Suzuki corta preço do SUV elétrico no Brasil

Por Verificar Auto 07/07/2026 às 17:10 2 min de leitura Atualizado: 07/07/2026
Suzuki corta preço do SUV elétrico no Brasil
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A Suzuki cortou o preço do e-Vitara em R$ 50 mil, de R$ 269.990 para R$ 219.990, apenas três meses depois de lançar o SUV elétrico no Brasil. Segundo o Autopapo, o modelo vendeu só 21 unidades desde a estreia, em abril de 2026, um sinal claro de que o preço original travou as vendas.

Com o novo valor, o e-Vitara se torna um dos elétricos 4×4 mais competitivos do país, brigando de igual para igual com rivais que até então pareciam mais em conta.

Ficha técnica: dois motores e tração nas quatro rodas

O e-Vitara usa dois motores elétricos: um dianteiro de 174 cv e 19,6 kgfm, outro traseiro de 65 cv e 11,6 kgfm, somando 184 cv e 31,2 kgfm de torque combinado, com tração 4×4 e direção elétrica assistida. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 7,4 segundos.

A bateria de 61 kWh de íons de lítio garante até 293 km de autonomia pelo ciclo Inmetro (PBEV). O carregamento AC de 7 kW leva 9 horas para completar de 10% a 100%; já no carregador DC de 150 kW, os primeiros 10% a 80% saem em 45 minutos.

Por que o corte veio tão rápido

Nenhuma das fontes consultadas traz declaração oficial da Suzuki explicando o motivo do ajuste, mas o intervalo curto entre lançamento e desconto, somado ao volume baixo de vendas, sugere que a marca japonesa reconheceu o erro de precificação rápido, antes de acumular estoque parado.

É um padrão que já apareceu em outros elétricos chineses e asiáticos vendidos no Brasil: entrar com preço alto para testar o mercado e cortar assim que as vendas não correspondem à expectativa.

Como fica a disputa entre elétricos no Brasil

Com o novo preço, o e-Vitara entra na briga direta com modelos que já disputam a faixa dos R$ 200 mil no segmento de elétricos compactos e médios. A vantagem do Suzuki é a tração 4×4, recurso raro nessa faixa de preço entre os concorrentes 100% elétricos.

Resta saber se R$ 50 mil de desconto bastam para reverter a percepção inicial do consumidor. Um carro que já nasceu “caro demais” no imaginário do comprador às vezes precisa de mais do que um corte de preço para mudar de imagem: precisa de tempo.