O Prisma usado de segunda geração custa hoje de R$ 40,1 mil a R$ 64,1 mil na FIPE de outubro de 2026, do LT 1.0 2013 ao LTZ 1.4 automático 2019. É o sedã do Onix: mesma plataforma, mesmos motores e porta-malas de 500 litros.
Isso faz dele um dos sedãs compactos mais fáceis de manter no Brasil. Mas há duas datas na vida do modelo que mudam o carro que você leva para casa, e uma delas não aparece no ano-modelo do documento.
| Ficha técnica: Chevrolet Prisma 2ª geração (2013 a 2019) | |
|---|---|
| Produção | Gravataí (RS), lançado em fevereiro de 2013 |
| Motor 1.0 | SPE/4 8V flex, 78 cv (gasolina) e 80 cv (etanol), até 9,8 kgfm |
| Motor 1.4 | SPE/4 8V flex, 98 cv (gasolina) e 106 cv (etanol), até 13,9 kgfm |
| Câmbio manual | 5 marchas até a linha 2016; 6 marchas a partir da linha 2017 |
| Câmbio automático | 6 marchas, só com motor 1.4 |
| Porta-malas e tanque | 500 litros e 54 litros |
| Versões | LT, LTZ, Joy e a série Advantage |
| FIPE (out/2026) | R$ 40.092 a R$ 64.117 |
Quais versões e anos o Prisma de segunda geração teve?
O Prisma 2013 nasceu junto com o Onix e substituiu o antigo Prisma derivado do Celta, que saiu de linha em 2012. São carros totalmente diferentes: este guia trata só do sedã de 4,28 metros feito a partir de 2013.
A trajetória do modelo se divide em três fases:
- Linha 2013 a 2016: versões LT 1.0, LT 1.4 e LTZ 1.4, com câmbio manual de 5 marchas. O automático de 6 marchas, sempre com o 1.4, aparece na FIPE a partir do ano-modelo 2014.
- Linha 2017 a 2019: reestilização apresentada em julho de 2016, com frente nova, faróis com LED, direção elétrica, câmbio manual de 6 marchas e central MyLink com Android Auto e Apple CarPlay.
- Joy (2017 a 2019): versão de entrada lançada em agosto de 2016 com a carroceria antiga, motor 1.0 e câmbio manual de 6 marchas.
A série Advantage completou a linha em alguns anos, com 1.0 manual ou 1.4 automático. Ela troca acessórios por preço menor e, na FIPE, fica perto do LT equivalente.

Diferente do Onix, o Prisma nunca teve versão aventureira Activ. Quem procura o sedã com pacote mais completo deve mirar o LTZ, que reúne multimídia, rodas de liga e, nos anos finais, mais itens de conforto.
O substituto chegou no fim de 2019: o Onix Plus, com motores de três cilindros. É outro projeto, com outra lista de cuidados.
Motor 1.0 ou 1.4: qual compensa no sedã?
O 1.0 de 80 cv move o Prisma na cidade, mas sofre com porta-malas cheio e quatro adultos. Em subida de serra, o motorista vai trocar muita marcha.
O 1.4 de até 106 cv é o par natural do carro. Ele tem torque cheio em baixa, aceita o câmbio automático e faz o sedã viajar sem drama. Como a diferença na FIPE entre um LT 1.0 e um LT 1.4 do mesmo ano fica entre R$ 2 mil e R$ 8 mil, o 1.4 costuma valer o investimento.
No consumo, os números do programa de etiquetagem do Inmetro (PBEV) para a linha 2017 mostram pouca diferença entre os motores:
| Prisma linha 2017 | Etanol cidade/estrada | Gasolina cidade/estrada |
|---|---|---|
| 1.4 manual 6 marchas | 8,6 / 10,2 km/l | 12,5 / 14,9 km/l |
| 1.4 automático 6 marchas | 8,1 / 10,2 km/l | 11,9 / 14,7 km/l |
O Joy 1.0 de 6 marchas é o mais econômico na estrada. Segundo dados do Inmetro divulgados em outubro de 2018, ele faz 15,6 km/l com gasolina e 10,9 km/l com etanol, o melhor resultado entre os sedãs flex da época.
Quanto vale um Prisma 2013 a 2019 na FIPE?
A tabela usa a FIPE de outubro de 2026, com a versão mais barata e a mais cara de cada ano-modelo da segunda geração:
| Ano-modelo | Mais barato | Mais caro |
|---|---|---|
| 2013 | LT 1.0: R$ 40.092 | LTZ 1.4 manual: R$ 46.318 |
| 2014 | LT 1.0: R$ 41.392 | LTZ 1.4 automático: R$ 51.610 |
| 2015 | LT 1.0: R$ 42.427 | LTZ 1.4 automático: R$ 52.901 |
| 2016 | LT 1.0: R$ 45.348 | LT 1.4 automático: R$ 55.435 |
| 2017 | Joy 1.0: R$ 44.269 | LTZ 1.4 automático: R$ 59.916 |
| 2018 | Joy 1.0: R$ 45.376 | LTZ 1.4 automático: R$ 62.553 |
| 2019 | Joy 1.0: R$ 46.511 | LTZ 1.4 automático: R$ 64.117 |
Repare no salto da reestilização: o LT 1.4 manual sobe de R$ 50.420 no 2016 para R$ 54.074 no 2017. O mercado cobra pelo câmbio de 6 marchas, pela direção elétrica e pela multimídia nova.
Os valores de cada versão, ano a ano, estão nas páginas do Prisma LT 1.4 na tabela FIPE, do Prisma LTZ 1.4 automático e do Prisma Joy 1.0.

Preço muito abaixo da FIPE é sinal de alerta. O Prisma foi muito usado em frota de aplicativo e locadora, e anúncio barato costuma esconder quilometragem alta, batida ou leilão.
