BYD Mako terá 219 cv e motor flex no Brasil?

Por Verificar Auto 05/08/2026 às 16:48 6 min de leitura
BYD Mako terá 219 cv e motor flex no Brasil?
6 min de leitura

A BYD Mako chega ao Brasil ainda em 2026 como uma picape híbrida plug-in flex, com produção prevista em Camaçari (BA). A proposta é enfrentar Fiat Toro, Ram Rampage e Ford Maverick com até 219 cv estimados.

A janela mais específica aponta estreia até novembro. O preço ainda não foi divulgado, mas a fórmula já está definida: caçamba, espaço para família e possibilidade de rodar diariamente no modo elétrico.

BYD Mako phev flex
BYD Mako phev flex (Reprodução)

BYD Mako será a primeira picape PHEV flex do segmento

A Mako será uma picape intermediária derivada do BYD Song Pro. O projeto aproveita a estratégia da marca para o Brasil, mas adapta a plataforma ao uso com caçamba e suspensão traseira própria.

O sistema híbrido plug-in combina motor elétrico, bateria recarregável na tomada e propulsor flex. Assim, o proprietário poderá usar gasolina ou etanol quando a carga acabar, sem depender exclusivamente de uma rede de recarga.

Essa combinação ainda não existe entre as picapes intermediárias vendidas no país. A Ford Maverick tem versão híbrida, mas não é plug-in. A Fiat Toro usa motores flex e diesel, enquanto a Ram Rampage aposta em motores turbo convencionais.

Na rotina urbana, a Mako deve fazer mais sentido para quem consegue recarregar em casa. Deslocamentos diários de 40 a 60 quilômetros podem ser cobertos em boa parte pelo motor elétrico, dependendo da autonomia final homologada.

Potência estimada passa de 218 cv

O conjunto mecânico deve ficar próximo ao usado pelo Song Pro. As projeções indicam potência entre 218 cv e 219 cv, com torque estimado em 30,6 kgfm.

Não é pouca coisa. A cifra coloca a Mako acima das versões flex da Toro e próxima de configurações mais fortes da Rampage, embora potência não determine sozinha capacidade de carga ou desempenho.

Item BYD Mako
Segmento Picape intermediária
Sistema Híbrido plug-in flex
Combustível Gasolina e etanol
Potência Estimativa de 218 cv a 219 cv
Torque Estimativa de 30,6 kgfm
Base mecânica BYD Song Pro
Autonomia elétrica de referência 57 km a 72 km, conforme o conjunto usado no Song Pro
Produção Camaçari (BA)
Estreia prevista Ainda em 2026, possivelmente até novembro

A autonomia elétrica da picape ainda não foi homologada. Como referência, o Song Pro registra entre 57 km e 72 km no ciclo do Inmetro, conforme a bateria e a versão.

Na Mako, o peso maior e a aerodinâmica da carroceria podem alterar esse resultado. Por isso, não dá para tratar os números do SUV como promessa de consumo da picape.

BYD Mako phev flex
BYD Mako phev flex (Reprodução)

Porte próximo de cinco metros favorece o espaço interno

A BYD posicionará a Mako acima da Chevrolet Montana e próxima da Fiat Toro em comprimento. A expectativa é de uma carroceria perto dos cinco metros, com cabine mais espaçosa que a de picapes compactas.

O foco parece estar no banco traseiro. A marca quer atender famílias e compradores que usam a picape como carro principal, não apenas empresas ou profissionais que transportam carga.

A caçamba, por outro lado, deve ser menor que a de uma picape média tradicional. Esse é o preço do projeto intermediário: mais conforto e facilidade no trânsito, mas menos espaço para carga volumosa.

O vidro traseiro será fixo, sem abertura corrediça. A terceira luz de freio aparece integrada à região do vidro, uma solução visual diferente da usada por algumas rivais.

Terceira luz de freio segue caminho mais conservador

A presença do equipamento também chama atenção pelo contraste com a Ram Rampage. A picape da Ram é classificada como comercial leve e se beneficia de uma exceção prevista na Resolução Contran 970/22.

Essa classificação permite que determinados veículos não tragam a terceira luz de freio como item obrigatório de série. A Mako, ao manter o equipamento, fica mais próxima da linguagem de um carro de passeio.

Não significa que a Rampage seja menos segura por causa disso. Mas a escolha da BYD pode melhorar a percepção do comprador que valoriza acabamento visual e equipamentos tradicionais de segurança.

Produção em Camaçari pode ajudar no preço

A fabricação nacional é um dos pontos mais relevantes do projeto. A BYD pretende produzir a Mako em Camaçari, na Bahia, junto de outros modelos destinados ao mercado brasileiro e latino-americano.

Produção local reduz dependência de frete internacional e facilita a adaptação do carro ao combustível brasileiro. Também pode melhorar o prazo de entrega nas concessionárias, algo que ainda pesa contra marcas chinesas em algumas regiões.

Mas preço competitivo não está garantido. Uma picape PHEV exige bateria, eletrônica de potência e sistema de recarga mais caros que os de uma Toro flex convencional.

O valor final será decisivo. Se a Mako ficar muito perto das versões mais caras da Rampage, terá de justificar a compra com autonomia elétrica, equipamentos e garantia. Se vier abaixo disso, a pressão sobre Toro e Maverick aumenta.

Toro, Rampage e Maverick entram na mira

A Fiat Toro é o alvo mais óbvio. Tem rede ampla, peças fáceis e revenda conhecida, três vantagens difíceis de enfrentar no primeiro ano de uma picape nova.

A Ram Rampage joga em faixa mais sofisticada, com acabamento superior e versões de maior desempenho. Já a Ford Maverick serve como referência de eficiência híbrida, mas não permite recarga externa para ampliar o uso elétrico.

Rival Ponto forte diante da Mako Desafio da BYD
Fiat Toro Rede, peças e revenda Entregar tecnologia sem encarecer demais
Ram Rampage Acabamento e imagem premium Equilibrar desempenho e capacidade de carga
Ford Maverick Sistema híbrido já conhecido Oferecer vantagem real com recarga externa

Para frotistas, a conta envolverá mais do que o preço de compra. Seguro, revisões, disponibilidade de peças e custo de uma eventual troca de bateria pesarão na decisão.

A BYD terá de explicar bem a garantia do conjunto híbrido e oferecer estrutura técnica fora dos grandes centros. Produzir na Bahia ajuda, mas não substitui uma rede de atendimento capilarizada.

A picape chega com uma conta ainda em aberto

A BYD Mako reúne uma combinação rara: picape intermediária, sistema plug-in e motor flex. Com potência estimada de até 219 cv, pode rodar no trânsito urbano gastando pouca gasolina, desde que o dono recarregue com frequência.

O lançamento está previsto para 2026, possivelmente até novembro, mas faltam preço, capacidade de carga e autonomia oficial. Sem esses números, a Mako é uma promessa técnica interessante — e uma compra impossível de avaliar por completo.

A pergunta que fica é direta: quanto o brasileiro aceitará pagar para trocar a velha fórmula da Toro por uma picape que precisa de tomada?