A Zontes 368G em pré-venda no Brasil chega com uma proposta rara por aqui: maxi-scooter aventureiro de verdade, pensado para cidade, estrada e terra leve. Abaixo, você vê 12 pontos para entender onde ela acerta, onde cobra caro e por que esse lançamento mexe com um nicho ainda pequeno.
Não é scooter urbano de shopping. Também não é trail de trilha pesada. A 368G ocupa o meio do caminho, com motor de 368 cm³, 39 cv, rodas raiadas e um pacote eletrônico que pouca moto dessa faixa entrega.
Antes do ranking, vale organizar a história. O preço público sugerido é de R$ 45.800, sem frete, com produção em Manaus, garantia de 3 anos e entregas prometidas para julho de 2026.
| Posição | Tema | Preço/base | Destaque |
|---|---|---|---|
| 12 | Comentários | R$ 45.800 | Preço divide opiniões no nicho |
| 11 | Zontes 125X | Sem preço oficial no Brasil | Mostra espaço para ampliar a linha |
| 10 | Consórcio Nacional Suzuki | Financiamento pesa nessa faixa | Forma de compra importa |
| 9 | Produção em Manaus e entregas | R$ 45.800 | Primeiras unidades em julho de 2026 |
| 8 | Notícias relacionadas | Faixa média premium | Honda ADV 350 é a rival natural |
| 7 | Principais destaques | R$ 45.800 | 52 litros sob o banco e tanque de 17,5 l |
| 6 | Preço e disponibilidade | R$ 45.800 | Pré-venda já aberta |
| 5 | Primeiras impressões | Maxi-scooter aventureiro | Visual robusto e uso misto leve |
| 4 | Conviver com o 350E | Mesma faixa de marca | Propostas bem diferentes |
| 3 | Tecnologias | Pacote acima da média | Câmeras, TFT e cruise control |
| 2 | Motor de 39 cv | 368 cm³ | CVT com foco em uso misto |
| 1 | Ir além do asfalto | R$ 45.800 | Subsegmento quase vazio no Brasil |
O conjunto técnico ajuda a explicar a aposta. A Zontes calibrou a moto para o combustível brasileiro, montou a produção em Manaus e trouxe itens que normalmente aparecem em modelos mais caros.
| Especificação | Zontes 368G |
|---|---|
| Segmento | Maxi-scooter aventureiro |
| Motor | Monocilíndrico |
| Cilindrada | 368 cm³ |
| Potência | 39 cv |
| Torque | 4 kgfm |
| Câmbio | Automático CVT |
| Freios | ABS de dois canais |
| Controle de tração | Sim, desligável na traseira |
| Modos de pilotagem | 2 |
| Acelerador eletrônico | Sim |
| Cruise control | Sim |
| Painel | TFT de 8″ |
| Câmeras | Dianteira e traseira Full HD |
| Armazenamento interno | 128 GB |
| Portas USB | 6 |
| Iluminação | Full LED com faróis auxiliares |
| Rodas | Raiadas com pneus sem câmara |
| Aro dianteiro | 17 |
| Suspensão dianteira | Invertida de longo curso |
| Suspensão traseira | Amortecedores a gás |
| Vão livre do solo | 180 mm |
| Porta-objetos | Cerca de 52 litros sob o banco |
| Tanque | 17,5 litros |
| Garantia | 3 anos |
| Preço público sugerido | R$ 45.800 |
Mercado pequeno, briga grande. Quem quiser acompanhar o comportamento do setor pode consultar os balanços oficiais da Fenabrave, porque scooter médio premium ainda depende muito de rede, confiança e revenda.
12. Comentários

R$ 45.800. Esse valor vai dividir a conversa no Brasil antes mesmo da primeira unidade rodar. Muita gente vai olhar só a etiqueta. Outros vão olhar o pacote e entender por que a Zontes escolheu subir de faixa.
Quem compra nesse nível não quer apenas CVT e carenagem bonita. Quer eletrônica, conforto, espaço e alguma versatilidade fora do asfalto. A 368G responde com TFT de 8″, cruise control, câmeras Full HD e 52 litros sob o banco.
Mas tem a pergunta que sempre volta. E a revenda? Marca nova, nicho pequeno e preço alto formam uma conta sensível. O produto parece bem amarrado, só que o pós-venda ainda vai precisar provar serviço.
11. Zontes 125X: o novo scooter urbano que chega para abalar a categoria. Seria uma boa no Brasil?

