A Honda Biz completa 27 anos de produção contínua no Brasil sem nunca sair de linha. Mais de 4 milhões de unidades saíram da fábrica de Manaus, e a geração mais recente chegou com motor totalmente novo, mais potência e um sistema de freio CBS que dispensou o pedal tradicional.
Segue como a 2ª moto mais vendida do país, atrás só da CG 160, e líder isolada entre as motonetas. Entender o que mudou na geração atual ajuda a decidir entre a versão ES ou a EX, e se vale a pena trocar uma usada por uma zero.
| Ficha técnica Honda Biz 125 (2025/2026) | |
|---|---|
| Motor | Monocilíndrico, 123,9 cm³, refrigerado a ar, 2 válvulas OHC |
| Potência | Cerca de 9,2 cv a 7.500 rpm |
| Torque | Cerca de 1,04 kgf.m a 3.500 rpm |
| Transmissão | Semiautomática rotativa de 4 marchas, partida elétrica |
| Tanque | 5,0 litros |
| Peso | 96 kg em ordem de marcha |
| Versões | ES (entrada) e EX (topo de linha) |
27 anos de história: da C-100 Biz aos 4 milhões de unidades
A Honda lançou a Biz no Brasil em 1998, como C-100 Biz, sucessora direta da C100 Dream. Em 2005, o motor cresceu para 124,9 cm³ e a moto virou Biz 125, nome que carrega até hoje.
2009 marcou outro salto: a Biz foi a primeira moto de baixa cilindrada no Brasil com injeção eletrônica PGM-FI. A versão Flex chegou em 2011, e em setembro de 2021 a Honda anunciou a marca de 4 milhões de unidades produzidas em Manaus.
Motor novo: mais potência e ainda mais economia
A geração de 2025 trouxe motor redesenhado, com ganho de 14,4% de potência e 15,7% de torque frente à Biz 110i anterior. A transmissão secundária também mudou, de corrente 428 para 420, reduzindo perda por atrito.
O consumo é o que sustenta a fama da Biz. A Honda declara 62,8 km/l em ciclo urbano, com autonomia de cerca de 314 km. Testes de imprensa em uso real relatam entre 45 km/l e mais de 70 km/l dependendo do estilo de condução, o que reforça por que a moto é sinônimo de economia no Brasil.
Versões ES e EX: qual escolher
A linha atual tem apenas duas versões, sem variações intermediárias:
- ES: versão de entrada, só gasolina, freio a tambor nas duas rodas, rodas raiadas de aço, a mais em conta da linha.
- EX: versão Flex (gasolina e etanol), freio a disco de 220 mm na dianteira, rodas de liga leve com pneus sem câmara, considerada o topo de linha.
As duas usam o sistema CBS (Combined Brake System), que distribui a frenagem entre as rodas ao acionar a alavanca esquerda, sem o pedal tradicional de freio traseiro.

Preço da Honda Biz 125 0km em 2026
A versão ES parte de valores mais próximos de R$ 12 mil na tabela de lançamento, enquanto a EX começa perto de R$ 15 mil. No varejo, os preços costumam ficar mais altos, com a ES girando em torno de R$ 16 mil e a EX perto de R$ 19,6 mil, conforme região e concessionária.
Antes de comprar uma usada, vale checar a tabela FIPE atualizada e consultar a placa do veículo para descartar restrição, sinistro ou furto.
Prós e contras da Honda Biz 125
👍 Pontos fortes
- Consumo: entre as mais econômicas do mercado brasileiro
- Durabilidade: relatos de unidades passando dos 100 mil km
- Praticidade: compartimento no para-lamas, entrada USB-C, painel digital
- Garantia: 3 anos sem limite de km, mais 7 revisões de óleo grátis
👎 Pontos fracos
- Tanque pequeno: 5 litros exigem abastecimento frequente
- Potência baixa: 9,2 cv não empolgam quem busca desempenho
- Versão ES: só roda a gasolina, sem opção flex
- Freio a tambor: presente nas duas rodas da versão de entrada

Honda Biz 125 vale a pena em 2026?
Para quem quer uma moto urbana, econômica e barata de manter, sim. É por isso que ela segue firme como a moto mais popular do Brasil fora da categoria trail, disputando posição de honra com a Honda Bros 160 nos rankings de venda.
Quem já tem a Biz e busca algo levemente maior pode olhar para a Honda Elite 125 ou a Honda Pop 100, ambas na mesma família de scooters econômicas.
Vinte e sete anos sem sair de catálogo não é sorte, é fórmula testada: a Biz prova que economia de combustível, simplicidade mecânica e rede de assistência ampla continuam vendendo mais que qualquer promessa de potência.