Quais recalls o Prisma de segunda geração teve?
A GM convocou o Prisma em quatro campanhas principais, quase todas compartilhadas com o Onix. O reparo é gratuito, sem prazo de validade, e a conferência é feita pelo chassi.
- Encosto dos bancos dianteiros (2013): solda defeituosa entre reclinador e estrutura, com risco de o encosto se mover sozinho. Atingiu carros fabricados entre 20 e 23 de maio de 2013.
- Porca da bomba de combustível (2014): vedação falha, com risco de vazamento e incêndio. Pegou Onix e Prisma 2013 e 2014, chassis DG100001 a EG276280.
- Cinto de segurança traseiro (2015): travamento insuficiente do cinto traseiro esquerdo em Prisma e Cobalt produzidos entre julho de 2014 e outubro de 2015.
- Caixa de fusíveis (2018): relé sem isolante podia causar curto, acionar o motor de partida sozinho e superaquecer. Atingiu Prisma 2017 a 2019.
O recall da caixa de fusíveis é o mais importante hoje, porque pega justamente os anos mais procurados. Confira o chassi na página de recalls da Chevrolet e peça ao vendedor o comprovante do reparo.
Se não sabe onde achar o número, veja como consultar o veículo pelo chassi. O guia sobre como funciona o recall explica o que acontece com campanha não atendida.
Por que janeiro de 2018 importa na segurança?
Em 2017, o Onix tirou zero estrela na proteção de adultos no Latin NCAP, no primeiro ano com teste de impacto lateral obrigatório. A GM reforçou a estrutura e o carro foi testado de novo.
O reteste vale para o Onix e o Prisma produzidos a partir de 15 de janeiro de 2018, e o resultado subiu para três estrelas para adultos e três para crianças. O Latin NCAP aponta o chassi 9BGKS48U0JG313644 como o primeiro da nova configuração.
Ou seja: um Prisma 2018 fabricado em 2017 não tem o reforço. Confira o mês de fabricação no CRLV ou no chassi antes de fechar. Nenhuma versão teve controle de estabilidade de série nem airbags laterais.
Quais defeitos os donos mais relatam?
O Prisma não tem defeito crônico grave de motor ou câmbio. A mecânica da família SPE/4 é simples, conhecida e barata de consertar. As queixas reunidas pelo portal Autoo em relatos de donos se concentram em itens menores:
- Direção elétrica: casos de volante pesado ou travando em carros 2017 a 2019, alguns com a falha vindo da coluna, não da caixa.
- Infiltração de água: umidade no porta-malas, no compartimento do estepe ou sob o carpete do passageiro.
- Chave canivete: falhas no controle e demora na reposição.
No test drive, gire o volante de um lado ao outro com o carro parado e em movimento. Levante o carpete do porta-malas e procure ferrugem ou cheiro de mofo.
No automático, as trocas devem ser suaves. Tranco, demora para engatar ou patinação pedem diagnóstico; os sinais de falha no câmbio automático ajudam a separar ajuste de reparo caro.
O que checar antes de comprar um Prisma usado?
Além da mecânica, o documento conta muito. Antes de pagar, siga esta lista:
- Mês de fabricação: confirme se o carro é anterior ou posterior a 15 de janeiro de 2018.
- Recalls: verifique os quatro pelo chassi e peça os comprovantes.
- Correia dentada: os motores SPE/4 usam correia; peça a nota da última troca e siga o intervalo do manual do proprietário.
- Quilometragem: compare o hodômetro com o desgaste de volante, pedais e bancos; veja como identificar quilometragem adulterada.
- Histórico de uso: carro de aplicativo ou locadora não é proibido, mas precisa estar no preço. O guia de histórico de proprietários mostra como levantar isso.
- Financiamento: carro com gravame só pode ser transferido depois da baixa; veja como funciona a baixa de gravame.
- Vistoria: uma vistoria cautelar aponta batida estrutural, chassi remarcado e leilão.
Prisma ou outro sedã compacto usado?
Na mesma faixa de preço, o Prisma briga com o Ka Sedan e com o HB20S. O Ford tem motor 1.5 mais forte, mas o detalhe do motor pesa na compra, como mostra o guia do Ford Ka usado. O HB20S divide os cuidados com o hatch, reunidos no guia do HB20 de primeira geração.
Se o porta-malas não for prioridade, o irmão hatch costuma ser um pouco mais barato. O guia do Onix de primeira geração usado traz os preços e cuidados do modelo.
O melhor Prisma para a maioria é um LT ou LTZ 1.4 fabricado a partir de 2018, com recalls feitos e revisões comprovadas. Pagar um pouco mais por esse carro sai mais barato do que economizar num 2016 cansado.
Preços FIPE atualizados
Perguntas frequentes
Qual o melhor ano do Prisma usado?
Os anos-modelo 2018 e 2019 fabricados a partir de 15 de janeiro de 2018, que têm a estrutura reforçada e três estrelas no Latin NCAP.
Quanto vale um Prisma 2016 na FIPE?
Em outubro de 2026, de R$ 45.348 (LT 1.0) a R$ 55.435 (LT 1.4 automático).
O Prisma tem câmbio automático?
Sim, de 6 marchas, sempre com o motor 1.4, nas versões LT, LTZ e Advantage.
O Prisma 2013 é o mesmo carro do Prisma 2012?
Não. Até 2012 o Prisma era derivado do Celta; a partir de 2013 virou o sedã do Onix, com outra plataforma e outros motores.
Achou o Prisma certo?
Antes de pagar, confira débitos, restrições, gravame e histórico do carro nos canais oficiais. O guia como consultar a placa mostra o passo a passo.
