Código FIPE: 006003-8
O Alfa Romeo 155 é um sedan médio produzido entre 1992 e 1998 que assumiu a difícil missão de substituir o lendário Alfa 75. Diferente do antecessor, o 155 abandonou a tração traseira clássica da marca e adotou tração dianteira sobre plataforma compartilhada com Fiat Tempra e Lancia Dedra, decisão polêmica entre puristas mas necessária para reduzir custos e modernizar o pacote.
No Brasil, o 155 chegou em pequena escala ainda nos anos 90, antes da fase oficial robusta da marca que viria com o 156. Hoje é uma raridade absoluta nas ruas, mais difícil de encontrar do que praticamente qualquer outro Alfa moderno em território nacional. A versão base traz o motor inline 2.0 quatro cilindros, sem os refinamentos da linha Twin Spark que viria depois.
O 155 base não é carro para quem está descobrindo a Alfa Romeo agora. É um sedan para o colecionador raiz, alguém que viveu os anos 90, conheceu a marca antes do 156 popularizá-la e tem afinidade com a estética angular típica da era pré-globalização do design automotivo italiano.
É também carro para quem aceita o desafio de manter um veículo que praticamente não tem suporte de rede. Peças vêm da Itália sob encomenda, mecânicos especializados são contados nos dedos e a documentação técnica circula em fóruns europeus. Sem paixão verdadeira, esse projeto não se sustenta.
| Ano | Combustível | Preço FIPE | Código FIPE |
|---|---|---|---|
| 1997 | Gasolina | R$ 19.061,00 | 006003-8 |
| 1996 | Gasolina | R$ 18.469,00 | 006003-8 |
| 1995 | Gasolina | R$ 16.508,00 | 006003-8 |
Valores referentes a maio de 2026. Fonte: FIPE.
Evolução do preço FIPE por ano-modelo:
Alfa Romeo 155 1997:
O 155 base é a porta de entrada da família e, justamente por ser menos equipado, costuma aparecer no mercado em condições piores que as versões superiores — historicamente foram carros de uso mais intenso, menos preservados. Quem está olhando esse modelo deve priorizar carroceria sã acima de qualquer outro fator. Mecânica do 2.0 inline é simples e contornável, mas chassi com ferrugem ou colisão antiga é sentença de morte econômica.
Se a diferença de preço para a versão Super for pequena, vale subir de versão pelo equipamento extra e pela maior probabilidade de ter sido cuidado por colecionador.
O motor 2.0 base entrega aproximadamente 8 km/l na cidade e 11 km/l na estrada com gasolina, números modestos para o porte. Custo de rodagem real depende muito da condição da unidade encontrada.
Na sua época, o 155 brigava com BMW Série 3 E36, Audi 80/A4 B5, Mercedes 190E, Lancia Dedra e o irmão de plataforma Fiat Tempra. Hoje, no nicho de colecionáveis sedan dos anos 90, disputa atenção com BMW E36 320i/325i, Audi 80 quatro cilindros e até com modelos nacionais raros como Tempra Stile. O Alfa ganha em exclusividade, perde em rede de suporte.
A FIPE de maio de 2026 cota o 155 base em uma faixa de R$ 16.532 a R$ 19.088, considerando os três anos-modelo listados. Esse patamar coloca o sedan italiano em território de carro popular nacional usado, o que é absolutamente irreal para quem conhece o mercado de raridades.
Na prática, encontrar um 155 base em condição de uso por menos de R$ 25.000 é improvável, e exemplares conservados ultrapassam R$ 40.000 com facilidade entre colecionadores. A FIPE aqui funciona apenas como referência fiscal e contábil, não como termômetro de mercado real. Comprador sério deve buscar comparativos em comunidades de proprietários e leilões especializados antes de fechar negócio.
Consulte a placa para saber se tem multas, restrições, sinistro, gravame e mais.
Consultar placa do veículoO preço FIPE do Alfa Romeo 155 1997 é R$ 19.061,00, segundo a tabela FIPE de maio de 2026.
O código FIPE do Alfa Romeo 155 é 006003-8. Este código é utilizado para identificar o veículo na tabela FIPE.
O Alfa Romeo 155 desvalorizou 0.1% em relação ao mês anterior.
Nesta página você encontra o preço FIPE atualizado do Alfa Romeo 155 para todos os anos disponíveis. Os valores são atualizados mensalmente com base nos dados oficiais da Fundação FIPE.
O 155 base é um projeto de paixão pura. Não compensa como meio de transporte, não compensa como investimento de curto prazo e dá trabalho diário para manter rodando. Mas para o colecionador certo — aquele que sabe o que está comprando e tem oficina amiga — é uma chance de guardar uma página rara da história da Alfa no Brasil. Para todo o resto, o 156 que viria depois faz tudo melhor por dinheiro parecido.