Tabela FIPE Toyota Hilux 4x2 2.8 Diesel

Toyota Hilux 4x2 2.8 Diesel — Ilustração
Toyota Hilux 4x2 2.8 Diesel — Ilustração · Divulgação Toyota
R$ 31.828,00 1999 — maio de 2026 +1% vs mês anterior

Código FIPE: 002031-1

Visão geral

A Toyota Hilux de oitava geração chegou ao mercado global em 2015 e, desde então, foi recebendo atualizações de mecânica e equipamentos sem perder a fórmula que a transformou em referência entre picapes médias. No Brasil, a linha 2.8 turbodiesel virou sinônimo de robustez, rede ampla de assistência e revenda forte, com opções 4x2 e 4x4 para perfis bem diferentes de uso.

Na prática, estamos falando de uma picape média com motor Diesel 2.8 L 16V Turbo, câmbio manual ou automático de 6 marchas, dependendo da versão e do ano. É um projeto sobre chassi, feito para trabalho pesado, estrada e carga, e menos para quem espera o comportamento macio de um SUV.

Para quem é esse carro

A Hilux 4x2 2.8 diesel faz mais sentido para quem usa a picape no trabalho e também quer um carro que aguente rotina familiar, estrada e carga sem drama. É uma escolha racional para quem valoriza robustez, revenda e a tranquilidade de ter Toyota na rede de atendimento.

Se você quer conforto de carro de passeio, consumo baixo na cidade ou custo inicial e de manutenção enxuto, melhor olhar para outra coisa. A versão 4x2 também perde sentido se sua rotina pede lama, areia fofa ou off-road pesado, porque aí a tração integral faz diferença de verdade.

Preços por ano — Toyota Hilux 4x2 2.8 Diesel

Ano Combustível Preço FIPE Código FIPE
1999 Diesel R$ 31.828,00 002031-1
1998 Diesel R$ 25.935,00 002031-1
1997 Diesel R$ 24.559,00 002031-1

Valores referentes a maio de 2026. Fonte: FIPE.

Depreciação — Toyota Hilux 4x2 2.8 Diesel

Evolução do preço FIPE por ano-modelo:

Histórico de preços — últimos meses

Toyota Hilux 4x2 2.8 Diesel 1999:

Ficha técnica — Toyota Hilux 4x2 2.8 Diesel

Motor 2.8L
Combustível Diesel
Tração 4X2
Código FIPE 002031-1
Anos disponíveis 3

Pontos fortes

  • Motor 2.8 turbodiesel forte — a ficha Toyota aponta o 2.8 L 16V Turbo com 204 cv e 42,8 kgfm na configuração cabine simples 4x2/4x4, o que entrega sobra de força para estrada, carga e ultrapassagens.
  • Capacidade de carga elevada — na ficha técnica, a Hilux 2024 aparece com capacidade de carga de até 1.190 kg na cabine simples e tanque de 80 litros, combinação boa para trabalho de verdade.
  • Boa aptidão fora de estrada — mesmo sem ser 4x4, o projeto tem vão livre do solo de 269 mm e bons ângulos de ataque e saída na cabine simples, o que ajuda em rampas, valetas e pisos ruins.
  • Conjunto mecânico bem avaliado em teste — avaliações destacam o motor 2.8 turbodiesel com câmbio automático como afinado e pronto para uso pesado, além do acionamento eletrônico da tração nas versões adequadas.
  • Fama de robustez e revenda — a Hilux carrega imagem de referência do segmento, algo que pesa bastante na hora de vender depois e ajuda a sustentar valor de mercado.

