O Omoda 4 chega ao Brasil no último trimestre de 2026 como o SUV mais barato da marca chinesa. O preço estimado fica entre R$ 129 mil e R$ 150 mil.
O modelo é peça-chave da estratégia da Omoda & Jaecoo para alcançar 50 mil unidades vendidas no Brasil em 2026. Mira concorrentes diretos como Volkswagen Tera, Renault Kardian e Fiat Pulse.
O destaque técnico é a versão híbrida com 224 cv combinados — número que coloca o Omoda 4 muito acima do que oferecem os SUVs compactos brasileiros de mesma faixa de preço. A marca também vai oferecer versão 100% elétrica e versão a combustão, em uma estratégia de três motorizações que é inédita no segmento de entrada do país.
Omoda 4: o SUV de entrada da marca chinesa que mira Tera, Kardian e Pulse
A Omoda & Jaecoo tem hoje no Brasil dois modelos: o Omoda 5 (a partir de R$ 159.990) e o Jaecoo 7. O Omoda 4 vai entrar abaixo dos dois — abrindo a base da pirâmide e disputando clientes que hoje compram Volkswagen Tera, Renault Kardian, Fiat Pulse e Hyundai Creta.
O movimento tem lógica de mercado. O grupo Omoda & Jaecoo cresceu rápido em 2025 — chegou a 70 concessionárias e mira 110 lojas até o fim de 2026.
Para sustentar essa expansão, falta um modelo de volume. O Omoda 5 não consegue competir em preço com a base do mercado brasileiro. É aí que o Omoda 4 entra.
Quando o Omoda 4 chega ao Brasil e por quanto
O cronograma anunciado pela própria Omoda & Jaecoo é claro: lançamento confirmado para o quarto trimestre de 2026, entre outubro e dezembro. Será o último dos três lançamentos do ano (junto com o Jaecoo 5 e o Jaecoo 8). A pré-venda deve acontecer em setembro.

Sobre preço, as estimativas convergem em uma faixa estreita. Mecânica Online e Auto+ TV apontam algo na casa de R$ 130 a R$ 140 mil. Mundo do Automóvel para PCD calcula entre R$ 129 mil e R$ 139 mil — abrindo espaço para isenção de PCD. Terra estima até R$ 150 mil para a versão híbrida topo de linha.
A faixa coloca o Omoda 4 no território do híbrido mais acessível do Brasil.
Para comparação, o Toyota Corolla Cross híbrido começa em R$ 197 mil, e o Caoa Chery Tiggo 5X PHEV em R$ 209 mil.
Se a Omoda confirmar R$ 130-140 mil, o Omoda 4 será o primeiro SUV híbrido sub-R$ 150 mil do mercado nacional.
Motorização híbrida de 224 cv: como funciona o sistema SHS-H
O coração do Omoda 4 híbrido é o sistema SHS-H (Super Hybrid System Hybrid), tecnologia estreante da Chery e que marca o milestone de 1 milhão de usuários globais da marca Omoda. A configuração combina:
- Motor 1.5 turbo a gasolina: 135 cv e 20,4 kgfm
- Motor elétrico dianteiro: 204 cv e 31,6 kgfm
- Bateria de 1,8 kWh
- Câmbio DHT (Dedicated Hybrid Transmission) de uma marcha
Os números combinados resultam em 224 cv e 30,1 kgfm.
A bateria pequena (1,8 kWh) indica que o Omoda 4 será um híbrido autorrecarregável (HEV), não plug-in. O motor a combustão funciona principalmente como gerador.
O motor elétrico é o que move o veículo na maior parte do tempo. Esse formato é o mesmo que a Toyota usa há décadas no Prius e no Corolla Cross.
| Omoda 4 — versões previstas para o Brasil | |
|---|---|
| Versão híbrida (HEV) | 1.5 turbo + elétrico, 224 cv combinados, 30,1 kgfm, sistema SHS-H |
| Versão a combustão | 1.5 turbo, 135 a 150 cv, 20-22 kgfm |
| Versão BEV (elétrica) | 211 cv (155 kW), bateria 61,1 kWh, autonomia 400+ km |
| Plataforma | T1X (modular Chery) |
| Tração | Dianteira |
| Comprimento | 4,40 m |
| Largura | 1,85 m |
| Altura | 1,60 m |
| Entre-eixos | 2,65 m |
| Lançamento Brasil | Quarto trimestre de 2026 |
| Preço estimado | R$ 129 a 150 mil |

Versões elétrica e a combustão: a estratégia de três motorizações
O Brasil deve receber as três motorizações do Omoda 4. A versão elétrica (BEV) tem 211 cv, bateria de 61,1 kWh e autonomia anunciada de mais de 400 km no ciclo combinado. Já a versão a combustão pura sai com motor 1.5 turbo entre 135 e 150 cv, dependendo da calibração — opção mais acessível e familiar para o consumidor brasileiro tradicional.
Essa estratégia é inédita no segmento sub-R$ 150 mil. Modelos como Tera, Pulse e Kardian oferecem apenas versões a combustão (1.0 turbo flex, em geral).
O Omoda 4 dá ao comprador a chance de escolher entre tecnologia simples e barata, eficiência híbrida ou eletrificação total. Sem precisar subir de segmento.
A Omoda também sinalizou que pretende calibrar a versão a combustão para o etanol. Reportagens da Mix Vale e Terra apontam parceria com fornecedor local — provavelmente a Bosch, mesmo caminho da GWM.
Se confirmar, o Omoda 4 vira a primeira aposta chinesa em flex no segmento de entrada.
Design Cyber Mecha: a inspiração no Lamborghini Urus

