Fiat 500e
- Autonomia
- 227 km
- A partir de
- R$ 214.990
O elétrico mais vendido do Brasil — agora produzido em Camaçari (BA) com preço abaixo de R$ 120 mil.
O BYD Dolphin Mini é o carro elétrico mais vendido do Brasil — e por uma boa razão. Em 2026, com preço a partir de R$ 119.990, virou referência absoluta para quem quer migrar do combustão pagando o mínimo possível pela transição.
Mais do que isso: o Dolphin Mini é o primeiro carro elétrico produzido no Brasil. Desde outubro de 2025, as unidades saem da fábrica da BYD em Camaçari (BA), no antigo polo da Ford. Os componentes chegam desmontados (SKD) da China e a finalização acontece em solo nacional, o que reduz custo e prazo de entrega.
É o típico segundo carro urbano: pequeno, ágil, econômico, com 4 lugares e foco total no uso diário. Para deslocamentos curtos com recarga em casa, é praticamente imbatível em custo operacional.
A bateria Blade de 38 kWh, tecnologia LFP exclusiva da BYD, entrega 280 km certificados pelo Inmetro. No uso urbano brasileiro, espere algo entre 230 e 260 km com bateria cheia — suficiente para uma semana inteira de deslocamentos sem precisar recarregar.
A recarga AC em tomada residencial 220V leva 6 horas para uma carga completa. Na corrente contínua DC, o Dolphin Mini aceita até 40 kW, completando o ciclo de 30% a 80% em 22 minutos — funcional para emergências, mas a proposta real do carro é recarga noturna em casa.
O conector é CCS2, padrão brasileiro. O consumo médio fica em 13,6 kWh/100 km — extremamente eficiente. Com a tarifa elétrica média de R$ 0,80 por kWh, o custo é de cerca de R$ 0,11 por km rodado. Para fins de comparação, um carro a combustão popular roda por R$ 0,40-0,50/km.
Com 75 cv e 135 Nm, o Dolphin Mini é o carro menos potente da família BYD no Brasil. O 0-100 km/h em 14,9 segundos e a velocidade máxima de 130 km/h deixam claro que a proposta é 100% urbana — não tente viagens longas em rodovia.
A tração dianteira é a única configuração. Com 1.665 kg distribuídos no entre-eixos curto de 2,5 metros, o carro é ágil em manobras de estacionamento e curvas urbanas. A direção é leve, o raio de giro é pequeno e a visibilidade é boa para um hatch tão compacto.
Os 3,78 metros de comprimento permitem estacionar em vagas que outros elétricos não cabem. Para uso em capitais brasileiras com trânsito caótico, é uma vantagem real do dia a dia.
O pacote tecnológico surpreende para a faixa: tela central rotativa de 10,1 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, painel digital, câmera de ré, sensores de estacionamento, carregamento de celular sem fio, ar-condicionado digital e bancos de couro sintético.
A segurança inclui 6 airbags (frontais, laterais e cortina), freios a disco nas 4 rodas com função regenerativa, ABS, ESP e ISOFIX nos bancos traseiros. O Latin NCAP deu nota 4 estrelas ao modelo — bom para a categoria, mas longe das 5 estrelas do irmão maior Dolphin Plus.
O porta-malas de 230 litros é pequeno mesmo para a categoria. Uma compra grande de supermercado já enche. Para uso urbano com poucos passageiros, é suficiente, mas quem viaja regularmente vai sentir.
O Dolphin Mini faz sentido para quem quer um elétrico de entrada sem se preocupar com refinamento ou autonomia máxima. É o carro certo para o motorista urbano que faz menos de 80 km por dia, tem garagem para instalar wallbox e quer custo operacional próximo de zero.
Também é a porta de entrada ideal para quem nunca teve um elétrico e quer testar a experiência sem investir R$ 200-300 mil. Com a produção nacional, a manutenção fica mais barata e o pós-venda BYD tem rede expandindo rapidamente.
Não compre se você precisa rodar acima de 200 km por dia, faz viagens longas regularmente ou transporta família grande. Para esses casos, o irmão Dolphin Plus (R$ 184.800) ou o Yuan Plus (R$ 269.990) resolvem com folga.
O Renault Kwid E-Tech, por R$ 119.900, é o concorrente direto mais óbvio: mesma faixa de preço, mesmo perfil urbano. O Kwid tem autonomia ligeiramente maior (298 km Inmetro) e é R$ 100 mais barato, mas o Dolphin Mini ganha em acabamento e equipamentos de série.
Acima, o próprio BYD Dolphin GS (R$ 149.900) oferece 95 cv, bateria de 44,9 kWh e 291 km de autonomia, com acabamento melhor — um upgrade natural para quem quer um pouco mais de carro pelos R$ 30 mil extras.
O Geely EX2, recém-chegado ao Brasil, também ataca essa faixa e tem performance superior. Mas o Dolphin Mini tem a vantagem da rede BYD consolidada e da produção nacional.
| Preço a partir de | R$ 119.990 |
|---|
| Autonomia (WLTP) | 280 km |
|---|---|
| Consumo | 13,6 kWh/100 km |
| Bateria | 38,0 kWh |
| Potência | 75 cv |
|---|---|
| Torque | 135 Nm |
| 0 a 100 km/h | 14,9 s |
| Velocidade máxima | 130 km/h |
| Tração | Dianteira |
| Recarga AC (7,4 kW) | 6,0 h |
|---|---|
| Recarga DC (0-80%) | 22 min |
| Potência DC max | 40 kW |
| Conector | CCS2 |
| Comprimento | 3,78 m |
|---|---|
| Largura | 1,72 m |
| Altura | 1,58 m |
| Entre-eixos | 2,50 m |
| Peso | 1665 kg |
| Porta-malas | 230 L |
| Garantia veículo | 6 anos |
|---|---|
| Garantia bateria (anos) | 8 anos |
| Garantia bateria (km) | 150000 km |