O Dodge Charger Super Bee retorna na nova geração do muscle car com motor 3.0 de seis cilindros em linha, dois turbocompressores e 600 cv. A receita agora mira pistas e arrancadas, não apenas passeios de fim de semana.
A versão faz parte da configuração Sixpack e troca o antigo apelo do V8 por uma preparação mais técnica. Há reforços no arrefecimento, na aerodinâmica, na suspensão e nos freios.
Super Bee volta como pacote de pista
O nome Super Bee remete ao fim dos anos 1960. A Dodge resgata essa placa histórica, mas não recria o muscle car clássico de forma literal.
O Charger atual usa uma carroceria moderna e uma arquitetura mais ampla. A linha inclui versões a combustão e eletrificadas em mercados selecionados.
Na Super Bee, a proposta ficou mais agressiva. O carro foi preparado para suportar condução severa, sessões de track day e provas de aceleração.

O motor é um 3.0 biturbo de seis cilindros em linha. Entrega 600 cv e 73,4 kgfm, números que colocam o modelo entre os Charger mais fortes da nova geração.
Os turbocompressores Garrett são maiores. A Dodge também recalibrou o conjunto para entregar o torque máximo mais cedo, resposta útil em saídas de curva e arrancadas.
Tração integral, mas com botão para traseira
A força chega às quatro rodas por meio de um câmbio automático de oito marchas. O sistema permite selecionar um modo exclusivo de tração traseira.
Essa solução dá ao motorista duas personalidades. Na pista, a tração integral ajuda a colocar os 600 cv no chão; no modo traseiro, o Charger fica mais solto.
Os modos Track e Drag alteram o comportamento do carro. O primeiro prioriza voltas rápidas, enquanto o segundo concentra a eletrônica nas largadas.
O recurso Race Prep mantém o sistema de arrefecimento funcionando depois que o motor é desligado. Em uso intenso, isso evita que o calor acumulado fique preso no cofre.
| Item | Dodge Charger Super Bee |
|---|---|
| Motor | 3.0, seis cilindros em linha, biturbo |
| Potência | 600 cv |
| Torque | 73,4 kgfm |
| Câmbio | Automático de oito marchas |
| Tração | Integral com modo de tração traseira |
| Modos de condução | Track e Drag |
| Rodas | Aro 20 forjadas |
| Pneus | Goodyear Eagle F1 Supercar 3 |
| Freios | Brembo ventilados, com seis pistões na dianteira e quatro na traseira |
| Recurso adicional | Race Prep |
Mais pressão aerodinâmica e freios Brembo
A dianteira recebeu mudanças para aumentar o fluxo de ar aos radiadores. O divisor frontal também é novo, assim como o aerofólio traseiro, que ficou maior.
A Dodge informa mais de 45 kg de pressão aerodinâmica a 240 km/h. O número não transforma o Charger em protótipo de corrida, mas melhora a estabilidade em alta velocidade.
A suspensão usa amortecedores adaptativos, buchas mais rígidas, barras estabilizadoras recalibradas e molas com maior carga. O acerto deve deixar o carro mais firme que os Sixpack convencionais.

As rodas forjadas de aro 20 calçam pneus Goodyear Eagle F1 Supercar 3. O sistema de freios Brembo tem discos ventilados e pinças de seis pistões na dianteira.
Na traseira, são quatro pistões. É hardware compatível com uso repetido, desde que o proprietário aceite o custo elevado de pneus, pastilhas e discos.
Visual exclusivo por dentro e por fora
A Super Bee ganha novas cores, grafismos próprios e emblemas específicos. O visual não depende apenas de adesivos: o pacote aerodinâmico diferencia a versão na prática.
O interior recebe bancos esportivos inéditos, volante revestido em couro e borboletas de troca maiores. Há ainda um botão dedicado ao modo de tração traseira.
Esse comando evita procurar a função em menus da central. Em um carro voltado a arrancadas, ter o ajuste à mão faz mais sentido.

Preço e venda ainda não foram divulgados
A Dodge ainda não revelou o preço do Charger Super Bee. A data de início das vendas também será anunciada nos próximos meses.
O modelo não é vendido oficialmente no Brasil. Assim, não há preço de tabela nacional, valor FIPE ou rede de concessionárias preparada para atender essa versão.
Para um brasileiro interessado, a alternativa seria uma importação independente. Isso envolve impostos, seguro mais caro, peças específicas e manutenção fora da rede convencional.
O Ford Mustang é a referência mais próxima disponível no mercado brasileiro. BMW M2 e M4, Mercedes-AMG C 43 e C 63 também entram na conversa, mas seguem propostas diferentes.
O Camaro pode aparecer como opção apenas no mercado de usados ou por importação. Nenhum deles reproduz exatamente a combinação de tração integral, modo traseiro e foco em Drag do Dodge.
O seis-cilindros mostra a nova fase da Dodge
O Super Bee revela uma mudança importante na estratégia da marca. O desempenho continua no centro, mas o V8 deixou de ser a única resposta para entregar força.
O 3.0 biturbo permite mais modularidade e facilita a adaptação a regras de emissões. Ainda assim, a Dodge não suavizou a proposta: são 600 cv e 73,4 kgfm.
O pacote também mostra preocupação com repetibilidade. Arrefecimento reforçado, pneus específicos e Race Prep importam mais em uma pista do que um número isolado de potência.
A versão deverá disputar espaço nos Estados Unidos com Ford Mustang Dark Horse, BMW M4 Competition e outros esportivos de alto desempenho. O preço será decisivo nessa briga.
Se a Dodge cobrar próximo dos rivais premium, o Super Bee terá de justificar cada centavo com desempenho medido. Sem preço, peso e tempo de 0 a 100 km/h, ainda falta saber se os 600 cv viram volta rápida ou apenas fumaça no pneu.
As informações oficiais da linha Charger estão disponíveis no site da Dodge. Para o público brasileiro, a pergunta permanece: a marca vai trazer algum Charger novo oficialmente ou deixará esse Super Bee restrito aos importadores?