Pontos fracos

  • Rodagem firme em piso ruim — o eixo rígido e a construção sobre chassi deixam o rodar pesado e saltitante, algo comum em picapes médias, mas que incomoda mais quem usa muito na cidade.
  • Pacote de equipamentos pode ser enxuto em versões de entrada — nas configurações mais básicas, a relação de itens pode ficar devendo frente a rivais mais bem recheadas, então o preço não parece tão simpático assim.
  • Histórico de críticas à estabilidade em manobras bruscas — é um ponto já comentado em testes e faz parte do comportamento típico de picape alta, exigindo atenção maior em condução mais agressiva.
  • Custo de revisão acima da média — há relatos de revisões passando de R$ 4 mil em contexto de garantia, e a percepção geral é de peças e mão de obra mais caras que a média do segmento.
  • Risco de dor de cabeça com diesel e uso severo — já houve reportagens sobre casos de quebra de corrente de comando no 2.8 turbodiesel, com relatos atribuídos por donos à qualidade do combustível e ao uso pesado.

Versões e qual comprar

A linha diesel da Hilux costuma trabalhar com uma escada clara: versões mais simples para foco em trabalho e opções intermediárias e superiores para quem quer misturar serviço, família e mais conforto. A escolha certa depende muito menos do nome da versão e muito mais de quanto equipamento você faz questão de ter a bordo.

  • STD Power Pack — é a porta de entrada diesel, mais funcional e com foco em trabalho. Vale a pena quando a prioridade é comprar uma Hilux para uso profissional e gastar menos dentro da própria linha. Não compensa se você quer conforto e pacote mais completo.
  • SR — fica no meio do caminho entre preço e conteúdo, normalmente com mais conforto e segurança que as versões iniciais. É uma boa escolha para quem usa a picape no dia a dia e quer evitar o extremo básico. Se o orçamento apertar, pode não ser o melhor negócio frente às versões superiores usadas.
  • SRV — adiciona mais acabamento, conforto e tecnologia, ficando melhor resolvida para uso misto trabalho/família. Vale mais a pena quando você quer a Hilux sem ficar com a sensação de estar “economizando no lugar errado”.
  • SRX — é a mais equipada da linha convencional diesel e faz sentido para quem quer conteúdo, segurança e revenda forte. Não é a compra mais racional se a meta for só carga e utilidade.
  • GR-Sport / GR-S — tem apelo visual e calibração exclusiva, com forte foco em imagem. Compensa mais para quem quer presença e pacote diferenciado do que para quem está buscando racionalidade financeira.

Hoje, o melhor custo-benefício tende a ficar na SRV: ela entrega um equilíbrio mais honesto entre equipamento, uso diário e valor percebido, sem subir demais para o território de preço das top de linha. Para trabalho puro, a STD Power Pack faz mais sentido; para quem quer a Hilux “certa” sem exagero, a SRV é o ponto mais equilibrado.

Consumo e custo de rodagem

Não há números oficiais verificáveis de consumo para a versão exata 4x2 2.8 diesel no padrão brasileiro disponíveis aqui. O que existe de forma confiável é a observação de que a etiqueta consultada de consumo traz dados de Hilux diesel 4x4, não da 4x2 específica, então seria chute inventar cidade e estrada para essa configuração.

No custo de rodagem, o cenário é o de uma picape robusta, mas com manutenção percebida como mais cara que a média. Há relatos de revisões elevadas e a marca costuma cobrar mais em peças e mão de obra, embora compense com rede ampla e boa liquidez na revenda; em resumo, não é a compra para quem quer economizar centavo por quilômetro.

Problemas conhecidos e recalls

No geral, a Hilux tem fama de confiável, mas não é um carro blindado contra desgaste, combustível ruim ou uso severo. O projeto tem pontos conhecidos de comportamento e alguns relatos mecânicos que merecem atenção antes da compra, especialmente em exemplares diesel mais rodados.

  • Quebra de corrente de comando no motor 2.8 turbodiesel — apareceu em relatos publicados, de forma ocasional, sem km exato definido, mas com casos ligados ao uso e à condição do combustível.
  • Falhas associadas à qualidade do diesel e a sistemas do motor/garantia — também aparecem de forma ocasional em relatos de donos, sem padrão de quilometragem fechado.
  • Estabilidade em manobras bruscas e rodagem dura — é uma característica comum desde novo, mais ligada ao projeto de picape sobre chassi do que a defeito pontual.

