O Renault Kwid alcançou 800 mil unidades produzidas no Brasil. O marco foi registrado no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, no Paraná, onde o compacto é fabricado desde a chegada ao mercado nacional. O modelo ainda vai completar dez anos de presença no país em 2027 e continua entre as opções de entrada mais conhecidas do mercado.
A marca chegou em um momento de transformação do segmento. Quando foi lançado, em 2017, o Kwid apostou em carroceria compacta, maior altura do solo e preço acessível. Ao longo dos anos, recebeu atualizações de segurança, conectividade e acabamento, sem abandonar a proposta de baixo custo de uso.
Por que o Kwid vendeu tanto no Brasil?
O tamanho reduzido facilita as manobras e ajuda no uso urbano. Com pouco mais de 3,7 metros de comprimento, o hatch encontra vagas com mais facilidade do que SUVs e sedãs maiores. O baixo peso também contribui para o consumo, embora o resultado dependa do trânsito, da carga e do estilo de condução.
Outro ponto foi a rede de assistência e a produção nacional. Para quem compra um carro de entrada, encontrar peças e mão de obra em diferentes regiões costuma pesar bastante. Mesmo assim, a economia não deve ser presumida: seguro, revisões, pneus e eventuais reparos precisam entrar na conta.
| Item | Informação |
|---|---|
| Categoria | Hatch compacto |
| Produção | São José dos Pinhais (PR) |
| Motor | 1.0 flex, três cilindros |
| Potência com gasolina | 68 cv |
| Potência com etanol | 71 cv |
| Câmbio | Manual de cinco marchas |
| Porta-malas | 290 litros |
| Altura livre do solo | Cerca de 180 mm |
| Preço inicial informado | A partir de R$ 82.790 |
Preço e versões do Renault Kwid
O Kwid parte de R$ 82.790 na configuração de entrada, mas o preço pode mudar conforme o ano-modelo, a versão, os opcionais e as campanhas da Renault. As versões mais equipadas acrescentam itens de acabamento, conectividade e aparência, mas não transformam o compacto em um carro de desempenho.
Antes de escolher, vale calcular a diferença entre comprar um zero-quilômetro e um usado recente. Pesquise o valor na tabela FIPE, compare as revisões e confira se o veículo seminovo tem passagem por leilão, sinistro ou restrição administrativa. A consulta pela placa é uma etapa importante para conferir o histórico antes da transferência.
O que conferir antes de comprar um Kwid usado
Observe o estado dos pneus, da embreagem, da suspensão e dos acabamentos internos. Em carros usados para entregas ou aplicativos, a quilometragem pode não mostrar sozinha o nível de desgaste. Também confira o funcionamento do ar-condicionado, da central multimídia, dos vidros elétricos e dos sistemas de segurança.
O marco de 800 mil unidades mostra a força do Kwid no mercado brasileiro, mas não elimina a necessidade de uma avaliação individual. Para o comprador, o melhor negócio é o carro com documentação regular, manutenção comprovada e preço compatível com seu estado real.
