoje, porque pega justamente os anos mais procurados. Confira o chassi na página de recalls da Chevrolet e peça ao vendedor o comprovante do reparo.

Se não sabe onde achar o número, veja como consultar o veículo pelo chassi. O guia sobre como funciona o recall explica o que acontece com campanha não atendida.

Por que janeiro de 2018 importa na segurança?

Em 2017, o Onix tirou zero estrela na proteção de adultos no Latin NCAP, no primeiro ano com teste de impacto lateral obrigatório. A GM reforçou a estrutura e o carro foi testado de novo.

O reteste vale para o Onix e o Prisma produzidos a partir de 15 de janeiro de 2018, e o resultado subiu para três estrelas para adultos e três para crianças. O Latin NCAP aponta o chassi 9BGKS48U0JG313644 como o primeiro da nova configuração.

Ou seja: um Prisma 2018 fabricado em 2017 não tem o reforço. Confira o mês de fabricação no CRLV ou no chassi antes de fechar. Nenhuma versão teve controle de estabilidade de série nem airbags laterais.

Quais defeitos os donos mais relatam?

O Prisma não tem defeito crônico grave de motor ou câmbio. A mecânica da família SPE/4 é simples, conhecida e barata de consertar. As queixas reunidas pelo portal Autoo em relatos de donos se concentram em itens menores:

  • Direção elétrica: casos de volante pesado ou travando em carros 2017 a 2019, alguns com a falha vindo da coluna, não da caixa.
  • Infiltração de água: umidade no porta-malas, no compartimento do estepe ou sob o carpete do passageiro.
  • Chave canivete: falhas no controle e demora na reposição.

No test drive, gire o volante de um lado ao outro com o carro parado e em movimento. Levante o carpete do porta-malas e procure ferrugem ou cheiro de mofo.

No automático, as trocas devem ser suaves. Tranco, demora para engatar ou patinação pedem diagnóstico; os sinais de falha no câmbio automático ajudam a separar ajuste de reparo caro.

O que checar antes de comprar um Prisma usado?

Além da mecânica, o documento conta muito. Antes de pagar, siga esta lista:

  1. Mês de fabricação: confirme se o carro é anterior ou posterior a 15 de janeiro de 2018.
  2. Recalls: verifique os quatro pelo chassi e peça os comprovantes.
  3. Correia dentada: os motores SPE/4 usam correia; peça a nota da última troca e siga o intervalo do manual do proprietário.
  4. Quilometragem: compare o hodômetro com o desgaste de volante, pedais e bancos; veja como identificar quilometragem adulterada.
  5. Histórico de uso: carro de aplicativo ou locadora não é proibido, mas precisa estar no preço. O guia de histórico de proprietários mostra como levantar isso.
  6. Financiamento: carro com gravame só pode ser transferido depois da baixa; veja como funciona a baixa de gravame.
  7. Vistoria: uma vistoria cautelar aponta batida estrutural, chassi remarcado e leilão.

Prisma ou outro sedã compacto usado?

Na mesma faixa de preço, o Prisma briga com o Ka Sedan e com o HB20S. O Ford tem motor 1.5 mais forte, mas o detalhe do motor pesa na compra, como mostra o guia do Ford Ka usado. O HB20S divide os cuidados com o hatch, reunidos no guia do HB20 de primeira geração.

Se o porta-malas não for prioridade, o irmão hatch costuma ser um pouco mais barato. O guia do Onix de primeira geração usado traz os preços e cuidados do modelo.

O melhor Prisma para a maioria é um LT ou LTZ 1.4 fabricado a partir de 2018, com recalls feitos e revisões comprovadas. Pagar um pouco mais por esse carro sai mais barato do que economizar num 2016 cansado.

Perguntas frequentes

Qual o melhor ano do Prisma usado?

Os anos-modelo 2018 e 2019 fabricados a partir de 15 de janeiro de 2018, que têm a estrutura reforçada e três estrelas no Latin NCAP.

Quanto vale um Prisma 2016 na FIPE?

Em outubro de 2026, de R$ 45.348 (LT 1.0) a R$ 55.435 (LT 1.4 automático).

O Prisma tem câmbio automático?

Sim, de 6 marchas, sempre com o motor 1.4, nas versões LT, LTZ e Advantage.

O Prisma 2013 é o mesmo carro do Prisma 2012?

Não. Até 2012 o Prisma era derivado do Celta; a partir de 2013 virou o sedã do Onix, com outra plataforma e outros motores.

Achou o Prisma certo?

Antes de pagar, confira débitos, restrições, gravame e histórico do carro nos canais oficiais. O guia como consultar a placa mostra o passo a passo.