O HB20 de primeira geração usado custa de cerca de R$ 40 mil a R$ 71 mil na FIPE de julho de 2026, do Comfort 1.0 2013 ao Premium 1.6 automático 2019. Foi vice-líder de vendas no Brasil de 2016 a 2018, segundo a Fenabrave, então sobra oferta em qualquer cidade.
O problema é escolher bem. São sete anos de produção, três motores, uma reestilização no meio do caminho e quatro recalls que precisam ser conferidos pelo chassi. E há uma combinação de motor e câmbio que costuma decepcionar.
| Ficha técnica: Hyundai HB20 1ª geração (2012 a 2019) | |
|---|---|
| Produção | Piracicaba (SP), a partir de setembro de 2012 |
| Carrocerias | Hatch HB20, sedã HB20S e aventureiro HB20X |
| Motor 1.0 | Kappa, 3 cilindros, 12V flex, 80 cv (etanol) e 75 cv (gasolina) |
| Motor 1.6 | Gamma 16V flex, 128 cv (etanol) e 122 cv (gasolina), 16,5 kgfm |
| Motor 1.0 turbo | 3 cilindros com injeção direta, 105 cv (etanol) e 98 cv (gasolina), 15 kgfm a 1.550 rpm, desde abril de 2016 |
| Câmbios | Manual de 5 marchas no 1.0; no 1.6, manual de 5 e automático de 4 até 2015, depois manual e automático de 6; manual de 6 no turbo |
| Comando de válvulas | Por corrente |
| FIPE (julho de 2026) | De R$ 40,4 mil a R$ 71,4 mil nas versões mais comuns |
Quais versões e anos o HB20 de primeira geração teve?
O hatch começou a ser produzido em setembro de 2012 e chegou às lojas em outubro, como linha 2013. O HB20X, de visual aventureiro, veio em janeiro de 2013, e o sedã HB20S, em abril do mesmo ano.
Na estreia, as versões eram Comfort, Comfort Plus, Comfort Style e Premium. Ao longo dos anos vieram séries especiais, como Copa do Mundo, Spicy, Ocean, R-Spec e 1 Million, e a Unique, que virou a entrada da gama em 2019.
A virada mais importante foi em setembro de 2015, com a reestilização da linha 2016. O carro ganhou grade hexagonal maior e para-choque novo, e o motor 1.6 trocou os câmbios antigos pelos de 6 marchas.
Em abril de 2016 chegou o 1.0 turbo, nas versões Comfort Plus e Comfort Style. A segunda geração substituiu a linha toda em setembro de 2019.

1.0, 1.6 ou turbo: qual motor escolher?
Depende do uso, mas cada um tem um perfil claro.
- 1.0 aspirado: o mais barato de comprar e de manter. Anda o suficiente na cidade, com câmbio manual de 5 marchas. Na estrada e carregado, sente falta de fôlego.
- 1.6: é o motor que combina com o carro. Os 128 cv dão folga em ultrapassagens. O ponto fraco está no câmbio automático de 4 marchas usado até 2015, criticado desde o lançamento por ser lento e gastador.
- 1.0 turbo: entrega torque cedo, a 1.550 rpm, e é o mais agradável de dirigir com câmbio manual. Em troca, a injeção direta pede gasolina e etanol de qualidade e manutenção em dia.
Todos usam corrente de comando, e não correia. Isso elimina a troca periódica que pesa no bolso de muitos concorrentes, mas exige óleo da especificação certa trocado no prazo.
Se a ideia é um automático, a recomendação é procurar o 1.6 de 6 marchas, da linha 2016 em diante.
Quanto vale um HB20 2013 a 2019 na FIPE?
Os valores abaixo são da tabela FIPE de julho de 2026, para o hatch:
| Versão | 2013 | 2016 | 2019 |
|---|---|---|---|
| Comfort, Comfort Plus e Comfort Style 1.0 | R$ 40.366 | R$ 47.209 | R$ 54.959 |
| Comfort, Comfort Plus e Comfort Style 1.6 manual | R$ 42.225 | R$ 51.771 | R$ 58.207 |
| Comfort Style e Comfort Plus 1.6 automático | R$ 43.289 | R$ 57.169 | R$ 63.714 |
| Premium 1.6 automático | R$ 47.010 | R$ 61.442 | R$ 71.422 |
O 1.0 turbo de entrada, o Comfort Plus manual, vai de R$ 48.652 (2017) a R$ 55.417 (2019). Os preços de todas as versões, ano a ano, estão na nossa tabela FIPE.
Repare na diferença entre 2013 e 2016 no automático: quase R$ 14 mil. Parte dela é idade, parte é o câmbio de 6 marchas, que o mercado valoriza.
O sedã HB20S e o aventureiro HB20X seguem as mesmas regras?
Na mecânica, sim. Os três dividem motores, câmbios e boa parte das peças, e os recalls de console e semieixo citados acima também alcançaram o HB20S, e no caso do console, o HB20X.
O HB20S faz sentido para quem precisa de porta-malas maior. Num sedã usado, confira com cuidado a quilometragem e o desgaste de bancos, volante e pedais, sinais de uso intenso.
O HB20X foi lançado com motor 1.6, nas versões Style e Premium, e tem suspensão e acabamento de visual aventureiro. É mais raro, e por isso pode demorar mais para vender depois.
Cada carroceria tem a própria cotação na FIPE. Compare sempre a versão exata do anúncio, e não o hatch.
Quais recalls o HB20 de primeira geração teve?
