Tabela FIPE Toyota Hilux CD 4x2 2.4 Diesel

Toyota Hilux CD 4x2 2.4 Diesel — Ilustração
Toyota Hilux CD 4x2 2.4 Diesel — Ilustração · Divulgação Toyota
R$ 31.958,00 1998 — maio de 2026 +0.3% vs mês anterior

Código FIPE: 002014-1

Visão geral

A Toyota Hilux CD 4x2 2.4 Diesel faz parte da geração global lançada em 2015 e que consolidou a picape como uma das referências do segmento no Brasil. Aqui, ela aparece com motor 2.4 turbodiesel D-4D, 160 cv e câmbio manual ou automático, dependendo do ano e da versão. No mercado, a Hilux sempre jogou no time da robustez, da revenda forte e da reputação de carro que aguenta trabalho pesado sem drama.

Essa cabine dupla 4x2 mira quem quer uma picape média para uso misto, com rotina de cidade, estrada e demanda ocasional de carga, mas sem a necessidade real de tração nas quatro rodas. A linha Hilux se manteve como líder entre as picapes médias no Brasil desde 2016, e isso ajuda a explicar por que o modelo continua tão valorizado mesmo nos usados.

Na prática, é um carro para quem aceita pagar mais na compra e também conviver com custos acima da média em troca de liquidez, durabilidade percebida e rede Toyota bem estruturada. Não é uma picape de proposta barata; é uma compra racional para quem prioriza segurança de revenda e reputação mecânica.

Para quem é esse carro

É para o comprador que quer uma picape diesel de imagem forte, boa aceitação no mercado e uso misto entre trabalho e família. Também faz sentido para quem valoriza rede ampla de atendimento, pós-venda conhecido e uma mecânica que costuma inspirar confiança no segmento.

Quem procura baixo custo de compra e manutenção, ou quer o conforto e a dirigibilidade mais próximos de um SUV/automóvel, deve passar longe. A Hilux entrega muito em robustez e revenda, mas cobra caro por isso — e a versão 4x2 diesel não é a escolha mais lógica para quem realmente precisa de tração fora de estrada.

Preços por ano — Toyota Hilux CD 4x2 2.4 Diesel

Ano Combustível Preço FIPE Código FIPE
1998 Diesel R$ 31.958,00 002014-1
1997 Diesel R$ 31.178,00 002014-1
1996 Diesel R$ 28.749,00 002014-1
1995 Diesel R$ 27.715,00 002014-1
1994 Diesel R$ 18.506,00 002014-1
1993 Diesel R$ 16.218,00 002014-1
1992 Diesel R$ 14.268,00 002014-1

Valores referentes a maio de 2026. Fonte: FIPE.

Depreciação — Toyota Hilux CD 4x2 2.4 Diesel

Evolução do preço FIPE por ano-modelo:

Histórico de preços — últimos meses

Toyota Hilux CD 4x2 2.4 Diesel 1998:

Ficha técnica — Toyota Hilux CD 4x2 2.4 Diesel

Motor 2.4L
Combustível Diesel
Tração 4X2
Código FIPE 002014-1
Anos disponíveis 7

Pontos fortes

  • Liderança de mercado: a Toyota informa que a Hilux é líder entre as picapes médias no Brasil desde 2016, o que reforça aceitação, liquidez e força de marca.
  • Oferta diesel e tração 4x2/4x4: a linha cabine dupla tem versões diesel com diferentes propostas de uso, incluindo configurações 4x2 e 4x4, além de câmbio manual ou automático conforme ano e versão.
  • Rede e pós-venda fortes: a Toyota trabalha com Revisão Expressa, assistência 24 horas e programa Toyota 10, além de uma rede ampla de concessionárias.
  • Consumo homologado conhecido: em uma das configurações diesel 4x4, a marca divulga 9,3 km/l na cidade e 10,0 km/l na estrada, números consistentes para uma picape média.
  • Boa reputação no mercado: comparativos e matérias especializadas seguem tratando a Hilux como referência de robustez e confiabilidade entre as picapes médias.
  • Versões de entrada com proposta de trabalho: há opções como a STD Power Pack Diesel Manual, pensadas para uso utilitário e frota, com foco em racionalidade.
  • Valor de revenda e percepção de durabilidade: a liderança prolongada do modelo ajuda a sustentar alta liquidez no mercado de usados, algo raro em picape média diesel.