Esse título aponta para outra direção. Um 125 urbano falaria com volume, entrega e uso diário. A 368G, não. Ela entra numa faixa adulta, mais cara e bem menos popular.
Na prática, isso ajuda a entender a estratégia da marca. Um modelo de entrada puxaria público. A 368G funciona como vitrine tecnológica, com acabamento robusto, proposta crossover e fabricação em Manaus.
Se a Zontes ampliar a linha no Brasil, faz sentido. Primeiro, mostra serviço com um produto de imagem forte. Depois, desce a escada. Só que hoje o foco é claro: a 368G quer abrir espaço num nicho quase vazio.
10. Consórcio Nacional Suzuki é reestruturado e tem nova administradora

Parece um assunto lateral, mas não é tão lateral assim. Em duas rodas, forma de compra pesa muito. Ainda mais quando o valor inicial passa dos R$ 45 mil e o frete nem entra na conta.
Quem cogita a 368G pode até pagar à vista. Só que muita venda dessa faixa anda por financiamento e consórcio. Se a Zontes quiser ganhar corpo, vai precisar facilitar esse caminho nas concessionárias.
Produto sozinho não fecha negócio. Seguro, parcela, prazo e disponibilidade de peças entram juntos. E num lançamento de nicho, isso pesa quase tanto quanto os 39 cv do motor.
9. Zontes 368G já é produzido em Manaus; detalhes e previsão de entrega das primeiras unidades

A produção em Manaus é um dos pontos mais relevantes desse lançamento. Ela reduz a dependência de importação fechada, ajuda na logística e melhora a chance de abastecimento mais regular para a rede.
As primeiras entregas estão previstas para julho de 2026. A marca também ajustou homologação e calibração ao combustível nacional e às exigências ambientais brasileiras. Isso evita o erro clássico de trazer moto estrangeira mal adaptada.
Tem mais. As cores citadas para o Brasil são preta, cinza, verde e marrom. Não muda a essência do produto, claro, mas mostra que a Zontes quer vender a 368G como modelo de linha, não como lote de ocasião.
8. Notícias relacionadas

