Código FIPE: 001124-0
O Fiat 147 chegou ao Brasil em 1976 e abriu a história da marca no país como o primeiro Fiat nacional fabricado por aqui. Foi um carro importante não só para a Fiat, mas para o mercado brasileiro, porque trouxe uma proposta mais moderna que vários rivais da época, com suspensão independente nas quatro rodas e foco em simplicidade mecânica. A família 147 gerou várias derivações, entre elas as versões C e CL, que aparecem como opções de entrada e de acabamento um pouco mais caprichado dentro da linha.
Em termos técnicos, o 147 C/CL podia usar motor 1.050 ou 1.3 aspirado, conforme ano e versão, sempre com câmbio manual. Na prática, estamos falando de um compacto clássico, leve e de mecânica simples, mas já bastante distante do padrão atual de conforto, segurança e refinamento. É exatamente esse contraste que explica por que ele segue relevante para colecionadores, entusiastas e quem quer um carro antigo com personalidade.
O 147 C/CL faz sentido para quem quer um clássico simples, mecânico e com custo de entrada baixo, seja para coleção, uso eventual ou projeto de restauração. Também agrada quem valoriza carro com história e não se importa em lidar com manutenção antiga, mercado de peças paralelo e acabamento bem datado.
Agora, se você precisa de segurança moderna, conforto atual, confiabilidade diária sem surpresas e previsibilidade de custos, fuja. Para uso como carro único, especialmente em rotina pesada, ele não entrega o que se espera de um automóvel hoje.
| Ano | Combustível | Preço FIPE | Código FIPE |
|---|---|---|---|
| 1987 | Gasolina | R$ 6.012,00 | 001124-0 |
| 1986 | Gasolina | R$ 5.805,00 | 001124-0 |
| 1985 | Gasolina | R$ 4.766,00 | 001124-0 |
Valores referentes a maio de 2026. Fonte: FIPE.
Evolução do preço FIPE por ano-modelo:
Fiat 147 C/ CL 1987:
A família 147 C/CL ficou em uma faixa simples da linha, com a C mais básica e a CL trazendo um pouco mais de acabamento e conforto. A escolha certa aqui depende menos do nome da versão e mais do estado do carro, porque um exemplar íntegro vale muito mais do que uma versão teoricamente superior mas cansada.
Se a ideia é custo-benefício, a CL costuma ser o ponto mais equilibrado da linha: entrega um pouco mais de conteúdo sem fugir da proposta simples do carro. Mas, no fim, o melhor 147 é sempre o mais original, menos enferrujado e com histórico mais limpo.
Nos números históricos disponíveis, o Fiat 147 C/CL fez entre 8,4 e 9,2 km/l na cidade e entre 12,9 e 14,4 km/l na estrada. Em outra leitura de comparativo antigo, a média geral ficou em 9,2 km/l na cidade e 13,4 km/l na estrada, então ele era razoavelmente econômico para a época, mas sem milagres. Para um clássico, o consumo é coerente; para os padrões atuais, já não impressiona.
Na manutenção, não existe tabela oficial contemporânea de revisões para esse modelo antigo. A boa notícia é que muitos componentes aparecem no mercado paralelo, o que pode aliviar o bolso; a ruim é que a qualidade varia bastante. Como a informação disponível não aponta peças caras como regra, o custo pode ser baixo em carro saudável, mas sobe rápido quando entra lata, elétrica e correção de carro parado por muito tempo.
Como todo carro antigo, a confiabilidade do 147 C/CL depende muito do estado do exemplar. Quando o carro foi bem cuidado, ele pode seguir rodando; quando foi largado, os problemas aparecem rápido e com padrão bem conhecido em clássicos brasileiros.
Não há recall documentado para o Fiat 147 C/CL nas informações disponíveis.
Na tabela FIPE de abril de 2026, o Fiat 147 C/CL aparece em faixa bem baixa: R$ 4.719,00 para 1985, R$ 5.748,00 para 1986 e R$ 5.931,00 para 1987. A diferença entre os anos é pequena, o que mostra uma curva de depreciação quase plana dentro da lógica de clássico antigo — aqui o preço não é puxado por tecnologia, e sim por raridade, conservação e originalidade. Entre o mais acessível e o topo da faixa informada, a variação é de pouco mais de R$ 1.200, o que reforça que ano/modelo contam menos do que o estado real do carro.
Em relação aos concorrentes citados, o cenário é parecido: Gol LS, Chevette e Brasília também vivem de preço histórico baixo e variação forte conforme conservação. Isso significa que o 147 não está caro nem barato por tabela; ele está na faixa esperada de um clássico popular. Para comprar, o momento é bom quando o carro está íntegro e a negociação leva em conta restauração e ferrugem. Para vender, só faz sentido pedir acima da FIPE se a unidade for muito original, muito bem cuidada ou já estiver impecavelmente restaurada.
Consulte a placa para saber se tem multas, restrições, sinistro, gravame e mais.
Consultar placa do veículoRespostas curtas para dúvidas que aparecem sempre quando alguém pensa em comprar ou restaurar um 147 C/CL.
Nos testes históricos, o modelo fez cerca de 9,2 km/l na cidade e 13,4 km/l na estrada em média geral de comparação antiga. Para um carro desse período, é um resultado respeitável. Hoje, porém, ele fica longe da eficiência de compactos modernos.
Sim. A imprensa especializada registra o Fiat 147 como o primeiro carro a álcool produzido em série no mundo e o primeiro a álcool no Brasil. Esse é um dos principais marcos da história do modelo.
Em carros antigos, os pontos mais comuns envolvem elétrica, corrosão e funcionamento irregular depois de longos períodos parado. Isso não significa que todo 147 terá defeito, mas o risco existe e é parte da compra.
Em geral, a CL tende a entregar mais conteúdo. Mesmo assim, o que manda de verdade é o estado do carro, porque um C íntegro pode ser muito melhor negócio que uma CL cansada.
Não foi localizado recall documentado especificamente para o Fiat 147 C/CL nas informações consultadas. Em um carro desse porte e idade, a compra deve ser guiada mais por inspeção cuidadosa do que por expectativa de campanha de fábrica.
O Fiat 147 C/CL vale a pena para colecionador, entusiasta e quem quer um clássico simples, com história e mecânica sem frescura. Ele não é carro para uso diário sem dor de cabeça: a idade pesa, a segurança é antiga e qualquer exemplar ruim vira projeto caro rápido. Se a unidade estiver muito íntegra, original e com manutenção em dia, pode ser uma compra legal e até charmosa. Mas, se a ideia for praticidade, previsibilidade e conforto, esse não é o carro certo.