Pontos fracos

  • Preço de revisões e manutenção pode ser alto: há relatos e matérias mostrando que manter uma Hilux não sai barato, com revisões e reparos que podem pesar bastante no orçamento.
  • Relatos de problemas em motores diesel: já houve casos documentados de quebra de corrente de sincronismo em motores diesel da Hilux e SW4, algo que assusta porque pode gerar reparo caro.
  • Sensível à qualidade do diesel: reportagens e reclamações de usuários apontam falhas ligadas a diesel contaminado ou com água, então o carro exige cuidado real com combustível e filtragem.
  • Conforto e acabamento não lideram a categoria: rivais mais novos costumam oferecer mais equipamentos, enquanto a Hilux sustenta a briga muito mais pela reputação do que pelo pacote de conforto.
  • Consumo real pode variar bastante: os números oficiais são de laboratório, então o uso cotidiano pode ficar bem acima ou abaixo do divulgado, dependendo de trânsito, carga e modo de condução.
  • Versões 4x2 diesel são menos comuns em comparativos recentes: isso reduz a quantidade de referências específicas sobre desempenho, consumo e comportamento dessa configuração exata.

Versões e qual comprar

A linha Hilux cabine dupla diesel vai das versões mais simples e utilitárias até opções mais completas e voltadas a conforto. A escolha certa depende menos do nome da versão e mais do uso real: trabalho pesado, rodagem diária, conforto ou pacote completo.

  • STD Power Pack Diesel Manual — é a opção de entrada, com foco utilitário. Vale a pena quando a prioridade é comprar uma Hilux mais racional, para trabalho e frota, e não faz sentido pagar mais por itens de conforto.
  • SR Diesel — sobe um degrau em equipamentos e acabamento. Faz sentido para quem quer uma picape para o dia a dia sem ir para os preços mais altos das versões intermediárias e superiores.
  • SRV Diesel — costuma ser o meio-termo mais interessante, com mais tecnologia e conforto sem entrar no território mais caro da linha. É a escolha mais equilibrada para uso misto.
  • SRX Diesel — é a configuração mais equipada da linha convencional, com foco em conforto, segurança e acabamento. Vale quando o comprador quer pacote completo e aceita pagar mais por isso.
  • SRX Plus Diesel — adiciona itens extras de conforto, como bancos dianteiros ventilados. Faz sentido para quem quer o máximo da linha convencional e usa a picape também como veículo de família.

Se a ideia é equilíbrio entre conteúdo e preço, a SRV Diesel tende a entregar o melhor custo-benefício dentro da linha. Se o uso for mais de trabalho e o orçamento apertar, a STD Power Pack resolve; se a intenção for revenda forte e pacote completo, SRX e SRX Plus entram mais por desejo do que por racionalidade.

Consumo e custo de rodagem

Os números de consumo para a Hilux diesel ficam na faixa de 9,3 km/l a 10,1 km/l na cidade e de 10,0 km/l a 11,3 km/l na estrada, dependendo da versão e da transmissão. A Toyota informa que os dados oficiais são de laboratório, então o uso real pode variar bastante — e, numa picape média diesel, isso é normal.

No custo de rodagem, o ponto de atenção é claro: peças e manutenção podem ser caros, especialmente em casos fora da rotina ou quando há problema ligado a combustível contaminado. A rede Toyota ajuda no atendimento, mas não transforma a Hilux em carro barato de manter; ela só reduz o risco de dor de cabeça por falta de estrutura.

Problemas conhecidos e recalls

No geral, a Hilux tem boa fama de confiabilidade, mas isso não significa carro imune a problema. Existem relatos documentados de falhas específicas em motores diesel e de sensibilidade alta à qualidade do combustível, então a manutenção preventiva e o cuidado com o abastecimento fazem diferença real.

  • Quebra da corrente de sincronismo em motores diesel — caso relatado em Hilux e SW4, com frequência ocasional; em alguns relatos, apareceu antes dos 30.000 km, embora também haja ocorrências em uso mais elevado.
  • Falhas associadas a diesel contaminado ou com água no combustível — problema ocasional, com risco de perda de funcionamento e alerta para filtro e qualidade do combustível.
  • Carbonização e perda de potência em motores diesel antigos da Hilux (2006 a 2013) — ocorrência rara, geralmente associada a uso prolongado.

Em relação a recalls, a página oficial da Toyota Brasil indicava, no momento consultado, que não havia campanhas ativas disponíveis. Há histórico de recall em 2015 por risco de falha na programação do módulo do airbag em certos anos e modelos, e a campanha foi resolvida.

