Código FIPE: 001138-0
O Fiat 147 Furgão nasceu em 1977 como a derivação comercial do 147, pensado para carga urbana leve e uso profissional simples. A proposta era bem direta: pegar a base de um subcompacto e transformá-la em um utilitário barato, compacto e fácil de operar no trânsito das cidades.
Na prática, ele se encaixava numa fase em que a Fiat ainda estava consolidando sua família de veículos leves de trabalho no Brasil. Depois, a marca ampliou a linha com o Fiorino, enquanto o 147 Furgão seguiu como uma solução mais básica e fiel ao conceito original. Na mecânica, o modelo aparece com motor Fiasa 1.050 nas primeiras versões, câmbio manual e capacidade de carga/volume que o colocava como ferramenta de trabalho real para a época.
Hoje, ele vive como clássico de nicho. O interesse está mais em originalidade, história e documentação do que em desempenho ou modernidade, o que faz sentido para um carro com projeto dos anos 1970 e fim de carreira em 1986.
O Fiat 147 Furgão faz sentido para colecionador, entusiasta de clássicos e para quem quer um utilitário histórico de uso bem ocasional, com baixo custo de compra e apelo de época. Também pode agradar quem gosta de carro antigo simples, mecânico e sem frescura.
Agora, se você precisa de confiabilidade moderna, conforto, segurança atual e peça com disponibilidade imediata, fuja. Ele também não é boa escolha para uso diário intenso ou transporte profissional crítico: é um clássico envelhecido, com limitações bem claras.
| Ano | Combustível | Preço FIPE | Código FIPE |
|---|---|---|---|
| 1987 | Gasolina | R$ 2.579,00 | 001138-0 |
| 1986 | Gasolina | R$ 2.477,00 | 001138-0 |
| 1985 | Gasolina | R$ 2.186,00 | 001138-0 |
Valores referentes a maio de 2026. Fonte: FIPE.
Evolução do preço FIPE por ano-modelo:
Fiat 147 Furgão (todos) 1987:
Ao longo da vida, o 147 Furgão foi aparecendo em evoluções da família 147, com diferenças principalmente de motor e acabamento frontal. Não é uma linha de versões complexa: a escolha gira mais em torno de originalidade, estado de conservação e nível de atualização do carro do que em equipamentos.
Se a ideia é comprar com racionalidade, a melhor escolha é o exemplar mais íntegro e menos mexido, independentemente da versão. Em termos práticos, a frente Europa costuma ser a aposta mais equilibrada para quem quer um clássico mais “maduro”, sem fugir do conceito original.
Os números de consumo variam bastante conforme ano, motor e fonte. Há registros de 6,95 km/l na cidade e 10,15 km/l na estrada em material mais recente sobre o derivado, enquanto outros dados históricos citam média acima de 12 km/l em testes antigos do 147 e até 14 km/l na estrada em compilações secundárias. Ou seja: para a época ele era econômico, mas hoje o consumo real depende muito do estado mecânico, do carburador, da ignição e até dos pneus.
No custo de rodagem, o lado bom é que a mecânica é simples e não há sinal de peças caras como regra geral, mas a disponibilidade muda bastante de região para região. Itens de desgaste costumam aparecer no mercado paralelo e em catálogos de aplicações antigas, enquanto acabamento e peças específicas podem exigir paciência. Se o carro estiver inteiro, ele pode ser razoavelmente barato de manter; se estiver cansado, o barato some rápido em funilaria, elétrica e acertos.
De modo geral, o Fiat 147 Furgão é um clássico que sofre mais com idade do que com defeito crônico de projeto isolado. O problema é que idade, nesse caso, já significa décadas de desgaste acumulado, e isso muda bastante a confiabilidade de cada unidade.
Não há recall público confiável específico localizado para o Fiat 147 Furgão.
Na FIPE de abril de 2026, o Fiat 147 Furgão aparece muito barato até para padrões de carro antigo: R$ 2.165,00 no 1985, R$ 2.481,00 no 1986 e R$ 2.583,00 no 1987. A diferença entre os anos é pequena, o que mostra uma curva de desvalorização já estabilizada em patamar de nicho. Na prática, o topo da tabela custa só R$ 418,00 a mais que o mais acessível, então aqui o que manda não é tanto o ano, e sim o estado real do carro.
Comparando com os concorrentes, o 147 Furgão está numa faixa histórica baixa e semelhante à de outros utilitários compactos antigos, mas leva vantagem por ser uma compra de entrada muito barata. O ponto é simples: se o exemplar estiver inteiro, pode fazer sentido comprar agora porque o teto de preço já é baixo e o mercado de clássicos tende a valorizar carros bons, não sucata. Para vender, o momento depende totalmente de conservação e originalidade; carro ruim não sustenta preço, enquanto unidade boa pode escapar da média da FIPE com folga.
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Sim, para o padrão da época. Há registros de consumo acima de 10 km/l na estrada e média superior a 12 km/l em testes antigos do 147. Mas isso varia bastante conforme o estado mecânico do carro.
Nem sempre. Muitas peças de desgaste existem em catálogo paralelo, mas itens específicos de acabamento podem ser difíceis de encontrar. A região onde você mora também pesa bastante nessa conta.
Tecnicamente sim, mas não é a melhor escolha. Segurança, conforto e confiabilidade não acompanham o padrão atual, então ele faz mais sentido para uso ocasional.
A faixa consultada em abril de 2026 fica entre R$ 2.165,00 e R$ 2.583,00, dependendo do ano. O modelo mais barato é o 1985 e o mais caro é o 1987.
Não foi localizado recall público confiável específico para o Fiat 147 Furgão. Isso não quer dizer que um carro antigo esteja livre de problemas; só indica ausência de campanha oficial encontrada.
Sim. A Quatro Rodas cita 12.848 exemplares produzidos no Brasil, o que ajuda a explicar por que ele aparece mais como clássico de nicho do que como carro de rua comum.
O Fiat 147 Furgão vale para colecionador, fã de clássicos e para quem quer um utilitário histórico de uso leve, ocasional e com custo de compra muito baixo. Ele é simples, tem charme e carrega um pedaço importante da história da Fiat no Brasil, mas não engana: é um projeto antigo, com segurança, conforto e confiabilidade abaixo do aceitável para uso moderno. Se a ideia é trabalhar todo dia, transportar carga com previsibilidade ou depender dele como carro único, não é boa escolha. Agora, se você quer um clássico raro, barato e com mecânica honesta para curtir sem pressa, pode valer bastante a pena — desde que esteja muito bem conservado.