O Electric Days virou E-Days e a mudança mexe no foco do evento. A edição de 2026, marcada para 23 a 26 de junho na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, deixa de falar só de carro elétrico e passa a tratar a mobilidade como parte de um sistema maior, que inclui energia, infraestrutura e descarbonização. Para o leitor brasileiro, isso importa porque o mercado daqui já mostrou que não vai andar por uma rota única.
Foi uma decisão acertada. Chamar tudo de “eletrificação” já estava pequeno demais para o tamanho da discussão.
Não foi só troca de nome
O novo nome encurta a marca, mas o movimento real está no conteúdo. O “E” de E-Days agora abre espaço para Energy, Electrification, Environment, Evolution, Efficiency, Ecosystem, Experience e Entrepreneurship.
Traduzindo para a vida real: o evento quer falar com montadora, fornecedora de energia, startup, investidor e governo ao mesmo tempo. Faz sentido. Hoje, discutir mobilidade sem falar de rede elétrica, recarga, cadeia de baterias e combustível limpo virou conversa pela metade.
O recado também é outro. O evento deixa de se vender como vitrine de elétricos puros e passa a se posicionar como plataforma de conteúdo, experiências e negócios para a transformação energética da mobilidade na América Latina.

O cardápio tecnológico ficou bem mais amplo
Entra quase tudo o que hoje está no centro da briga da indústria. O E-Days passa a incluir híbridos leves, híbridos plenos, híbridos plug-in, elétricos a bateria, hidrogênio, biocombustíveis, e-fuels, armazenamento de energia, infraestrutura de recarga e economia circular.
É exatamente o tipo de mistura que o Brasil vive agora. Tem marca apostando em híbrido flex, outra acelerando nos elétricos chineses, fornecedor olhando para bateria estacionária e governo discutindo descarbonização com a caneta numa mão e a arrecadação na outra.
Mas será que isso não dilui demais o evento? Pelo contrário. O setor percebeu que vender um carro elétrico é só a ponta do problema. A conta maior envolve tomada, geração, logística, reciclagem e regra do jogo.
Os números de 2025 mostram que o evento já ganhou peso
A edição de 2025 reuniu cerca de 12 mil participantes e mais de 3.300 empresas. Não é um encontro de nicho. É volume de feira grande, com cara de fórum de negócios.
Isso ajuda a entender a parceria com o Energy Summit. A aproximação puxa o evento para mais perto do setor energético e tira a pauta do cercadinho automotivo. Era uma evolução natural.
| Dado | Informação confirmada |
|---|---|
| Nome atual | E-Days |
| Nome anterior | Electric Days |
| Data de 2026 | 23 a 26 de junho de 2026 |
| Local | Marina da Glória, Rio de Janeiro |
| Parceria | Energy Summit |
| Público de 2025 | Cerca de 12 mil participantes |
| Empresas em 2025 | Mais de 3.300 empresas |
| Site oficial | e-days.com.br |

Para o Brasil, o reposicionamento acerta no alvo
Quem olha o mercado brasileiro sem paixão por tecnologia já entendeu: não existe solução única no curto prazo. O país tem vantagem em biocombustíveis, abriu espaço para híbridos e ainda corre atrás de recarga rápida fora dos grandes centros.
É por isso que um evento preso apenas ao elétrico puro ficaria curto. O consumidor final quer saber se o carro carrega. A frota corporativa quer saber o TCO. O investidor olha infraestrutura. E o poder público pensa em regra, incentivo e arrecadação.
No Brasil, biocombustível não é assunto lateral. É ativo estratégico. Quando o E-Days coloca etanol, e-fuels e hidrogênio no mesmo mapa dos elétricos, ele conversa melhor com a realidade local do que muita apresentação de montadora feita para a Europa.
Tem outro ponto. A indústria parou de discutir só produto e começou a discutir ecossistema. Não basta lançar SUV elétrico bonito no estande se a recarga ainda trava, a rede varia por região e a conta da energia pesa no uso diário.

E-Days 2026 já nasce com ambição maior
A próxima edição será realizada de 23 a 26 de junho de 2026, na Marina da Glória, em parceria com o Energy Summit. O público esperado inclui líderes empresariais, especialistas, investidores, startups e representantes do setor público.
Na prática, é o tipo de evento que tende a virar ponto de encontro para quem decide investimento e estratégia. Menos salão de novidade isolada, mais discussão sobre como a mobilidade vai ser abastecida, regulada e monetizada.
Quem quiser acompanhar os detalhes já pode usar o site oficial do evento. O canal comercial divulgado é o e-mail [email protected], mas o mais relevante agora é outro dado: o E-Days entendeu antes de muita gente que o futuro da mobilidade no Brasil não será 100% elétrico. A dúvida que fica é quem do setor vai admitir isso a tempo de não perder o bonde.