Principais concorrentes

  • Chevrolet S10 diesel — rival direta na categoria de picapes médias diesel com cabine dupla e foco em uso misto e trabalho. A faixa de preço costuma ficar próxima da Hilux, variando por ano e versão.
  • Ford Ranger diesel — compete em porte, proposta e motorização diesel, mirando o mesmo comprador de picape média. Também aparece numa faixa de preço próxima, dependendo do ano e da configuração.
  • Mitsubishi L200 Triton diesel — tradicional concorrente no segmento, especialmente para quem busca uso utilitário e fora de estrada. O preço também varia perto da faixa da Hilux, conforme ano e versão.
  • Nissan Frontier diesel — briga no mesmo território de picapes médias a diesel com cabine dupla. Costuma disputar o cliente de uso misto, com preços próximos à Hilux em várias faixas de mercado.

Análise de preço FIPE

Na FIPE de abril de 2026, a Hilux CD 4x2 2.4 Diesel aparece com uma faixa relativamente larga, indo de R$ 14.289,00 no ano 1992 até R$ 31.865,00 no ano 1998. Entre os anos mais próximos, a variação é gradual: 1997 está em R$ 31.006,00, 1996 em R$ 28.790,00, 1995 em R$ 27.441,00 e 1994 em R$ 18.532,00. Isso mostra uma depreciação acumulada importante nos mais antigos, mas com certa sustentação nos modelos dos anos finais da faixa.

Comparando com o mercado de usados de picapes médias diesel, a Hilux segue com preço sustentado pela marca, mesmo quando envelhece. Como as faixas de concorrentes também orbitam valores próximos por ano e versão, a Hilux tende a ser uma compra mais cara, porém mais fácil de revender. Para quem vai comprar, os preços ainda pedem cautela: só vale pagar forte se o estado de conservação estiver muito acima da média; para quem vai vender, o cenário é melhor, porque a procura continua firme.

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O que os brasileiros pesquisam sobre este carro

As dúvidas mais comuns giram em torno de consumo, custo de manutenção, confiabilidade, escolha entre 4x2 e 4x4, valor de revenda e situação de recall. Abaixo, as respostas diretas para o que mais pesa antes da compra.

A Hilux diesel é econômica?

Os dados oficiais e comparativos mostram consumo moderado para uma picape média diesel, com números na casa de 9,3 km/l a 10,1 km/l na cidade e até 11,3 km/l na estrada, dependendo da configuração. Não é uma campeã de economia, mas entrega algo esperado para a categoria. No uso real, o resultado varia bastante com trânsito, carga e modo de condução.

A manutenção da Hilux é cara?

Sim, há histórico de revisões e reparos com custo relevante. A rede Toyota ajuda na previsibilidade e no atendimento, mas isso não significa manutenção barata. Em caso de problema fora da rotina, especialmente envolvendo diesel, o prejuízo pode subir rápido.

A Hilux dá muito problema?

Não existe sinal de problema generalizado em toda a linha, mas há relatos documentados de falhas em motores diesel e sensibilidade ao combustível. Ou seja: é um carro com boa fama, mas que exige compra e uso cuidadosos. A reputação ajuda, só não faz milagre.

Vale mais comprar versão 4x2 ou 4x4?

Depende do uso. A 4x2 atende melhor quem roda basicamente em cidade e estrada pavimentada, e quer manter o custo mais contido. A 4x4 faz mais sentido para fora de estrada, trabalho pesado e quem realmente usa tração extra.

A Hilux tem boa revenda?

Sim, e esse é um dos maiores argumentos a favor dela. A liderança do modelo no segmento brasileiro desde 2016 é um sinal forte de aceitação e liquidez no mercado de usados. Na prática, vender costuma ser mais fácil do que com muitos rivais.

Existe recall ativo para a Hilux hoje?

No momento consultado, a página oficial da Toyota Brasil indicava que não havia campanhas de recall disponíveis. Então, no cenário atual, não há chamado ativo registrado para o modelo. Ainda assim, vale sempre conferir o chassi na rede oficial antes da compra.

Veredito

A Toyota Hilux CD 4x2 2.4 Diesel vale a pena para quem quer robustez, revenda forte e um carro de trabalho/família com reputação consolidada. Não é a compra mais barata, nem a mais confortável, nem a que entrega o menor custo por quilômetro — mas entrega segurança de mercado e uma sensação real de durabilidade. Eu compraria se o foco fosse uso misto, orçamento folgado para manutenção e prioridade máxima em liquidez. Agora, se a sua meta é economizar na compra e no dia a dia, esse carro não é a escolha certa.