O Mitsubishi ASX saiu de linha no Brasil em 29/11/2021 e não existe mais como zero km nas concessionárias. Quem busca “asx mitsubishi” em 2026 quer saber isso logo, mas também quer preço FIPE, ficha técnica, consumo e por que ele virou Outlander Sport na fase final.
Ele ainda aparece bastante nos usados. E não é por acaso.
O ASX ficou com fama de SUV honesto: motor 2.0 aspirado, câmbio CVT, posição alta de dirigir e versões com tração AWD. Só que o projeto envelheceu. Hoje, ele faz mais sentido para quem prioriza mecânica conhecida do que para quem quer tecnologia de carro novo.
ASX Mitsubishi ainda é vendido no Brasil?
Não. O ASX Mitsubishi deixou de ser vendido no Brasil em 2021 e hoje só existe no mercado de usados.
A confusão vem da própria marca. Na reta final da carreira, a Mitsubishi reposicionou o carro como Outlander Sport. Na prática, era o mesmo projeto com ajustes visuais e de versão para dar fôlego comercial.
Quem entra em site de anúncio e procura ASX zero km vai perder tempo. O que existe é referência histórica de catálogo e tabela antiga, não carro novo à pronta entrega.
Na época da transição, o modelo foi relançado com três versões e estes preços de estreia no Brasil:
| Versão | Tração | Preço de lançamento |
|---|---|---|
| GLS | 2WD | R$ 119.990 |
| HPE | 2WD | R$ 132.990 |
| HPE | AWD | R$ 138.990 |
Esse reposicionamento ajuda a entender por que tanta gente ainda mistura os nomes. No uso real, porém, o comprador de 2026 precisa olhar para FIPE, estado do carro e histórico de manutenção.

ASX e Outlander Sport: qual é a relação entre os dois?
É uma dúvida comum. E faz sentido.
No Brasil, o Outlander Sport foi a evolução comercial do ASX. Não era um SUV totalmente novo, desses que mudam plataforma, mecânica e proposta. Era o mesmo carro atualizado e rebatizado.
Isso explica outra coisa importante: peça mecânica, comportamento dinâmico e perfil de uso continuam muito parecidos. O coração do carro seguiu sendo o 2.0 flex aspirado com câmbio CVT, combinação conhecida por rodar sem drama quando a manutenção está em dia.
Por outro lado, a mudança de nome não resolveu a idade do projeto. O ASX já estava atrás de rivais mais novos em conectividade, acabamento e eficiência de consumo. O visual segurava um pouco. A cabine, nem tanto.
Quanto custa um Mitsubishi ASX usado na FIPE em 2026?
É aqui que o ASX continua chamando comprador. Na Tabela FIPE oficial, as referências mais buscadas do modelo seguem numa faixa que vai de cerca de R$ 75 mil a quase R$ 100 mil, conforme ano e versão.
Não é barato para um projeto antigo. Mas também não é preço jogado ao vento. O mercado paga pela robustez do conjunto e pela liquidez ainda razoável entre SUVs usados.
| Ano/versão | Tração | Referência FIPE |
|---|---|---|
| ASX 2016 2.0 16V flex automático | 4×4 | Em torno de R$ 75 mil |
| ASX 2019 2.0 16V flex automático | 4×4 | Em torno de R$ 92,7 mil |
| ASX 2022 GLS 2.0 16V flex automático | FWD | Em torno de R$ 99,8 mil |
| ASX zero km de catálogo antigo | – | Referência histórica de R$ 128,3 mil |
Esse último número merece atenção. Não é preço de carro novo disponível hoje. É só referência antiga de tabela.
R$ 99,8 mil num ASX 2022 já coloca o comprador diante de uma escolha chata. Leva a robustez de um 2.0 aspirado japonês ou parte para um rival mais novo, com mais tela, mais assistência eletrônica e rede maior de pós-venda?
Também entra a conta invisível. Seguro, peças de acabamento e funilaria podem variar bastante conforme a cidade. Em capitais, costuma ser mais simples. No interior, nem sempre.
Ficha técnica do Mitsubishi ASX vendido no Brasil
As versões mais lembradas do ASX por aqui usam a mesma base mecânica. O que mudava de verdade era tração, nível de equipamentos e acabamento.
| Item | Dado confirmado |
|---|---|
| Motor | 2.0 16V flex, 4 cilindros, aspirado |
| Potência com gasolina | 160 cv |
| Potência com etanol | 170 cv |
| Torque com gasolina | 22 kgfm |
| Torque com etanol | 23 kgfm |
| Câmbio | Automático CVT |
| Simulação de marchas | 6 marchas em algumas calibrações |
| Tração | 4×2 e AWD, conforme a versão |
| Comprimento | 4,36 m |
| Entre-eixos | 2,67 m |
| Porta-malas | 409 litros |
| Consumo urbano com etanol | 6,9 km/l |
| Consumo urbano com gasolina | 9,8 km/l |
| Consumo rodoviário com etanol | 9,1 km/l |
| Consumo rodoviário com gasolina | 12,6 km/l |
| Status no Brasil | Fora de linha |
| Substituto comercial | Outlander Sport |
Os números de consumo seguem a linha do que o comprador via no Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro. Não é um SUV econômico. Nunca foi.

