Honda City 2027 mantém motor e muda a cara dianteira

Por Verificar Auto 23/05/2026 às 10:20 5 min de leitura
Honda City 2027 mantém motor e muda a cara dianteira
5 min de leitura

O Honda City 2027 deve chegar com reestilização forte no sedã e no hatch, nova dianteira e a mesma mecânica 1.5 aspirada com câmbio CVT. Abaixo, o que muda no visual, o que continua igual e por que isso pesa para quem hoje compara City, Virtus e HB20S.

Tem cara de carro novo. Debaixo do capô, nem tanto.

Frente nova tira o City da imagem de sedã comportado

A Honda prepara uma mudança grande na dianteira. A grade passa a usar desenho em colmeia, mais integrado aos faróis, e o para-choque será redesenhado.

Os faróis também mudam de formato. Ficam mais pontiagudos e menos discretos, com uma pegada que aproxima o City de modelos mais esportivos da marca.

Tem outro detalhe importante. O “H” da Honda sai da grade e sobe para uma posição acima da entrada de ar, alterando bastante a leitura da frente.

Na prática, a marca quer tirar o carro da zona do “bonzinho”. Faz sentido, porque o Virtus envelheceu bem e o HB20S nunca teve medo de parecer mais agressivo.

Flagra; novo Honda City 2028 terá frente de Prelude
Flagra; novo Honda City 2028 terá frente de Prelude (Reprodução)

O Brasil deve ter um City diferente do asiático

A base visual do facelift será comum, mas o modelo brasileiro não deve copiar a versão indiana peça por peça. A produção segue em Itirapina, no interior de São Paulo.

O mais provável é ver para-choque e detalhes frontais próprios para o nosso mercado. Não é algo tão comum numa reestilização da Honda, e isso mostra cuidado maior com gosto local.

Quem acompanha a linha atual sabe que a marca costuma jogar pelo seguro. Desta vez, ela parece querer um City com mais presença de vitrine.

A linha vendida hoje segue no site oficial da Honda no Brasil, e a expectativa é que o 2027 mantenha a fabricação nacional.

Sem turbo. O conjunto mecânico continua o mesmo

Quem esperava resposta ao Virtus 1.0 TSI pode esfriar a empolgação. O City 2027 deve manter o 1.5 aspirado flex de injeção direta, com 126 cv.

O torque segue em 15,8 kgfm com etanol e 15,5 kgfm com gasolina, sempre a 4.600 rpm. Nada muda no câmbio: continua o CVT com simulação de sete marchas.

Nas versões mais caras, os paddle shifts devem seguir no pacote. É um conjunto suave no uso diário, mas não entrega a mesma sensação de fôlego dos rivais turbo.

Esse é o recado da Honda. A atualização mira imagem e conteúdo, não desempenho.

Item Honda City 2027
Carrocerias Sedã e hatch
Motor 1.5 aspirado flex, 4 cilindros, injeção direta
Potência 126 cv a 6.200 rpm
Torque 15,8 kgfm com etanol / 15,5 kgfm com gasolina
Câmbio Automático CVT
Simulação de marchas 7 marchas
Comprimento Cerca de 4,57 m
Largura 1,74 m
Altura 1,47 m
Entre-eixos 2,60 m
Porta-malas 519 litros
Produção Itirapina (SP)
Segurança Pacote Honda Sensing
Destaques esperados Nova frente, mais equipamentos e acabamento revisto
Concorrentes diretos Volkswagen Virtus, Hyundai HB20S, Chevrolet Onix Plus e Nissan Versa
Honda City 2025
Honda City 2025 (Reprodução)

Os 3 cm extras não mudam a vida de ninguém

O comprimento deve crescer de 4,54 m para algo perto de 4,57 m. Parece relevante, mas não espere milagre no espaço interno.

Largura, altura e entre-eixos ficam como estão hoje. Em português claro: o ganho vem mais de ajuste de desenho do que de cabine maior.

O porta-malas segue com 519 litros. Para uso de família, continua sendo um dos argumentos mais fortes do sedã.

Por dentro, a mexida deve ser cirúrgica

A cabine não deve passar por revolução. A expectativa é de novos padrões de revestimento dos bancos e ajustes de acabamento no painel.

Tem uma mudança útil na base da gama. A versão LX deve receber chave presencial com partida por botão em toda a linha.

Hoje, a LX ainda carrega freio de estacionamento mecânico por alavanca, rodas de aro 15 e ar-condicionado manual. Se vier melhor equipada, a distância para as versões acima diminui.

Isso importa. Muita gente compra City pela confiança da marca, mas torce o nariz quando a versão de entrada parece simples demais pelo preço cobrado.

Honda City Touring 2025
Honda City Touring 2025 (Reprodução)

Honda Sensing continua sendo a arma mais forte

O pacote Honda Sensing deve seguir como principal diferencial da linha. No segmento, isso ainda pesa bastante.

Virtus, Onix Plus, HB20S e Versa brigam bem em espaço, desempenho ou preço. Já em assistências de condução, nem todos entregam o mesmo nível em versões equivalentes.

Para o comprador brasileiro, isso faz diferença no uso real. Não é item de folder; é equipamento que ajuda no dia a dia e segura melhor o valor na revenda.

Virtus e HB20S seguem ditando a régua

O City 2027 tenta atacar por outro caminho. Em vez de trocar motor ou mexer no porte, a Honda quer deixar o carro com cara de produto acima da média.

Se acertar na frente e melhorar a LX, o modelo ganha fôlego comercial. Se vier só com maquiagem e etiqueta mais alta, a conversa complica rápido.

O comprador de sedã compacto faz conta. E faz mesmo quando o interior é bem montado, o pós-venda agrada e o Honda Sensing está na lista.

Falta saber o que a Honda vai fazer com o preço quando a linha 2027 aparecer nas lojas. Porque frente mais agressiva chama atenção, mas sem turbo e com reajuste salgado o Virtus continua olhando esse duelo com bastante tranquilidade.