O Fiat Pulse 2027 ganhou a série especial BlackMotion, baseada na versão Drive 1.3 AT. Com visual escurecido, mais equipamentos e preço de lançamento de R$ 120.480, ela ocupa o espaço entre a configuração automática de entrada e a Audace híbrida-leve.
A mecânica, porém, não mudou. O SUV compacto continua usando o motor 1.3 Firefly aspirado, combinado ao câmbio CVT com sete marchas simuladas. A novidade está no pacote visual e na conveniência a bordo.
BlackMotion custa R$ 3.490 a mais que a Drive automática
A Fiat posicionou a BlackMotion por R$ 120.480. Isso representa acréscimo de R$ 3.490 sobre a Drive 1.3 AT, tabelada em R$ 116.990.
O valor coloca a série especial R$ 17.510 abaixo da Audace T200 MHEV. Na prática, o comprador escolhe entre pagar pouco mais pela aparência e pelos equipamentos ou subir para uma versão turbo com assistência híbrida-leve.
| Versão | Motor | Potência | Torque | Câmbio | Preço |
|---|---|---|---|---|---|
| Drive 1.3 MT | 1.3 Firefly | 107 cv / 98 cv | 13,7 / 13,2 kgfm | Manual de 5 marchas | R$ 104.990 |
| Drive 1.3 AT | 1.3 Firefly | 107 cv / 98 cv | 13,7 / 13,2 kgfm | CVT de 7 marchas simuladas | R$ 116.990 |
| BlackMotion 1.3 AT | 1.3 Firefly | 107 cv / 98 cv | 13,7 / 13,2 kgfm | CVT de 7 marchas simuladas | R$ 120.480 |
| Audace T200 MHEV | 1.0 turbo híbrido-leve | 116 cv | 20,4 kgfm | CVT de 7 marchas simuladas | R$ 137.990 |
| Abarth T270 | 1.3 turbo | 185 cv / 180 cv | 27,5 kgfm | CVT de 7 marchas simuladas | R$ 163.490 |
Os números de potência da tabela seguem a ordem etanol e gasolina. Na BlackMotion, são 107 cv com etanol e 98 cv com gasolina.

Visual preto cria a diferença na linha Pulse
A BlackMotion não é uma nova geração. Trata-se de uma série especial construída sobre a Drive 1.3 AT, com alterações concentradas no acabamento externo e nos itens de conveniência.
O teto recebe pintura preta brilhante. As rodas de liga leve de aro 16 também são pretas, enquanto os logotipos e o skid plate adotam acabamento escurecido.
É a receita conhecida das séries “dark”. O Pulse fica com aparência mais agressiva sem receber suspensão esportiva, motor mais forte ou alterações estruturais.
Por dentro, a central multimídia de 10,1 polegadas é maior que a configuração básica. A lista inclui câmera de ré, sensores de estacionamento e partida por botão.
Esse pacote atende ao comprador que quer fugir do SUV com aparência de versão de entrada. Mas será que os R$ 3.490 extras compram apenas maquiagem?
Motor 1.3 prioriza simplicidade, não desempenho
O motor 1.3 Firefly tem quatro cilindros e aspiração natural. Na BlackMotion, entrega 107 cv e 13,7 kgfm com etanol, ou 98 cv e 13,2 kgfm com gasolina.
O câmbio CVT simula sete marchas e trabalha com foco em suavidade. Em trânsito urbano, a combinação deve agradar pela progressão linear e pela ausência de trancos.
Na estrada e em subidas, a história é menos empolgante. O motor aspirado precisa subir de giro para ganhar velocidade, especialmente com o carro cheio e o ar-condicionado ligado.
Não há números confirmados de consumo ou aceleração no material técnico consolidado da linha. Por isso, não dá para vender a BlackMotion como econômica ou rápida sem teste independente.

Audace híbrida fica mais distante da BlackMotion
A Audace T200 MHEV passa a ser a única versão híbrida-leve da linha Pulse 2027. O motor 1.0 turbo entrega 116 cv e 20,4 kgfm, independentemente do combustível utilizado.
Também houve redução de potência nessa configuração. Ainda assim, o torque superior aparece mais cedo e deve produzir respostas melhores em retomadas do que o 1.3 aspirado.
A diferença de preço é significativa. A Audace custa R$ 17.510 a mais que a BlackMotion, valor que pode pesar no financiamento e no seguro.
Quem roda principalmente na cidade e quer equipamentos visuais pode permanecer na série especial. Já o motorista que encara rodovias, serras ou viagens frequentes terá mais razões para considerar o turbo.
O Pulse continua oferecendo eletrificação, mas de forma mais restrita. A BlackMotion, apesar do nome esportivo, não é híbrida e não altera essa estratégia.
Pulse 2027 encara Kardian, Tera e SUVs maiores
Com preço acima de R$ 120 mil, a BlackMotion entra na faixa de SUVs compactos como Renault Kardian e Volkswagen Tera, dependendo da versão e das promoções praticadas pelas concessionárias.
Ela também se aproxima de configurações de entrada do Nissan Kicks Play, Chevrolet Tracker e Hyundai Creta. Esses rivais podem entregar motores turbo, mas normalmente exigem mais dinheiro quando recebem equipamentos equivalentes.
A vantagem do Fiat está na rede ampla, na manutenção conhecida do motor Firefly e na facilidade de encontrar peças. O 1.3 aspirado não impressiona pelo desempenho, mas é uma escolha menos complexa para uso urbano.
O comprador deve conferir o preço efetivo na concessionária. Frete, pintura, acessórios, financiamento e eventuais bônus podem alterar bastante a diferença entre a Drive AT e a BlackMotion.

BlackMotion chega para preencher uma faixa específica
A Fiat usa a série especial para preencher o espaço entre a Drive automática e a Audace. A estratégia evita criar uma mecânica nova e, ao mesmo tempo, aumenta a percepção de exclusividade do Pulse.
Por R$ 3.490, a central maior, os sensores, a câmera e o acabamento preto fazem sentido para quem já escolheria a Drive AT. O motor permanece exatamente no mesmo degrau.
As informações oficiais sobre a gama podem ser conferidas no site da Fiat Brasil. A disponibilidade depende do estoque de cada concessionária, já que séries especiais costumam ter distribuição limitada.
O Fiat Pulse 2027 BlackMotion chega às lojas como um Pulse mais bem vestido, não como um SUV mais rápido. A dúvida fica para o mercado: o visual escurecido será suficiente para convencer o comprador a ignorar os turbos rivais?