Motor 2.0, CVT e AWD: onde o ASX ainda agrada
O ASX não vende sonho tecnológico. Vende previsibilidade.
O motor 2.0 aspirado entrega força linear e não depende de turbo para andar bem na cidade ou na estrada. O CVT conversa com esse perfil e privilegia suavidade. Para uso diário, funciona. Para quem gosta de retomada rápida, ele parece mais preguiçoso.
Tem outro ponto. As versões AWD sempre foram um atrativo raro no segmento. Não transformam o ASX em jipe, claro, mas ajudam em piso molhado, estrada de terra e viagem de fim de semana com piso ruim.
Já o consumo cobra seu preço. Um Kicks usado ou alguns HR-V equivalentes costumam ser menos pesados no posto. Se a rotina inclui muito trânsito e muita gasolina por mês, o ASX exige tolerância.
Por dentro, a idade aparece. O desenho do painel já nasceu simples e terminou a carreira ainda mais datado diante de Tracker, T-Cross e até Creta de gerações mais novas. Multimídia, câmera de ré e couro ajudam, mas não escondem o projeto antigo.
Equipamentos e espaço: o que ele entrega de verdade
Dependendo da versão, o ASX vinha com central multimídia, ar-condicionado automático, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, rodas de liga leve, câmera de ré e bancos em couro.
Era um pacote correto para a época. Hoje, soa básico em várias unidades à venda.
Os 409 litros de porta-malas resolvem a rotina de uma família pequena, mas não impressionam. O espaço traseiro é honesto. A posição de dirigir agrada bastante, com boa visibilidade e sensação de carro mais robusto que muito SUV compacto atual.
Mas será que isso basta em 2026? Para parte do público, sim. Para quem já se acostumou com painel digital, conectividade sem fio e assistências mais avançadas, não.
Vale comprar um ASX usado hoje ou é melhor mirar HR-V, Kicks e Renegade?
Se a prioridade é mecânica conhecida, o ASX continua na conversa. Ele agrada quem quer um SUV sem motor pequeno turbo, sem eletrônica exagerada e com chance de achar versão AWD.
Agora, se a busca é por menor consumo, cabine mais moderna e rede ampla de peças e oficinas independentes, HR-V, Kicks, Creta e alguns Renegade mais novos costumam facilitar a vida. E isso pesa muito depois da compra.
No papel, o ASX ainda parece uma boa ideia. A compra certa depende menos da versão e mais do histórico do carro. Revisões feitas no prazo, fluido do câmbio CVT em dia, suspensão sem folga e pneus iguais nos quatro cantos importam mais do que um acessório a mais.
Seguro também precisa entrar na conta antes da assinatura. Em algumas regiões, a cotação pode surpreender para cima. E peça de acabamento de Mitsubishi nem sempre tem a mesma oferta de Honda, Hyundai ou Chevrolet.
Antes de fechar negócio num ASX
- Consulte a FIPE do código exato da versão, não só do ano.
- Peça laudo cautelar e confira histórico de colisão.
- Verifique trocas de fluido do CVT e revisões registradas.
- Teste a suspensão em piso ruim e ouça ruídos secos.
- Cote seguro antes de visitar o cartório.

O ASX saiu de cena, mas não desapareceu dos classificados
O Mitsubishi ASX ficou fora das lojas, mas continua vivo no usado porque entrega um tipo de carro que muita gente ainda procura: SUV japonês de projeto simples, com motor maior e fama de aguentar uso sem drama quando bem cuidado.
O problema é o preço que ele ainda segura. Um ASX 2022 perto de R$ 99,8 mil já encosta em rivais mais novos, mais econômicos e mais fáceis de manter. A robustez do 2.0 aspirado compensa essa diferença ou o mercado está cobrando nostalgia demais por um projeto que se despediu em 2021?

