A Mitsubishi reduziu os preços da sua linha no Brasil em 07/06/2026, com cortes de até R$ 55 mil. Aqui, a gente separa quem ficou mais competitivo, quais rivais entram na conta e se o corte muda a compra de verdade.
Não é feirão. É reposicionamento permanente.
Corte permanente, não bônus de fim de mês
A HPE Automotores mexeu na tabela oficial de Eclipse Cross, Outlander PHEV e Triton. A mudança vale para a linha vendida no Brasil e não veio com prazo de encerramento.
Isso pesa mais do que parece. Desconto temporário atrai curioso; preço novo mexe com percepção de marca, revenda e com a negociação inteira na concessionária.
Na prática, a Mitsubishi reconhece que estava fora do centro da briga em 2026. O mercado apertou de todos os lados.
| Modelo | Versão | Preço anterior | Preço novo | Corte |
|---|---|---|---|---|
| Eclipse Cross | Rush 4×2 | R$ 176.990 | R$ 159.990 | R$ 17.000 |
| Eclipse Cross | HPE | R$ 189.990 | R$ 179.990 | R$ 10.000 |
| Eclipse Cross | Tarmac | R$ 194.990 | R$ 184.990 | R$ 10.000 |
| Eclipse Cross | HPE-S | R$ 220.790 | R$ 209.990 | R$ 10.800 |
| Eclipse Cross | HPE-S 4×4 | R$ 230.990 | R$ 219.990 | R$ 11.000 |
| Outlander PHEV | HPE-S | R$ 379.990 | R$ 324.990 | R$ 55.000 |
| Outlander PHEV | Signature | R$ 399.990 | R$ 364.990 | R$ 35.000 |
| Triton | Tarmac AT | R$ 264.990 | R$ 249.990 | R$ 15.000 |
| Triton | GLS AT | R$ 274.990 | R$ 249.990 | R$ 25.000 |
| Triton | HPE AT | R$ 303.890 | R$ 275.990 | R$ 27.900 |
| Triton | HPE-S AT | R$ 330.790 | R$ 299.990 | R$ 30.800 |
| Triton | Katana AT | R$ 349.890 | R$ 324.990 | R$ 24.900 |
| Triton | Savana AT | R$ 354.990 | R$ 334.990 | R$ 20.000 |
A nova tabela já aparece nos canais oficiais da marca e na rede de concessionárias Mitsubishi. Vale conferir a página da Mitsubishi Motors Brasil antes de fechar negócio.

Eclipse Cross sai da terra de ninguém
R$ 159.990. Esse número muda a conversa do Eclipse Cross Rush 4×2.
Antes, ele ficava numa faixa ingrata. Caro para quem buscava um SUV médio racional, e sem força comercial para bater nos campeões de vitrine.
Agora, entra melhor na briga. Ainda mais com motor 1.5 turbo de 165 cv, 25,5 kgfm e porta-malas de 473 litros.
Não virou pechincha. Mas deixou de parecer um produto desalinhado do mercado.
As versões HPE, Tarmac e HPE-S também desceram. O topo HPE-S 4×4 caiu para R$ 219.990, redução de R$ 11 mil.
Quem olha Corolla Cross, Jeep Compass e Honda ZR-V passa a colocar o Mitsubishi na lista sem tanto esforço. E isso, para a marca, já é metade do trabalho.
Em algumas negociações, o Eclipse Cross topo de linha ainda pode receber bônus de troca. Só não dá para tratar isso como regra universal.
Outlander PHEV enfim desce um degrau
O corte mais pesado está aqui. O Outlander PHEV HPE-S caiu R$ 55 mil de uma vez.
Ele saiu de R$ 379.990 para R$ 324.990. Na Signature, a redução foi de R$ 35 mil, para R$ 364.990.
Isso recoloca o modelo numa faixa mais plausível. Não barata, mas menos deslocada.
Ajuda o fato de o carro entregar bastante. São 252 cv combinados, 45,9 kgfm, motor 2.4 aspirado com dois elétricos e espaço para sete ocupantes.
Também existe bônus de avaliação de R$ 25 mil no seminovo usado na troca. Se a loja aceitar bem o carro, a economia potencial chega a R$ 80 mil.
Mas tem um detalhe que o desconto não apaga. Seguro, IPVA e reparo continuam no patamar de um carro acima de R$ 300 mil.
Mesmo assim, o Outlander PHEV muda de figura. Antes ele parecia distante até para quem queria um híbrido plug-in. Agora, começa a entrar na planilha de quem compara BYD Song Plus DM-i, GWM Haval H6 PHEV e alguns SUVs premium de entrada.

