O Honda HR-V 2018 custa hoje, em abril de 2026, de R$ 86.823 a R$ 97.915 na FIPE, dependendo da versão. Quem procura “hrv 2018 honda” normalmente quer quatro respostas rápidas: preço, versões, consumo e se ainda faz sentido pagar perto de R$ 100 mil num SUV compacto com motor 1.8 aspirado.
Ele segue forte no mercado de usados brasileiro. Só que a conta mudou: versões EXL e Touring, com baixa quilometragem e revisões em dia, aparecem acima da tabela com frequência.
Honda HR-V 2018: quanto custa na FIPE em abril de 2026
A tabela FIPE do Honda HR-V 2018 continua alta. Isso não é acaso. O modelo ainda tem liquidez boa, revenda fácil e reputação de mecânica confiável, três coisas que o brasileiro compra sem pensar duas vezes.
Os valores oficiais podem ser consultados no site da FIPE. Em abril de 2026, a faixa é a seguinte:
| Versão | Código FIPE | Preço médio |
|---|---|---|
| LX 1.8 FlexOne 16V mecânico 5p | 014085-6 | R$ 86.823 |
| LX 1.8 FlexOne 16V automático CVT 5p | 014086-4 | R$ 86.967 |
| EX 1.8 FlexOne 16V automático | 014087-2 | R$ 90.743 |
| EXL 1.8 FlexOne 16V automático | 014088-0 | R$ 93.273 |
| Touring 1.8 FlexOne 16V automático 5p | 014096-1 | R$ 97.915 |
Chama atenção um detalhe. A diferença de FIPE entre o LX manual e o LX CVT é de só R$ 144, algo mínimo para um usado de oito anos. Na prática, isso empurra muita gente para o automático.
Faz sentido? Para uso urbano, sim. O problema é outro: um HR-V 2018 bem pedido já está na faixa de R$ 90 mil a R$ 105 mil no mercado de anúncios, o que muda bastante a conversa.

Por que o anúncio quase sempre passa da tabela
Não tem milagre. O HR-V 2018 costuma ser anunciado acima da FIPE quando é EXL ou Touring, tem baixa quilometragem, histórico de revisões e aparência bem cuidada. Cor neutra ajuda. Interior inteiro também.
Essa valorização tem um lado bom e um lado ruim. O bom: quem compra e cuida tende a perder menos dinheiro na revenda. O ruim: o comprador entra num mercado em que o nome Honda pesa tanto quanto o carro em si.
R$ 100 mil num HR-V 2018 não é absurdo automático. Mas também não é compra cega. Se o carro estiver sem histórico, com pneus gastos, suspensão cansada e multimídia maltratada, esse prêmio sobre a tabela vira exagero na hora.
Ficha técnica do Honda HR-V 2018
Debaixo do capô, não há surpresa. O Honda HR-V 2018 usa o conhecido 1.8 FlexOne 16V aspirado, quatro cilindros, com tecnologia i-VTEC. É um conjunto confiável, mas está longe de empolgar em retomadas.
Quem sai de um hatch 1.0 turbo mais novo percebe isso rápido. O HR-V responde de forma linear, sem susto, e o CVT prioriza conforto. Bom para cidade. Menos animado em ultrapassagens.
| Item | Dado confirmado |
|---|---|
| Motor | 1.8 FlexOne 16V, 4 cilindros, aspirado, i-VTEC |
| Potência | 139 cv com etanol / 140 cv com gasolina |
| Torque | 17,3 a 17,7 kgfm |
| Câmbio | CVT nas versões automáticas; manual em parte das LX |
| 0 a 100 km/h | Cerca de 11,2 s |
| Velocidade máxima | Aproximadamente 175 km/h |
| Comprimento | 4.294 mm |
| Largura | 1.772 mm |
| Altura | 1.586 mm |
| Entre-eixos | 2.610 mm |
| Porta-malas | 437 litros |
| Tanque | 51 litros |
| Peso | Cerca de 1.270 a 1.280 kg |
| Preço FIPE em abril/2026 | De R$ 86.823 a R$ 97.915 |
| Concorrentes diretos | Jeep Renegade, Nissan Kicks, Hyundai Creta, Ford EcoSport, Renault Captur, Chevrolet Tracker |
O porta-malas de 437 litros continua sendo um dos pontos altos. Para família pequena, atende bem. Mala de viagem, carrinho infantil e compras de mercado cabem sem drama.
Já o desempenho é suficiente, não mais que isso. Em serra ou com o carro cheio, o 1.8 aspirado e o CVT deixam claro que foram calibrados para suavidade, não para pressa.

