O novo BYD Dolphin Mini pode crescer, ganhar 129 cv e abandonar o quadro de instrumentos atrás do volante. A estreia brasileira é projetada para 2028.
A solução lembra a cabine do Volvo EX30, com informações concentradas na central multimídia. O visual fica mais limpo, mas a ergonomia pode dividir opiniões.
BYD Dolphin Mini pode deixar de ser um subcompacto
O carro projetado teria 4.205 mm de comprimento e 2.650 mm de entre-eixos. São medidas próximas às de um hatch compacto tradicional.
Na comparação, o modelo atual ganharia 425 mm no comprimento e 150 mm entre os eixos. A mudança ampliaria o espaço interno e afastaria o carro da proposta estritamente urbana.
| Item | Novo Dolphin Mini projetado |
|---|---|
| Comprimento | 4.205 mm |
| Largura | 1.810 mm |
| Altura | 1.570 mm |
| Entre-eixos | 2.650 mm |
| Potência | 95 kW, cerca de 129 cv |
| Velocidade máxima | 150 km/h |
| Bateria | LFP da FinDreams |
Com esse porte, o BYD ficaria maior que o Dolphin GS brasileiro, que mede 4.125 mm. Também superaria o Geely EX2, de 4.135 mm.
O entre-eixos projetado empataria com o Geely. Já o comprimento ficaria 75 mm abaixo do BYD Dolphin SE.
Interior inspirado no Volvo EX30 divide opiniões
A mudança mais polêmica está dentro da cabine. O novo Dolphin Mini pode abolir o cluster de instrumentos atrás do volante.
Velocidade, autonomia e alertas seriam exibidos pela central multimídia. É a mesma lógica minimalista usada pelo Volvo EX30, cuja cabine concentra funções na tela central.
O Volvo EX30 serve como referência direta para essa solução. No Brasil, porém, muitos motoristas ainda preferem consultar velocidade e autonomia sem desviar os olhos para o centro do painel.

O console central também seria maior e dividido em dois níveis. A alavanca de marchas passaria para a direita do volante.
Com isso, a BYD abandonaria os botões de seleção usados no painel do Dolphin Mini atual. A central multimídia cresceria, reforçando a proposta de cabine limpa.
Bonito? Sim. Prático? Ainda depende da posição da tela e da resposta dos comandos. Se for preciso abrir menus para conferir a velocidade, a modernidade vira distração.
Motor sobe de 75 cv para cerca de 129 cv
O conjunto elétrico projetado teria 95 kW, equivalentes a aproximadamente 129 cv. O Dolphin Mini atual utiliza motor de 55 kW, ou cerca de 75 cv.
O ganho passa de 70% na potência. Isso deve melhorar acelerações, retomadas e desempenho em rodovias, especialmente com o carro maior.
A velocidade máxima chegaria a 150 km/h. O número coloca o modelo em outro patamar diante do uso urbano limitado associado ao atual elétrico de entrada.
As baterias continuariam usando a química LFP, fornecida pela FinDreams, empresa do grupo BYD. Esse tipo de bateria é conhecido pela estabilidade térmica e pela resistência a ciclos de carga.
A capacidade da bateria, a autonomia e os tempos de recarga ainda não fazem parte do pacote projetado. Sem esses números, não dá para medir o ganho real no uso diário.

O novo porte aproxima o carro do Dolphin
O crescimento cria um problema interno para a BYD. Um Dolphin Mini maior e mais forte pode encostar demais no Dolphin vendido no Brasil.
A solução provável seria manter os dois em faixas diferentes. O modelo atual seguiria como opção urbana de entrada, enquanto a nova geração subiria de categoria.
Na prática, o “Mini” deixaria de ser tão mini. Passaria a disputar espaço com o Geely EX2, o GWM Ora 03 e elétricos compactos mais espaçosos.
O Volvo EX30 aparece apenas como referência de interior. Seu preço, acabamento e posicionamento são muito superiores, então não existe uma disputa direta pelo mesmo comprador.
Brasil deve esperar até 2028 pela nova geração
A chegada brasileira é projetada para por volta de 2028. O nome Dolphin Mini ainda pode mudar, dependendo da estratégia comercial da BYD.
Também não há preço estimado, autonomia, versões ou definição pública sobre produção local. O carro pode ser importado, como ocorre com outros elétricos da marca.
Concessionárias brasileiras já conhecem a procura pelo Dolphin Mini atual. Manter o modelo em linha durante a transição ajudaria a BYD a preservar sua porta de entrada elétrica.
Para o consumidor, o aumento de porte pode significar mais espaço e desempenho. Também pode trazer preço maior, seguro mais caro e uma distância maior dos carros urbanos baratos.
A pergunta fica na garagem: se o novo carro tiver 4,20 metros, 129 cv e interior de Volvo, ainda fará sentido chamá-lo de Dolphin Mini?
