Tabela FIPE Toyota Hilux 4x2 2.4 Diesel

Toyota Hilux 4x2 2.4 Diesel — Ilustração
Toyota Hilux 4x2 2.4 Diesel — Ilustração · Divulgação Toyota
R$ 19.731,00 1996 — maio de 2026 -0.1% vs mês anterior

Código FIPE: 002030-3

Visão geral

A Toyota Hilux é uma picape média com trajetória longa no mercado global e presença forte na América Latina. No Brasil, a geração lançada em 2015 consolidou a família com motores turbodiesel 2.4 e 2.8, e a versão 4x2 2.4 Diesel ganhou espaço como opção de trabalho e uso rodoviário, especialmente para quem quer uma picape robusta sem a complexidade da tração integral.

Na prática, ela usa motor 2.4 turbodiesel de quatro cilindros, com 160 cv na apresentação inicial da geração 2016, combinado a câmbio manual ou automático de 6 marchas conforme ano e versão. É uma proposta mais racional do que aventureira: menos foco em luxo, mais foco em durabilidade percebida, rede ampla e revenda forte.

Isso ajuda a explicar por que a Hilux virou referência entre picapes médias diesel no país. Ela não é a mais barata de manter, nem a mais confortável da categoria, mas entrega exatamente o que muita gente procura nesse tipo de carro: reputação, força e liquidez na hora de vender.

Para quem é esse carro

A Hilux 4x2 2.4 Diesel faz sentido para quem prioriza picape diesel com boa imagem de mercado, revenda forte, assistência ampla e uso principalmente em estrada ou asfalto. Também agrada frotas e perfis que precisam de caçamba e tração traseira, sem a necessidade real de um sistema 4x4.

Não é a melhor escolha para quem quer conforto de SUV, manutenção barata ou uso urbano curto e frequente. Se a ideia é comprar pela lista de equipamentos ou por custo inicial baixo, dá para achar opções mais ricas por menos dinheiro.

Preços por ano — Toyota Hilux 4x2 2.4 Diesel

Ano Combustível Preço FIPE Código FIPE
1996 Diesel R$ 19.731,00 002030-3
1995 Diesel R$ 19.249,00 002030-3
1994 Diesel R$ 16.910,00 002030-3
1993 Diesel R$ 15.877,00 002030-3
1992 Diesel R$ 13.876,00 002030-3

Valores referentes a maio de 2026. Fonte: FIPE.

Depreciação — Toyota Hilux 4x2 2.4 Diesel

Evolução do preço FIPE por ano-modelo:

Histórico de preços — últimos meses

Toyota Hilux 4x2 2.4 Diesel 1996:

Ficha técnica — Toyota Hilux 4x2 2.4 Diesel

Motor 2.4L
Combustível Diesel
Tração 4X2
Código FIPE 002030-3
Anos disponíveis 5

Pontos fortes

  • Motor 2.4 turbodiesel entrega 160 cv e 40,7 kgfm na geração lançada em 2016, com torque suficiente para uso carregado e retomadas sem drama.
  • Projeto mais moderno que rivais diretas, com interior apontado em comparativos como mais atual do que o da Chevrolet S10.
  • Isolamento acústico bem acertado para a categoria, com menos ruído do motor em aceleração em relação ao duelo comparativo citado.
  • Tração 4x2 reduz complexidade mecânica e elimina o conjunto 4x4 com reduzida para quem roda quase sempre no asfalto.

Pontos fracos

  • Direção e acerto dinâmico privilegiam robustez, então o carro passa sensação mais pesada e menos refinada do que alguns rivais em uso cotidiano.
  • Consumo não costuma ser destaque entre picapes médias diesel; na categoria, a Hilux fica numa faixa mediana, longe de brilhos em eficiência.
  • Falhas graves em motores diesel podem sair muito caras, com relatos de reparos que fogem bastante da média da categoria em casos extremos.
  • Houve controvérsia recente envolvendo motores diesel do grupo, o que aumentou a atenção do mercado para possíveis questionamentos em algumas unidades.

Versões e qual comprar

A linha diesel da Hilux costuma variar entre versões STD, SR, SRV e SRX, mudando principalmente nível de conforto, acabamento, segurança e transmissão. Dentro desse pacote, a configuração 4x2 2.4 Diesel é a que mira uso mais racional, com menos complexidade e foco em rodagem de estrada e trabalho.

  • STD / SR / SRV / SRX (família diesel, variando por ano) — as diferenças aparecem em equipamentos, acabamento e transmissão. Vale a pena subir de versão se o carro for de uso diário e você quiser mais conforto e conveniência; nas versões mais completas, o pacote fica bem mais agradável. Não compensa pagar a mais se a utilidade for basicamente transportar carga e rodar sem frescura.
  • 4x2 2.4 Diesel — entrega a proposta mais simples da família, com tração traseira e menor complexidade mecânica. Compensa para uso em asfalto, frota e para quem não precisa de capacidade off-road. Não é a melhor escolha se você vive em estrada de terra, lama ou precisa de tração integral com frequência.
  • 4x4 2.4 Diesel — ganha versatilidade e capacidade fora de estrada. Só vale a pena para quem realmente usa esse potencial, porque o custo e a complexidade sobem sem necessidade para uso comum.

Se a meta é equilíbrio entre compra racional e manutenção de valor, a 4x2 2.4 Diesel costuma ser a mais lógica para quem roda no asfalto. Já quem quer conforto e mais equipamento deve mirar uma SR ou SRV bem escolhida, porque a versão muito básica pode parecer enxuta demais para o preço.