Segundo comunicados divulgados pela Hyundai e repercutidos na imprensa, a primeira geração teve pelo menos quatro chamados:
- Console central (janeiro de 2017): HB20, HB20S e HB20X 1.6 com câmbio automático de 4 marchas, fabricados entre agosto de 2012 e outubro de 2015. Líquido derramado no console podia causar curto-circuito no indicador de marchas.
- Semieixo dianteiro (outubro de 2017): 3.109 unidades do HB20 e do HB20S 1.0 fabricadas entre abril e maio de 2017, por falha de dureza na junta homocinética, com risco de perda de tração.
- Servo-freio do turbo (março de 2018): modelos 1.0 turbo de 2016 a 2018. A válvula de vácuo podia ressecar e deixar o pedal de freio duro.
- Semieixo dianteiro direito (julho de 2019): HB20 e HB20S 1.0 modelo 2019, fabricados entre abril e maio de 2019, por desgaste que podia levar à quebra.
A confirmação vale pelo chassi, na página de recall da Hyundai. Recall não atendido é reparo gratuito e um sinal de como o dono anterior cuidou do carro.

Quais defeitos aparecem com mais frequência?
Avaliações de longo prazo e queixas de donos repetem alguns pontos:
- Suspensão dianteira barulhenta: o curso curto faz o carro bater seco em buraco, e bieletas, buchas e coxins sofrem em piso ruim. Veja como identificar o ruído no guia de barulho na suspensão.
- Trepidação da embreagem no 1.0: aparece nas saídas em subida e costuma pedir revisão do conjunto.
- Trancos no automático de 4 marchas: na passagem da primeira para a segunda, às vezes resolvidos só com atualização de software.
- Marcador de combustível impreciso: em geral, boia ou sensor da bomba.
- Bobina de ignição: falhas de partida e motor “falhando” com a luz de injeção acesa.
- Multimídia que trava: nas versões com central da época.
- Acabamento e pintura: plásticos que riscam com facilidade e retoques de pintura em para-choques.
Nenhum desses problemas é grave por si só. Mas, somados num carro malcuidado, transformam a pechincha em conta de oficina.
O HB20 é seguro?
Não encontramos teste do Latin NCAP para a primeira geração. Os resultados publicados pela entidade são do HB20 lançado em 2019 em diante, e por isso não servem como referência para este carro.
O que dá para conferir no usado é o básico: airbags frontais e freios ABS, obrigatórios em carro novo vendido no Brasil desde 2014. Num exemplar 2013, confira se o carro tem os dois itens funcionando, com as luzes do painel apagando depois da partida.
O que checar no test drive e na papelada?
Uma lista curta, específica para o HB20:
- Recalls pelo chassi, principalmente semieixo no 1.0 de 2017 e 2019 e servo-freio no turbo.
- Suspensão: passe devagar por lombadas e valetas, ouvindo batidas e estalos na dianteira.
- Câmbio: no automático, observe trancos entre primeira e segunda; no manual, trepidação ao sair.
- Partida a frio e marcha lenta estável, sem luz de injeção.
- Freio do turbo: pedal firme, sem assovio nem endurecimento.
- Revisões: o manual pede revisão a cada 10 mil km ou um ano. A garantia de cinco anos de fábrica já acabou para todos os exemplares, então o histórico de manutenção vale ouro.
- Funilaria: diferenças de tom e de vão entre peças. O guia de sinais de carro batido ajuda na inspeção.
Se a compra avançar, uma vistoria cautelar confirma chassi, motor e estrutura antes de você assinar o recibo.
Por que consultar a placa antes de fechar negócio?
Porque o HB20 é um dos carros mais visados por ladrões. Ele liderou a lista de furtos e roubos em São Paulo no primeiro trimestre de 2026. Mais furto significa mais carro recuperado, mais peça circulando e mais chance de encontrar um exemplar com histórico complicado.
Antes de pagar, consulte a placa nos canais oficiais para ver débitos, restrições e registro de roubo. Confira também o histórico de proprietários: muitos donos em pouco tempo pedem explicação.
Qual HB20 de primeira geração vale mais a pena?
Para a maioria, o melhor equilíbrio está no 1.6 de 6 marchas, da linha 2016 a 2019. Ele tem o motor certo, o câmbio moderno e já passou pela reestilização.
Quem quer gastar pouco e roda na cidade fica bem servido pelo 1.0 aspirado pós-2016. Já o automático de 4 marchas, de 2013 a 2015, só compensa com preço bem abaixo da FIPE.
O HB20 não é perfeito, mas é fácil de achar, de consertar e de vender. Para um usado, isso conta muito.
O guia de como comprar carro usado mostra o resto do processo, e a comparação com o rival direto está no guia do Onix de primeira geração.
Preços FIPE atualizados
Perguntas frequentes
Qual o melhor ano do HB20 de primeira geração?
De 2016 a 2019, depois da reestilização. Nesses anos, o 1.6 já usa câmbios de 6 marchas e o carro tem acabamento atualizado.
O motor do HB20 usa correia ou corrente?
Corrente, nos motores 1.0 e 1.6. Ela não tem troca periódica como a correia, mas depende de óleo correto trocado no prazo.
Quanto custa um HB20 2016 na FIPE?
Na FIPE de julho de 2026, o hatch 1.0 Comfort 2016 vale R$ 47.209 e o Premium 1.6 automático, R$ 61.442.
Como saber se o HB20 tem recall pendente?
Informe o chassi na página de recall da Hyundai. A primeira geração teve chamados para console, semieixo e servo-freio.
Achou o seu HB20?
Antes de fechar, veja no guia como consultar a placa e conferir débitos, restrições, registro de roubo e o histórico do veículo nos canais oficiais.