Em 2024, a Toyota foi citada em matérias sobre uma irregularidade global em motor diesel, mas a marca afirmou que as unidades brasileiras de Hilux e SW4 não foram afetadas pela fraude de certificação. O caso foi tratado como resolvido no mercado local.

Principais concorrentes

  • Chevrolet S10 — disputa a mesma faixa de picape média diesel, com versões 4x2 e 4x4 e foco em uso misto e trabalho. A faixa de preço gira em torno de R$ 220 mil a R$ 330 mil, dependendo do ano e da versão.
  • Ford Ranger — rival direta em porte, robustez e oferta diesel, com apelo forte nas versões intermediárias e topo. Os preços ficam, em geral, entre R$ 230 mil e R$ 380 mil.
  • Mitsubishi L200 Triton — concorrente tradicional entre as picapes médias diesel, muito lembrada em trabalho e fora de estrada. A faixa costuma ficar entre R$ 160 mil e R$ 300 mil, conforme ano e versão.

Análise de preço FIPE

Na FIPE de abril de 2026, a Toyota Hilux Diesel aparece com R$ 24.594,00 para 1997, R$ 25.972,00 para 1998 e R$ 31.513,00 para 1999. A curva mostra uma variação moderada entre os anos, com a 1999 cerca de R$ 6.919 acima da 1997, sinal de depreciação já bem acomodada em carros mais antigos, mas ainda com valor de mercado sustentado pela fama do modelo.

Comparando com concorrentes do dossiê, a Hilux preserva um piso de valor competitivo dentro do universo de picapes médias usadas, ainda que a diferença de anos pesando pouco na tabela mostre que o modelo já entrou numa fase em que o estado de conservação manda mais que o ano. Para comprar, é bom momento se você achar uma unidade íntegra e bem cuidada; para vender, a imagem forte ajuda, mas não espere milagre se a picape estiver cansada ou com histórico duvidoso.

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O que os brasileiros pesquisam sobre este carro

Perguntas reais de compradores e donos, com respostas curtas.

A Hilux 4x2 2.8 diesel vale a pena?

Vale para quem quer uma picape diesel robusta, com revenda forte e uso misto. Se você precisa de tração 4x4, aí ela perde o sentido.

A versão 4x2 é suficiente para trabalho?

Sim, para uso em estrada, cidade e carga em piso firme. Ela não é a melhor escolha para lama, areia fofa ou off-road pesado.

O motor 2.8 diesel é confiável?

A reputação geral é positiva. Ainda assim, existem relatos pontuais de problemas de corrente de comando e queixas ligadas ao diesel.

A manutenção da Hilux é cara?

Sim, a percepção de mercado e relatos de consumidores apontam custo acima da média entre as picapes médias. A vantagem é a ampla rede da Toyota.

Qual a principal diferença para a 4x4?

A 4x4 adiciona capacidade de tração em pisos de baixa aderência e uso fora de estrada. A 4x2 é mais voltada a asfalto e trabalho leve a médio.

Ela serve para família?

Serve, especialmente nas versões cabine dupla. Mas o conforto de rodagem é de picape sobre chassi, mais firme que o de SUVs.

Veredito

A Hilux 4x2 2.8 diesel vale a pena para quem quer uma picape robusta, forte, com revenda fácil e uso misto sem depender de tração integral. Ela é especialmente boa para trabalho, estrada e quem precisa de um veículo que aguente pancada sem reclamar muito. Agora, se a sua prioridade é conforto de carro de passeio, consumo baixo e manutenção barata, essa não é a compra certa. Também não faz sentido insistir na 4x2 se o seu uso pede off-road de verdade ou piso escorregadio com frequência.