Consumo do HR-V 2018 e autonomia com tanque de 51 litros
Consumo é outro ponto que pesa na busca. O HR-V 2018 não bebe demais para o porte, mas também não entrega números de SUV híbrido, nem perto disso. Com gasolina, ele ainda se defende.
| Uso | Etanol | Gasolina |
|---|---|---|
| Cidade | 7,1 km/l | 10,5 km/l |
| Estrada | 8,5 km/l | 12,1 km/l |
Na conta de autonomia, o tanque de 51 litros rende cerca de 362 km na cidade com etanol e 535 km com gasolina. Na estrada, a projeção vai para 433 km com etanol e 617 km com gasolina.
É um número honesto para um SUV compacto aspirado de 2018. Só não espere a eficiência de um Nissan Kicks em uso urbano, nem o vigor de um turbo mais atual. O HR-V fica no meio-termo.
LX, EX, EXL e Touring: qual versão faz mais sentido
A linha 2018 tinha quatro nomes que importam no usado: LX, EX, EXL e Touring. A LX é a entrada. Pode aparecer com câmbio manual ou CVT, e normalmente entrega o básico esperado para a época.
Ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricas estão no pacote mais comum. É a versão para quem quer entrar no universo HR-V gastando menos, sem exigir luxo.
A EX já sobe de patamar. Traz pacote mais completo de conforto e conectividade, e costuma ser um meio-termo interessante para quem quer automático sem ir para o topo da tabela.
Agora, a mais procurada costuma ser a EXL. Não por acaso. Ela entrega acabamento melhor e mais comodidade, mas sem esticar tanto quanto a Touring, que segura os maiores preços do mercado.
Compensa pagar a mais pela topo de linha? Só se o estado justificar. Entre uma EXL impecável e uma Touring cansada, a escolha certa quase sempre é a EXL.

Compra usada: o que checar no HR-V 2018 antes de fechar negócio
A compra do HR-V 2018 começa pelo câmbio. Simples assim. O CVT é confiável quando recebe manutenção correta, mas usado sem histórico vira dor de cabeça cara. Peça notas, carimbos e datas de revisão.
Vale olhar o funcionamento em baixas velocidades. Saídas muito amarradas, trancos anormais ou ruído diferente merecem atenção. Não é carro para comprar “no olho”.
Outro ponto comum é a suspensão dianteira. Ruídos em piso ruim, batidas secas e desgaste de buchas ou batentes aparecem em carros rodados principalmente na cidade. Nada fora do normal para a idade, mas entra na negociação.
Cheque também ar-condicionado, multimídia, comandos elétricos, alinhamento e estado dos pneus. O HR-V costuma rodar bastante em uso urbano e familiar. Quando a manutenção foi empurrada com a barriga, esses sinais aparecem rápido.
Tem mais uma etapa que muita gente pula: recall. Antes de fechar negócio, vale consultar o chassi no sistema da Honda e verificar eventuais campanhas no cadastro do veículo. Também compensa checar situação administrativa no Detran do seu estado e no ecossistema da Senatran.
Como ainda é um modelo 2018, ele segue pagando IPVA na maior parte das UFs. Isso pesa no custo anual, junto com seguro e revisão básica. Ou seja: o valor de compra não conta a história inteira.
Em 2026, ele ainda vale os R$ 90 mil?
Depende muito do perfil. Para quem quer um SUV compacto confiável, com boa revenda, posição alta de dirigir e porta-malas decente, o HR-V 2018 continua fazendo sentido. A fama não nasceu do nada.
Para quem quer tecnologia mais moderna ou desempenho mais esperto, já começa a parecer caro. Por R$ 90 mil ou mais, o comprador entra numa faixa em que rivais como Kicks, Creta e até Renegade brigam forte, cada um com sua vantagem.
O Kicks costuma agradar no consumo e no uso urbano. O Creta oferece variedade maior de versões. O Renegade passa sensação de carro mais robusto, mas normalmente cobra no posto. O EcoSport aparece mais barato, só que envelheceu mais rápido.
No fim, o HR-V 2018 continua sendo aquele usado que o mercado trata com respeito. Só que respeito demais custa dinheiro. Se a unidade pedida encostar em R$ 105 mil, com oito anos de uso, a pergunta deixa de ser “é Honda?” e vira outra: quanto vale pagar só para entrar com menos risco na revenda?

