Tabela FIPE VW - VolksWagen Apolo GLS/ Vip 1.8

VW Polo Track Rock in Rio 1.0 Flex 12V 5p — Ilustração
VW - VolksWagen Apolo GLS/ Vip 1.8 — Ilustração
R$ 13.216,00 1992 — maio de 2026 -0.1% vs mês anterior

Código FIPE: 005026-1

Visão geral

O Volkswagen Apollo foi produzido no Brasil entre 1990 e 1992, em plena era Autolatina, usando a base do Ford Verona/Escort. Na prática, ele nasceu como um sedã médio de pegada familiar, com o conhecido motor 1.8 AP a gasolina e câmbio manual de 5 marchas, fórmula que ainda hoje ajuda a explicar seu apelo entre quem gosta de carro antigo com mecânica simples.

Nessa família, a GLS 1.8 era a versão mais completa, com itens como conta-giros, relógio digital, apoio de cabeça traseiro, vidros, travas e retrovisores elétricos, além de rodas de liga leve. Em 1991, a série VIP entrou como opção intermediária entre GL e GLS, reforçando a estratégia de oferecer um Apollo para diferentes bolsos dentro de uma produção curta e hoje tratada como clássica.

Ou seja: o Apollo não é um carro para quem busca modernidade. Ele faz sentido como clássico nacional de uso ocasional, com construção e projeto de início dos anos 90, mas com uma mecânica conhecida no mercado brasileiro e fácil de entender para quem já conviveu com motores AP.

Para quem é esse carro

Ele é para quem quer um clássico nacional com visual original, mecânica conhecida e possibilidade de manutenção sem entrar em território exótico. Também agrada quem gosta de carro com história, aceita uso baixo e valoriza a linhagem AP mais do que refinamento ou tecnologia.

Agora, se a ideia é usar todo dia sem paciência para carro antigo, melhor passar longe. O Apollo não é para quem quer consumo baixo, acabamento farto, peça de interior fácil de achar ou revenda descomplicada.

Preços por ano — VW - VolksWagen Apolo GLS/ Vip 1.8

Ano Combustível Preço FIPE Código FIPE
1992 Gasolina R$ 13.216,00 005026-1
1991 Gasolina R$ 9.275,00 005026-1
1990 Gasolina R$ 7.201,00 005026-1

Valores referentes a maio de 2026. Fonte: FIPE.

Depreciação — VW - VolksWagen Apolo GLS/ Vip 1.8

Evolução do preço FIPE por ano-modelo:

Histórico de preços — últimos meses

VW - VolksWagen Apolo GLS/ Vip 1.8 1992:

Ficha técnica — VW - VolksWagen Apolo GLS/ Vip 1.8

Motor 1.8L
Combustível Gasolina
Código FIPE 005026-1
Anos disponíveis 3

Pontos fortes

  • Mecânica AP 1.8 a gasolina é simples, conhecida e tem boa fama no mercado brasileiro, o que ajuda na manutenção básica e na mão de obra.
  • A GLS entregava itens acima da média da época, como conta-giros, relógio digital, apoio de cabeça traseiro, vidros, travas e retrovisores elétricos, além de rodas de liga leve.
  • A série VIP, lançada em 1991, funcionava como um meio-termo inteligente entre GL e GLS, o que dá flexibilidade para achar um exemplar mais honesto ou mais barato.
  • Entre entusiastas, o Apollo tem boa aceitação como clássico brasileiro de produção curta, o que preserva interesse histórico e cria nicho de coleção.
  • Há consumo de época documentado pela Quatro Rodas: 8,67 km/l na cidade no teste do Apollo GLS, o que pelo menos dá uma referência real de uso urbano.

Pontos fracos

  • Consumo urbano alto para os padrões de hoje: 8,67 km/l em teste de época até era aceitável, mas na prática é um número que pesa para quem espera economia.
  • Peças de acabamento podem ser um problema sério, com relatos de dificuldade real para encontrar componentes de interior e acabamento externo.
  • Suspensão e câmbio aparecem em relatos de donos como pontos de desgaste e comportamento irregular, algo comum em carro antigo sem histórico impecável.
  • A revenda é restrita, porque se trata de um nicho de clássico e não de um sedã com giro fácil no mercado popular.
  • A idade cobra caro: assoalho, corrosão e histórico de manutenção valem mais do que a fama do modelo, então um carro bonito por fora pode esconder serviço grande.

Versões e qual comprar

A linha do Apollo era enxuta, mas bem separada em proposta. Isso ajuda na compra, porque cada versão conversa com um perfil diferente de dono e de orçamento.

  • GL — É a opção mais básica da linha. Vale a pena só se o preço estiver realmente atrativo e se a originalidade do carro for prioridade.
  • GLS 1.8 — É a mais equipada, com pacote mais completo de conforto e acabamento. Faz mais sentido para quem quer um Apollo para curtir e colecionar, e é a escolha mais coerente se o carro estiver íntegro.
  • VIP 1.8 — Série especial de 1991, posicionada entre GL e GLS. Compensa quando aparece mais íntegra ou claramente mais barata que uma GLS equivalente.

No conjunto, a GLS 1.8 é a melhor compra para quem quer equilíbrio entre conteúdo e desejo de coleção. A VIP pode ser um negócio melhor se estiver mais conservada e com preço abaixo de uma GLS equivalente; já a GL só faz sentido se a conta for 100% baseada em preço e originalidade.

