O BYD Song Pro 2027 chega ao Brasil com sistema híbrido plug-in flex, mais equipamentos e preço entre R$ 176.990 e R$ 199.990. A potência caiu, mas a autonomia elétrica aumentou.
São duas versões: GL e GS. Ambas combinam motor 1.5 aspirado flex com propulsor elétrico de 197 cv.
Song Pro 2027 troca potência por eficiência
O motor a combustão entrega 98 cv e 12,8 kgfm. Já o conjunto elétrico produz 197 cv e 30,6 kgfm.
A potência combinada ficou em 218 cv nas duas versões. É menos do que na linha anterior, mas a BYD mudou a prioridade do SUV.
Em vez de buscar números maiores de desempenho, o Song Pro passou a entregar mais autonomia elétrica. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 8,6 segundos na GL e 8,8 segundos na GS.

A velocidade máxima subiu para 180 km/h. Não é um carro lento, mas também não tenta disputar com SUVs esportivos.
| Versão | Bateria | Autonomia elétrica | 0 a 100 km/h | Preço |
|---|---|---|---|---|
| GL | 13,1 kWh | 57 km | 8,6 s | R$ 176.990 |
| GS | 18,3 kWh | 72 km | 8,8 s | R$ 199.990 |
O carregamento em corrente alternada chega a 6,6 kW. Quem roda até 50 quilômetros por dia poderá fazer boa parte da rotina usando apenas eletricidade, desde que tenha tomada disponível.
Autonomia total chega a 832 quilômetros
A bateria menor da GL oferece 57 quilômetros de alcance elétrico. Na GS, a capacidade sobe para 18,3 kWh e a autonomia chega a 72 quilômetros.
A autonomia total informada varia de 556 a 832 quilômetros na GL. Na GS, fica entre 546 e 827 quilômetros, conforme a condição de uso.
O número mais interessante está justamente na autonomia combinada. Para viagens longas, o proprietário não depende de uma rede de recarga completa.
Na cidade, o motor elétrico assume o trabalho com mais frequência. Na estrada, o motor flex entra em ação e reduz a preocupação com planejamento de paradas.
O uso do etanol também amplia a adaptação ao mercado brasileiro. Ainda assim, o consumo em km/l depende da estratégia de recarga, do combustível e do trajeto.

Visual novo e suspensão recalibrada
A dianteira evoluiu o conceito Dragon Face. Os faróis ficaram mais estreitos, enquanto as entradas de ar diminuíram.
O para-choque também foi redesenhado. Na traseira, a coluna recebeu acabamento de alumínio liso, criando efeito visual de teto flutuante.
Por dentro, o Song Pro ganhou acabamento preto e console central redesenhado. A alavanca de câmbio deixou o console e passou para a coluna de direção.
A mudança libera espaço útil entre os bancos. Parece detalhe, mas faz diferença para celular, carteira e pequenos objetos.
O teto solar panorâmico é item de série desde a GL. A central multimídia usa Google Automotive, com pareamento sem fio.
Também há carregador de celular ventilado de 50 W e sistema de áudio com oito alto-falantes. O pacote é mais completo que o habitual nessa faixa de preço.
ADAS fica mais completo na versão GS
A GL já traz controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão frontal e frenagem autônoma de emergência.
O pacote inclui ainda monitoramento de faixa, leitor de placas de velocidade e farol alto automático.
Na GS, entram alerta de colisão traseira, tráfego cruzado traseiro com frenagem de emergência e aviso de abertura de porta.
O monitoramento de ponto cego também fica restrito à versão mais cara. Para quem usa o carro em avenidas movimentadas, esses recursos têm utilidade real.

Preço coloca o BYD contra SUVs médios
A versão GL custa R$ 176.990. A GS sai por R$ 199.990, com os recursos extras de segurança e a bateria maior.
O valor mantém o Song Pro na disputa com SUVs médios tradicionais, como Jeep Compass e Volkswagen Taos. Também mira híbridos como Toyota Corolla Cross Hybrid e GWM Haval H6.
Contra o Corolla Cross Hybrid, a BYD aposta na recarga externa e no uso elétrico mais amplo. O Toyota, por outro lado, não exige tomada e tem uma rede de assistência mais consolidada.
O Haval H6 é um rival mais próximo em tecnologia e proposta eletrificada. Já o Compass e o Taos atraem quem ainda prefere motor convencional e manutenção conhecida.
Mas será que o comprador aceitará pagar quase R$ 200 mil por um SUV de potência combinada menor? A resposta depende menos do cronômetro e mais da possibilidade de carregar o carro diariamente.
BYD Song Pro 2027 chega às concessionárias com foco no Brasil
A suspensão foi ajustada para o piso brasileiro. A calibração mais macia deve ajudar em asfalto remendado, valetas e lombadas, sem transformar o SUV em um carro molenga.
Essa adaptação pesa na rotina. Um híbrido plug-in que raspa em toda entrada de garagem perde parte do sentido, mesmo entregando boa autonomia.
O Song Pro 2027 já aparece na estratégia comercial da BYD para a rede brasileira nas versões GL e GS. O modelo deve disputar compradores de SUVs médios, não apenas clientes de carros elétricos.
Os preços anunciados podem ser comparados com os valores futuros da tabela FIPE oficial quando houver registros para as configurações. Seguro, IPVA e revisões ainda variam conforme estado e concessionária.
O BYD Song Pro ficou menos preocupado em acelerar e mais interessado em rodar no modo elétrico. Com até 72 quilômetros sem usar gasolina ou etanol, a pergunta fica na garagem: quantos donos realmente vão carregá-lo todas as noites?
