A Dongfeng oficializou sua entrada no mercado brasileiro com uma mudança de nome. A marca vai operar por aqui como DFM e estreia com dois veículos elétricos: o hatch compacto Box e o SUV compacto Vigo. A operação comercial começa em agosto, enquanto a empresa negocia uma possível produção nacional com Nissan e Stellantis.
A escolha da sigla DFM busca facilitar a comunicação com o consumidor brasileiro e evitar a pronúncia mais complicada de Dongfeng. Diferentemente de marcas que chegam apenas por meio de importadores, a fabricante afirma que terá operação própria no país.
Box e Vigo serão os primeiros modelos
O Box será o modelo de entrada da DFM. Ele é um hatch elétrico voltado ao uso urbano e chega para disputar espaço com BYD Dolphin Mini, Geely EX2 e outros compactos eletrificados. A expectativa é de uma faixa de preço próxima dos modelos mais acessíveis do segmento, mas o valor oficial brasileiro ainda depende da homologação e do anúncio da marca.
Já o Vigo será o SUV da estreia. Em outros mercados, o modelo combina motor elétrico dianteiro, bateria próxima de 50 kWh e autonomia superior a 400 km em ciclos de laboratório. No Brasil, a capacidade final da bateria, o alcance no padrão do Inmetro e a lista de equipamentos ainda precisam ser confirmados.
| Item | Box | Vigo |
|---|---|---|
| Carroceria | Hatch compacto | SUV compacto |
| Propulsão | Elétrica | Elétrica |
| Potência divulgada | Cerca de 95 cv | Até 163 cv em mercados estrangeiros |
| Bateria | A confirmar no Brasil | Até cerca de 51,5 kWh em versões estrangeiras |
| Autonomia divulgada | Até 430 km, conforme configuração | Mais de 400 km em ciclo de laboratório |
| Tração | Dianteira | Dianteira |
| Estreia brasileira | Agosto de 2026 | |
DFM ainda procura uma fábrica no Brasil
Além da venda de veículos importados, a empresa avalia como produzir no país. O CEO regional da companhia confirmou que há conversas com Nissan e Stellantis para utilizar estruturas já existentes, formar uma joint venture ou criar uma operação própria.
A fábrica da Nissan em Resende, no Rio de Janeiro, aparece como uma das possibilidades mais comentadas, mas a empresa também negocia com a Stellantis. A definição da estratégia deve ocorrer até o fim de 2026, com reflexos nos modelos que poderão ser produzidos localmente a partir de 2027.
O que a chegada muda para o comprador
A DFM entra em um segmento que já ganhou BYD, GWM, Geely, GAC e outras marcas chinesas. O consumidor terá mais opções de preço e autonomia, mas também deve observar a rede de assistência, a garantia da bateria e a disponibilidade de peças.
Em um carro elétrico usado, a análise da bateria é tão importante quanto a conferência de documentação, histórico de sinistro e eventuais restrições. Antes de comprar, consulte a placa e compare o custo total com modelos já consolidados no mercado.
