A Honda X-ADV 2027 chega ao Brasil a partir de agosto de 2026 com preço público sugerido de R$ 93.500, sem frete. A scooter aventureira mantém motor, câmbio DCT e pacote eletrônico, mas estreia novas cores.
Não houve renovação mecânica. A Honda preferiu mexer na pintura e preservar uma fórmula bastante específica: conforto de scooter, posição de pilotagem alta e capacidade para encarar asfalto ruim e trechos leves de terra.
Honda X-ADV 2027 chega com branco perolizado e preto
A linha 2027 ganha as opções Branco Perolizado e Preto. O restante da estrutura permanece igual, incluindo rodas de 17 polegadas na dianteira e 15 polegadas na traseira.
O visual continua mais próximo de uma moto trail do que de uma scooter urbana. O conjunto tem carenagem alta, proteção dianteira e suspensão preparada para pisos irregulares.

O preço de R$ 93.500 não inclui frete. Por isso, o valor final pode variar entre concessionárias Honda e regiões do país. A chegada ocorre gradualmente durante agosto.
Na prática, a X-ADV ocupa uma faixa de moto premium de nicho. Ela custa mais que uma Yamaha XMAX 300 ou uma Honda Forza 350, mas entrega motor maior e câmbio automatizado de dupla embreagem.
Motor de 745 cm³ continua sendo o principal argumento
O motor é um bicilíndrico paralelo de 745 cm³, com arrefecimento líquido e injeção eletrônica. São 58,6 cv e 7,03 kgfm de torque.
Esse número muda o comportamento em rodovias. A X-ADV tem sobra para ultrapassagens e mantém velocidade de cruzeiro sem trabalhar tão próxima do limite quanto scooters de 300 cm³.
O acelerador eletrônico permite ajustar a resposta pelo modo de pilotagem. Há as opções Sport, Standard, Gravel e Rain, além de dois modos personalizáveis.
| Item | Honda X-ADV 2027 |
|---|---|
| Motor | Bicilíndrico paralelo, 745 cm³ |
| Arrefecimento | Líquido |
| Potência | 58,6 cv |
| Torque | 7,03 kgfm |
| Alimentação | Injeção eletrônica |
| Acelerador | Eletrônico, tipo Throttle By Wire |
| Câmbio | DCT, com operação automática ou manual |
| Suspensão dianteira | Invertida, com tubos de 41 mm |
| Suspensão traseira | Balança de alumínio |
| Roda dianteira | Aro 17 |
| Roda traseira | Aro 15 |
| Freios | ABS com calibração para asfalto e terra |
| Painel | TFT digital de 5 polegadas |
| Compartimento sob o banco | 22 litros |
| Garantia | Até 3 anos, sem limite de quilometragem |
DCT entrega praticidade, mas encarece a X-ADV
O câmbio DCT é o grande diferencial da Honda. Ele faz as trocas automaticamente ou permite comandos manuais no guidão, sem manete de embreagem convencional.
No trânsito, isso reduz o trabalho do piloto. Basta acelerar e frear, como em uma scooter comum, mas com respostas mais rápidas quando o modo Sport está selecionado.
Na estrada de terra, o modo Gravel altera a atuação do controle de tração e do ABS. Não transforma a X-ADV em uma trail de verdade, mas ajuda em cascalho e estradas sem pavimentação.

O controle de tração HSTC também faz parte do pacote. O para-brisa tem três posições, e o painel TFT de 5 polegadas concentra as informações de condução.
Há ainda chave presencial, entradas USB e luzes de emergência. São recursos que combinam com o uso diário, especialmente para quem alterna deslocamentos urbanos e viagens curtas.
Espaço sob o banco resolve parte da rotina
O compartimento de 22 litros sob o banco acomoda objetos do dia a dia, mas não deve ser tratado como um porta-malas de scooter urbana. O espaço é útil, porém limitado para capacetes maiores e bagagem volumosa.
A posição de pilotagem alta melhora a visibilidade no trânsito. Em contrapartida, o porte e o peso típico de uma moto desse tipo exigem atenção nas manobras em baixa velocidade.
Quem usa a X-ADV para trabalhar todos os dias deve considerar também o plano de manutenção. As revisões são previstas a cada 6.000 km ou seis meses, conforme o que ocorrer primeiro.

Preço coloca a scooter perto de motos trail médias
R$ 93.500 é dinheiro de Honda NC 750X em algumas negociações e também se aproxima de motos como a Royal Enfield Himalayan 450, dependendo da versão e da região.
A comparação não é direta. A Himalayan tem proposta trail tradicional, enquanto a X-ADV entrega câmbio automático, espaço para pequenos objetos e proteção de scooter.
| Modelo | Proposta | Diferença para a X-ADV |
|---|---|---|
| BMW C 400 X | Scooter premium urbana | Menor cilindrada e foco mais urbano |
| BMW C 400 GT | Maxi-scooter para viagens | Mais voltada ao asfalto |
| Yamaha XMAX 300 | Scooter urbana e rodoviária | Motor menor e preço inferior |
| Honda Forza 350 | Scooter urbana premium | Mais compacta e menos aventureira |
| Royal Enfield Himalayan 450 | Trail de média cilindrada | Tem câmbio manual e outra ergonomia |
Não existe uma rival espelho no mercado brasileiro. A BMW C 400 GT prioriza viagens no asfalto, enquanto XMAX e Forza ficam abaixo em desempenho e capacidade fora do pavimento.
É justamente essa mistura que sustenta o preço. O comprador paga pelo DCT, pelo motor bicilíndrico e pela exclusividade, não apenas pelo espaço ou pela praticidade urbana.
Garantia e assistência cobrem seis países
A Honda oferece até três anos de garantia, sem limite de quilometragem. A cobertura também inclui o Honda Assistance no Brasil, Chile, Argentina, Bolívia, Uruguai e Paraguai.
Esse pacote pesa para quem viaja pela América do Sul. Ainda assim, o custo das revisões e do seguro precisa entrar na conta, porque peças de acabamento e componentes do DCT não têm preço de scooter convencional.
As unidades da X-ADV 2027 serão distribuídas pela rede de concessionárias Honda. O preço sugerido pode mudar com frete, pintura e condições comerciais de cada loja. A ficha oficial pode ser consultada no site da Honda Motos.
A X-ADV 2027 não ficou mais potente nem ganhou novos equipamentos. Ela apenas preservou uma combinação rara no Brasil: scooter automática, motor forte e postura aventureira. A pergunta é outra: quantos compradores aceitam pagar R$ 93.500 por essa exclusividade?