Consumo e custo de rodagem

O número factual que dá para cravar é o consumo urbano de 8,67 km/l, medido em teste de época para o Apollo GLS. Não foi localizado um dado confiável e direto de estrada, então não vale inventar milagre: o retrato que fica é de um carro que já bebia mais do que muita gente aceitaria hoje, ainda que dentro do contexto dos anos 90.

Na manutenção, a parte boa é a mecânica AP, considerada simples e conhecida. A parte chata é o acabamento, que pode encarecer uma restauração ou um reparo mais caprichado, além de exigir paciência para achar peças corretas. Seguro e revisão padronizada não têm números confiáveis aqui, então o melhor resumo é: motor tende a ser amistoso, mas a idade do carro pode transformar qualquer detalhe de interior em dor de cabeça.

Problemas conhecidos e recalls

Em confiabilidade geral, o Apollo não assusta pela mecânica em si, mas sim pelo pacote completo de carro antigo: desgaste, soluções improvisadas ao longo da vida e dificuldade de encontrar determinadas peças. O que derruba um exemplar desses normalmente não é o projeto, e sim o histórico de uso e conservação.

  • Consumo alto — é um ponto comum e aparece com frequência; a referência de época na cidade foi de 8,67 km/l.
  • Dificuldade de encontrar peças de acabamento — problema comum em modelos antigos e citado por donos, sem quilometragem exata para começar a aparecer.
  • Suspensão e câmbio com desgaste percebido por donos — ocorre de forma ocasional, geralmente em carros mais rodados ou mal conservados, sem km exato documentado.

Não há recalls documentados para este modelo nas informações disponíveis aqui.

Principais concorrentes

  • Volkswagen Santana 1.8 — Rival do mesmo universo de sedã médio nacional, com arquitetura e contexto de mercado parecidos. A faixa de preço gira em torno de R$ 7 mil a R$ 15 mil.
  • Ford Verona 1.8 — É a base estrutural relacionada ao Apollo e um concorrente direto em proposta e época. A faixa de preço também fica por volta de R$ 7 mil a R$ 15 mil.
  • Chevrolet Monza 1.8/2.0 — Disputava o mesmo comprador que queria conforto e status entre os médios nacionais. Costuma aparecer na faixa de R$ 8 mil a R$ 18 mil.

Análise de preço FIPE

Na FIPE de abril de 2026, o Apollo GLS/VIP 1.8 aparece em R$ 13.235,00 no ano 1992, R$ 9.289,00 em 1991 e R$ 6.980,00 em 1990. A leitura é bem clara: a diferença entre o topo da linha consultada e o ano mais antigo mostra o peso da idade e da raridade de exemplares mais novos, com o 1992 valendo quase o dobro do 1990. Para um carro curto de produção e nichado, essa curva faz sentido, mas também mostra que o valor está muito mais na condição do exemplar do que em qualquer “valorização automática”.

Quando a gente compara com os concorrentes, a faixa do Apollo fica bem dentro do mesmo território de Santana, Verona e Monza, que aparecem mais ou menos entre R$ 7 mil e R$ 18 mil. Isso quer dizer que ele não está fora do mercado, mas também não entrega vantagem clara só por preço; o jogo é estado de conservação, originalidade e documentação. Para comprar, o momento é bom só se o carro estiver alinhado com a FIPE e com pouca necessidade de restauração. Para vender, um exemplar muito inteiro pode pedir prêmio, mas um carro cansado não vai sustentar valor acima da média do nicho.

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O que os brasileiros pesquisam sobre este carro

Perguntas reais de compradores e donos, com respostas curtas.

O Apollo GLS/VIP 1.8 é caro de manter?

A mecânica AP é conhecida e costuma ser vista como simples, então a parte mecânica não assusta tanto. O problema é que acabamento e restauração podem encarecer bastante o uso, principalmente se o carro precisar de peças específicas.

Ele bebe muito?

Sim, para os padrões atuais. Há teste de época com 8,67 km/l na cidade e relatos de donos classificando o consumo como alto.

Tem peça fácil?

Peças mecânicas de linha AP tendem a ser mais encontráveis. Já peças de acabamento foram citadas como difíceis, então o carro pode ser amigável de manter por baixo e chato por dentro.

Qual versão é mais completa?

A GLS 1.8 é a mais equipada da linha. A VIP é uma intermediária lançada em 1991, com posicionamento entre GL e GLS.

Vale como carro de uso diário?

Só para quem aceita carro antigo e manutenção frequente. Não há sinal de proposta moderna de confiabilidade ou economia, então ele faz mais sentido como hobby ou uso ocasional.

Veredito

O Volkswagen Apollo GLS/VIP 1.8 é um bom clássico nacional para quem prioriza originalidade e a mecânica AP, mas é uma escolha ruim para uso diário econômico ou para compra sem vistoria caprichada. Vale a pena para entusiasta que quer um sedã raro de curta produção, com perfil de colecionável e manutenção previsível na parte mecânica. Não é a melhor compra para quem quer praticidade, consumo baixo e revenda fácil. Se o carro estiver íntegro, original e com acabamento aceitável, pode ser uma compra legal; se estiver cansado, vai virar projeto caro rápido.