Consumo e custo de rodagem

Não há medição confiável e específica de consumo para a Hilux 4x2 2.4 Diesel nesta configuração, então não dá para cravar números exatos de cidade e estrada. O que dá para afirmar é que a Hilux diesel em geral não lidera a categoria em eficiência: ela fica numa faixa mediana, sem brilho especial frente às melhores do segmento.

No custo de rodagem, o alerta é claro: peças podem ser caras e reparos fora da rotina podem pesar bastante, especialmente em falhas de motor e sistema diesel. A rede Toyota é ampla, o que ajuda na cobertura, mas não impede contas altas em problemas como DPF, sensores e ocorrências mais sérias. Para quem compra usada, vale olhar histórico de manutenção com lupa.

Problemas conhecidos e recalls

De forma geral, a Hilux tem fama de resistente, mas isso não significa blindagem contra dores de cabeça. Os casos mais chatos aparecem justamente no conjunto diesel, onde pequenos sintomas podem virar conta salgada se o carro estiver fora de uso ideal ou sem manutenção impecável.

  • Quebra de corrente do motor diesel — problema ocasional, com caso relatado antes dos 29.000 km. Quando acontece, é o tipo de falha que assusta pelo custo e pelo potencial de dano interno.
  • Falhas relacionadas ao sistema DPF/sensor de partículas — aparecem de forma ocasional, com relatos entre 17.000 km e 58.000 km. É um ponto sensível em uso urbano curto ou em carros com histórico de manutenção duvidoso.
  • Negativa de garantia associada à qualidade do diesel/combustível — também ocorre de forma ocasional. Na prática, isso aumenta a importância de abastecer bem e guardar comprovações de manutenção.

Em recalls, houve um caso em 2024 envolvendo irregularidades globais em testes de motores diesel com Hilux e SW4, mas a Toyota informou que os veículos vendidos no Brasil não foram afetados. Em 2021, houve recall na Austrália para 60 Hilux por etiqueta de conformidade da segunda etapa, incluindo unidades 4x2 produzidas em maio de 2021, e o caso foi resolvido.

Principais concorrentes

  • Chevrolet S10 Diesel — rival direta no segmento de picapes médias diesel no Brasil. A faixa FIPE é parecida à da Hilux, variando conforme ano e versão, e o duelo fica em proposta, acerto e reputação.
  • Ford Ranger Diesel — concorrente direto com proposta de picape média, diesel e opções de tração traseira ou 4x4. Também costuma orbitar faixa FIPE similar, dependendo do ano e da configuração.
  • Mitsubishi L200 Triton Diesel — rival natural em robustez e uso profissional ou off-road leve. Como a Hilux, costuma aparecer em faixa de preço aproximada similar, com variação por ano e versão.

Análise de preço FIPE

Pela tabela FIPE de abril de 2026, a Hilux 4x2 2.4 Diesel aparece numa faixa que vai de R$ 13.739,00 no ano 1992 até R$ 19.759,00 no ano 1996, sempre com o mesmo código FIPE 002030-3. A diferença entre o topo e a base do recorte é de pouco mais de R$ 6 mil, o que mostra uma desvalorização relativamente contida para uma picape diesel antiga e ajuda a reforçar a fama de liquidez do modelo. Entre 1995 e 1996, por exemplo, a variação é pequena; já entre 1992 e 1996, a subida é mais clara, refletindo ano mais novo, mas sem saltos exagerados.

Na comparação com concorrentes diretos, a FIPE da Hilux costuma orbitar a mesma lógica de mercado da Chevrolet S10, Ford Ranger e Mitsubishi L200 Triton diesel: valores parecidos, com diferenças muito dependentes de ano e versão. Como a Hilux tem revenda forte e boa demanda no usado, pode ser um bom momento para vender se o carro estiver íntegro e com histórico limpo. Para comprar, faz sentido quando o preço pedido estiver alinhado com a FIPE e a manutenção estiver em dia; pagar acima disso só se a unidade estiver muito acima da média.

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O que os brasileiros pesquisam sobre este carro

Perguntas reais de compradores e donos, com respostas curtas.

A Hilux 4x2 2.4 Diesel é econômica?

Há poucos dados específicos desta versão nesta busca. O que se vê na prática é que a Hilux diesel não lidera consumo na categoria, então a expectativa deve ser de eficiência mediana, não de destaque.

A Hilux 4x2 2.4 Diesel serve para família?

Serve, desde que a necessidade principal seja ter caçamba e rodar bastante em estrada. Mas o foco do modelo continua sendo utilitário, então conforto e praticidade de SUV não são o ponto forte.

A manutenção é cara?

Pode ser cara em reparos fora da rotina, principalmente em problemas de motor e sistema diesel. A rede ajuda, mas peças e ocorrências mais sérias podem pesar no bolso.

A Hilux tem boa revenda?

Sim. A linha Hilux é tradicionalmente forte em revenda no mercado brasileiro, e isso é um dos principais motivos para ela continuar muito procurada.

Vale 4x2 ou 4x4?

A 4x2 atende quem roda no asfalto e não precisa de tração integral. A 4x4 faz mais sentido para uso frequente fora de estrada, em baixa aderência ou com necessidade real de versatilidade.

Veredito

A Hilux 4x2 2.4 Diesel vale a pena para quem quer uma picape diesel com boa revenda, rede ampla e foco em trabalho ou estrada. Ela entrega robustez, motor competente e um pacote mais maduro que o de muitos rivais, mas não tenta ser a mais confortável nem a mais barata de manter. Se a prioridade é custo baixo, uso urbano curto ou um carro com mais refinamento por menos dinheiro, ela não é a melhor escolha. Agora, se a ideia é comprar com a cabeça no valor de revenda e na confiabilidade percebida, continua sendo uma aposta forte.