Os robôs da OMODA & JAECOO chegam ao Brasil no último trimestre de 2026. A operação da Chery quer colocá-los nas concessionárias e também vender as unidades ao público.
A proposta envolve recepção, interação com clientes e entretenimento. Ainda faltam preço, canais de venda e quais lojas receberão os primeiros robôs.
Mornine e Argos serão as atrações da Chery
A tecnologia vem da AiMOGA Robotics, divisão de robótica da Chery International. A empresa desenvolve soluções para ampliar o ecossistema da fabricante além dos carros.
O robô humanoide Mornine será usado como embaixador da marca. Ele conversa por voz, caminha, cumprimenta visitantes e dança durante as demonstrações.
Já o Argos tem formato de cão robótico. O equipamento consegue correr, sentar e dar a pata, criando uma atração mais voltada ao entretenimento.
| Robô | Função prevista | Recursos citados |
|---|---|---|
| Mornine | Recepção e atendimento | Voz, caminhada, cumprimentos e dança |
| Argos | Entretenimento e interação | Corrida, sentar e dar a pata |
| Ambos | Uso em concessionárias e venda ao público | Operação autônoma, recarga própria e duas horas de autonomia |

As concessionárias serão o primeiro laboratório
O uso inicial acontecerá nos showrooms da OMODA & JAECOO. Mornine pode recepcionar clientes e apresentar a marca, enquanto Argos deve atuar como atração visual.
Na prática, a estratégia coloca a tecnologia no espaço de venda. Até agora, o consumidor brasileiro viu mais totens, telas e assistentes virtuais do que robôs circulando em lojas.
Isso tem valor comercial. Uma concessionária com um humanoide dançando ou um cão robótico correndo vira assunto rapidamente, especialmente durante inaugurações e eventos.
Mas o uso contínuo será mais difícil. Duas horas de autonomia exigem recarga planejada, rodízio de equipamentos ou pausas durante o expediente.
Uma estação própria de recarga acompanha os robôs. Ainda assim, a operação precisará lidar com filas, crianças, obstáculos e possíveis danos em um ambiente movimentado.
Venda ao público começa no último trimestre de 2026
A OMODA & JAECOO afirma que os robôs também poderão ser comprados pelos consumidores a partir do último trimestre de 2026.
O preço brasileiro ainda não foi divulgado. Também não está definido se a venda ocorrerá nas concessionárias, por importação sob encomenda ou em canal direto da marca.
Sem esse dado, fica impossível saber quem será o comprador. Um robô humanoide pode interessar a empresas, escolas e eventos, enquanto o Argos parece mais próximo do entretenimento doméstico.
O custo de manutenção também pesará. Bateria, motores, sensores e peças importadas podem tornar a assistência bem mais cara do que a de um equipamento eletrônico comum.
O que a Chery ainda precisa explicar
A chegada foi anunciada, mas a operação brasileira ainda não detalhou as especificações completas. Peso, altura, capacidade da bateria, sensores e conectividade continuam fora da apresentação comercial.
A autonomia informada é de duas horas. Falta saber em quais condições esse número foi medido e quanto tempo será necessário para uma recarga completa.
A empresa também cita homologação da Anatel. O número do processo, o modelo aprovado e o escopo regulatório não foram apresentados.
Essa informação importa porque Wi-Fi, Bluetooth, telemetria e outros sistemas de comunicação podem exigir certificação específica no Brasil. Sem o documento, a homologação não deve ser tratada como detalhe resolvido.
A Mornine ainda é descrita pela empresa como o primeiro humanoide do mundo com dupla certificação europeia para hardware e software. A afirmação depende de documentos técnicos e do escopo exato dessas certificações.
Robôs entram na disputa pela atenção no showroom
OMODA 5 e JAECOO 7 formam a vitrine automotiva da operação no Brasil. Mornine e Argos ampliam essa vitrine para a área de atendimento.
A Chery tenta vender uma imagem de marca tecnológica, não apenas de fabricante chinesa com SUVs competitivos. O robô funciona como demonstração física dessa proposta.
O movimento também acompanha uma tendência internacional. Montadoras chinesas passaram a combinar carros conectados, inteligência artificial e automação em suas estratégias de varejo.
No Brasil, porém, o efeito ainda será medido. Não há uma rede consolidada de concessionárias usando humanoides em escala, nem um concorrente direto com iniciativa equivalente.
Totens interativos e atendentes virtuais custam menos. Por isso, a pergunta é objetiva: Mornine e Argos vão ajudar a vender carros ou apenas gerar filas para fotos?
O Brasil verá os primeiros robôs ainda em 2026
A operação brasileira da OMODA & JAECOO deve iniciar as atividades com Mornine e Argos no último trimestre de 2026. As primeiras concessionárias e os preços serão decisivos para medir a aposta.
Quem quiser comprar terá de esperar a definição do canal comercial e da assistência técnica. Até lá, os robôs são uma novidade de showroom com autonomia limitada e preço ainda desconhecido.
As informações institucionais sobre a AiMOGA Robotics estão disponíveis no site oficial da Chery International. Quando os robôs chegarem às lojas, o consumidor brasileiro terá uma experiência inédita — mas ainda não saberá quanto custa manter essa novidade funcionando.