Triton ganha munição contra Hilux e Ranger
Na Triton, o efeito é mais direto. Preço pesa muito em picape média, e a Mitsubishi mexeu onde precisava.
A GLS AT despencou para R$ 249.990. A HPE-S AT foi de R$ 330.790 para R$ 299.990.
Não é corte pequeno. É ajuste para voltar à conversa principal do segmento.
A picape tem motor 2.4 turbodiesel longitudinal, 205 cv, 47,9 kgfm e câmbio automático Aisin de seis marchas. Papel para disputar, ela sempre teve.
Faltava tabela mais agressiva. Agora, aparece.
O programa de fidelidade ainda pode somar até R$ 32 mil em bônus na troca por usado da marca. Na HPE-S, a economia combinada pode chegar a R$ 59.790.
Frotista olha para isso. Produtor rural também.
Só que desconto não resolve tudo em picape. Revenda, rede, peça e aceitação regional continuam pesando muito fora dos grandes centros.
| Modelo Mitsubishi | Segmento | Nova faixa de preço | Rivais que puxam a régua |
|---|---|---|---|
| Eclipse Cross | SUV médio | R$ 159.990 a R$ 219.990 | Toyota Corolla Cross, Jeep Compass, Honda ZR-V, GWM Haval H6 |
| Outlander PHEV | SUV híbrido plug-in | R$ 324.990 a R$ 364.990 | BYD Song Plus DM-i, GWM Haval H6 PHEV, Volvo XC60 Recharge, Jaecoo 7 PHEV |
| Triton | Picape média | R$ 249.990 a R$ 334.990 | Toyota Hilux, Ford Ranger, Chevrolet S10, Nissan Frontier, Volkswagen Amarok |

Fenabrave e Anfavea explicam o timing
O momento não foi escolhido à toa. Os relatórios de licenciamentos da Fenabrave e da Anfavea mostram um 2026 de disputa mais dura por volume.
SUV segue puxando showroom. Picape média continua blindada em imagem e revenda. Híbrido, que antes era nicho, já virou comparação diária para muita gente.
Nos SUVs médios, Corolla Cross e Compass são a referência comercial. Na picape, Hilux e Ranger continuam sendo o alvo óbvio. Nos eletrificados, BYD e GWM empurraram o mercado para preços mais racionais.
A Mitsubishi não lidera nenhuma dessas conversas hoje. Por isso o reposicionamento faz sentido agora, e não daqui a seis meses.
Na loja, a conta melhora — mas não fecha sozinha
Para quem compra à vista, o ganho é imediato. Para quem financia, entrada menor e parcela menos pesada ajudam bastante.
Só que carro não acaba na nota fiscal. Seguro, IPVA, revisão e disponibilidade de peças seguem no pacote, principalmente nas versões acima de R$ 250 mil.
Tem outro efeito vindo aí. Quando a tabela cai de forma permanente, o seminovo costuma sentir depois.
Quem comprou Eclipse Cross, Outlander PHEV ou Triton perto do preço antigo vai acompanhar FIPE e ofertas de usados com mais atenção. E a resposta que falta é justamente essa: o desconto novo vai virar volume real ou só corrigir um erro que o mercado já tinha punido?