Para o leitor brasileiro, a comparação mais direta é com a Honda ADV 350. É a referência natural em proposta aventureira, mesmo com a Honda carregando vantagem clara em rede, nome forte e liquidez de revenda.
Dentro da própria marca, o 350E ajuda a localizar a 368G. Um é mais urbano e turístico. O outro puxa para a estrada ruim, para a terra batida e para quem quer postura mais alta.
Também existe espaço para olhar BMW C 400 X e scooters médias premium importadas. Só que a Zontes tenta entrar por outra porta: mais equipamento e imagem aventureira, sem chegar ao preço de modelos maiores.
7. Zontes 368G — principais destaques
O primeiro destaque está no conjunto ciclístico. Rodas raiadas, pneus sem câmara, aro 17 na dianteira e suspensão invertida de longo curso não aparecem por acaso. A ideia aqui é encarar piso ruim sem drama.
Outro ponto forte é a praticidade. O compartimento sob o assento leva cerca de 52 litros e, segundo a marca, comporta dois capacetes fechados. Para uso diário e fim de semana, isso muda bastante a rotina.
Some aí o tanque de 17,5 litros, o protetor de cárter, as barras na carenagem, os protetores de mãos e as pedaleiras retráteis para pilotagem em pé. Não é moto de trilha pesada, mas também não é scooter de calçada lisa.
6. Preço e disponibilidade do Zontes 368G
A pré-venda já está aberta no Brasil por R$ 45.800. Sem frete. Esse detalhe importa, porque em várias praças o valor final vai subir e encostar em territórios onde o comprador começa a pensar duas vezes.
Compensa? Depende do que você procura. Se a meta for só mobilidade urbana confortável, há opções mais baratas. A 368G tenta justificar a cobrança com eletrônica farta, tanque grande e aptidão para uso misto.
O cronograma aponta julho de 2026 para as primeiras unidades. Para um lançamento de nicho, prazo curto ajuda. Se atrasar, esfria rápido. Esse tipo de produto vive muito do impulso inicial.
5. Primeiras impressões do Zontes 368G
De cara, a 368G passa uma sensação menos urbana que a maioria dos scooters médios. O visual é alto, encorpado e cheio de proteção. Parece mais próxima de uma crossover do que de um scooter de deslocamento puro.
A leitura do pacote é bem clara. Ela foi pensada para asfalto ruim, estradas vicinais e viagens curtas sem sofrimento. O vão livre de 180 mm e as pedaleiras retráteis reforçam essa intenção.
Tem limite, claro. Chamar isso de off-road sem ressalva seria exagero. Terra leve, cascalho e trecho esburacado, tudo bem. Trilha pesada, erosão funda e uso de enduro, esquece.
4. 368G chega para conviver com o 350E
A convivência com o 350E não parece problema. Pelo contrário. Os dois ocupam espaços diferentes dentro da mesma marca e ajudam a Zontes a conversar com públicos distintos.
O 350E fala mais com quem roda muito em cidade e estrada asfaltada, buscando conforto e turismo leve. A 368G sobe o tom aventureiro, com rodas raiadas, proteção extra e postura mais pronta para piso ruim.
Isso é inteligente. Em vez de disputar o mesmo cliente com duas motos parecidas, a marca cria degraus. Uma mais urbana. Outra mais ousada. O desafio está em explicar essa diferença bem no showroom.
3. As tecnologias do Zontes 368G
A eletrônica é o argumento mais forte da 368G. Ela traz acelerador eletrônico, dois modos de pilotagem, cruise control, ABS de dois canais e controle de tração com desligamento da roda traseira.
Tem mais coisa. O painel TFT de 8″ conversa com o app Zontes Smart, aceita navegação por mapas e Bluetooth. As câmeras dianteira e traseira gravam em Full HD com 128 GB de armazenamento interno.
Seis portas USB e iluminação full LED com faróis auxiliares fecham o pacote. É bastante equipamento para um scooter dessa faixa. Em tecnologia embarcada, ela entra forte no mercado brasileiro.
2. Motor de 39 cv e pacote eletrônico voltado à aventura
O motor é monocilíndrico, tem 368 cm³, entrega 39 cv e 4 kgfm. Números honestos para a proposta. Não é foguete, mas também passa longe da sensação anêmica de scooter pequeno em estrada.
O câmbio é CVT, como se espera no segmento. A diferença está no entorno. Esse conjunto trabalha com rodas raiadas, suspensão de curso maior e pacote eletrônico pensado para ampliar o uso além da cidade.
A adaptação ao combustível brasileiro também pesa. Pode parecer detalhe burocrático, só que não é. Moto mal calibrada sofre no uso real, consome mal e envelhece pior. Aqui, a marca fez o dever de casa.
1. Zontes 368G é um scooter para ir além do asfalto
Esse é da 368G. Ela não tenta ser só confortável. Tenta ser versátil. No Brasil, onde muito trajeto mistura asfalto ruim, lombada alta, estrada vicinal e cidade esburacada, isso faz sentido.
Por isso a moto inaugura um subsegmento raro por aqui. Maxi-scooter aventureiro ainda é exceção. A 368G chega para testar se existe público disposto a pagar caro por conforto de scooter com cara de trail.
O pacote técnico convence mais do que a etiqueta assusta. Só que lançamento de nicho não vive apenas de ficha técnica. Vai depender de rede, peça, seguro e revenda. A pergunta que fica é simples: o brasileiro topa apostar R$ 45.800 numa Zontes tão cedo?