O design segue a linguagem “Cyber Mecha”, que a Omoda apresentou globalmente como visual da nova geração. Linhas angulares, faróis em formato de Y, grade fechada e detalhes futuristas. O perfil lateral é compacto, com balanço dianteiro curto e teto que desce levemente em direção à traseira.
O detalhe que mais chamou atenção da imprensa foi um elemento de luxo: o botão de partida tem portinha estilo Lamborghini Urus.
É um recurso que normalmente aparece em superesportivos de R$ 1 milhão. No Omoda 4 vira recurso de marketing — sinal de que a marca entendeu como puxar atenção com elementos típicos de premium.
Por dentro, o pacote tecnológico inclui telas digitais (painel de instrumentos + central multimídia integrados), conectividade nativa, ar-condicionado digital e bancos de couro sintético em algumas versões. O espaço interno foi ampliado com uso da plataforma T1X — a mesma do Tiggo 4 e Tiggo 5X da Caoa Chery.
Dimensões e espaço: maior que o T-Cross na briga dos compactos
Com 4,40 m de comprimento, o Omoda 4 fica entre o segmento compacto e o médio. Para referência:
- VW Tera: 4,15 m
- Renault Kardian: 4,12 m
- Fiat Pulse: 4,11 m
- VW T-Cross: 4,22 m
- Omoda 4: 4,40 m
- Toyota Corolla Cross: 4,46 m
O Omoda 4 é maior que todos os SUVs entry brasileiros e quase chega no Corolla Cross. A aposta da marca é cobrar preço de Pulse/Tera entregando dimensão de Corolla Cross.
Se o consumidor responder, vai colocar pressão direta sobre o T-Cross e o Creta — modelos que hoje custam R$ 30-40 mil acima.

Pacote tecnológico e ADAS: o que vem de série
Outra frente de batalha é a tecnologia. A Omoda confirmou que o Omoda 4 trará pacote ADAS (Advanced Driver Assistance Systems) completo, com:
- Frenagem autônoma de emergência
- Controle de cruzeiro adaptativo (ACC)
- Manutenção em faixa (lane keep)
- Detecção de ponto cego
- Câmera de 360°
- Faróis adaptativos full LED
Esse pacote chega de série em alguns SUVs premium acima de R$ 200 mil. No segmento entry, é raríssimo. O Omoda 4 vai obrigar concorrentes como Tera, Kardian e Pulse a responder — ou a aceitar perder mercado para um carro mais equipado por preço similar.
Omoda 4 vs Tera, Kardian e Pulse: quem leva no papel
O comparativo direto mostra a grande aposta da Omoda:
| Modelo | Preço inicial | Potência | Compr. | Câmbio |
|---|---|---|---|---|
| Omoda 4 HEV | R$ 130-140 mil (estim.) | 224 cv | 4,40 m | DHT auto |
| VW Tera 200 TSI | R$ 109.890 | 116 cv | 4,15 m | Aut. 6 marchas |
| Renault Kardian | R$ 119.290 | 125 cv | 4,12 m | CVT |
| Fiat Pulse Audace | R$ 124.990 | 130 cv | 4,11 m | CVT |
| VW T-Cross 200 TSI | R$ 134.190 | 116 cv | 4,22 m | Aut. 6 marchas |
O Omoda 4 entrega quase o dobro de potência do Tera e do T-Cross, com mais espaço, por preço comparável ou levemente acima.
A diferença entre 116 cv e 224 cv é enorme na prática: aceleração, retomada, conforto em viagem.
Em termos de R$/cv, o Omoda 4 fica em torno de R$ 625/cv. O Tera 200 TSI fica em ~R$ 950/cv.

Produção: vai ser feito no Brasil?
Por enquanto, não. O Omoda 4 chega importado da China em 2026.
Mas a Omoda & Jaecoo confirmou que estuda fábrica no Brasil — e o modelo é candidato natural à nacionalização.
Se acontecer, o cenário fica idêntico ao da GWM em Iracemápolis: produto importado para abrir mercado, depois nacionalização para escalar.
Para quem vai comprar agora, vale ficar atento ao histórico do veículo importado.
Antes de fechar negócio em qualquer SUV chinês, é bom consultar débitos pela placa e a depreciação esperada.
Modelos novos no mercado brasileiro têm curva de revenda imprevisível nos primeiros anos.
O que esperar do lançamento do Omoda 4
Para quem decide agora trocar o carro em 2026, o Omoda 4 entra na conta.
Se a Omoda confirmar R$ 130-140 mil na versão híbrida, o segmento de entrada vai virar de cabeça pra baixo. Concorrentes japoneses, alemães e brasileiros vão precisar reagir rápido.
A marca declarou meta de entrar no top 10 de vendas até o fim de 2026. Com Omoda 4, Jaecoo 5 e Jaecoo 8 juntos no portfólio, é meta agressiva — mas possível.
O Brasil descobre no último trimestre se a aposta chinesa em “democratizar tecnologia híbrida” pega. Ou se ainda falta confiança para topar pagar R$ 130 mil em SUV chinês recém-chegado.
Site oficial Omoda & Jaecoo Brasil

