Omoda 4: SUV híbrido de 224 cv chega ao Brasil em 2026 por R$ 130 mil

13 min de leitura
Omoda 4 Ultra amarelo em vista frontal — SUV híbrido que chega ao Brasil em 2026

O Omoda 4 chega ao Brasil no último trimestre de 2026 como o SUV mais barato da marca chinesa. O preço estimado fica entre R$ 129 mil e R$ 150 mil.

O modelo é peça-chave da estratégia da Omoda & Jaecoo para alcançar 50 mil unidades vendidas no Brasil em 2026. Mira concorrentes diretos como Volkswagen Tera, Renault Kardian e Fiat Pulse.

O destaque técnico é a versão híbrida com 224 cv combinados — número que coloca o Omoda 4 muito acima do que oferecem os SUVs compactos brasileiros de mesma faixa de preço. A marca também vai oferecer versão 100% elétrica e versão a combustão, em uma estratégia de três motorizações que é inédita no segmento de entrada do país.

Omoda 4: o SUV de entrada da marca chinesa que mira Tera, Kardian e Pulse

A Omoda & Jaecoo tem hoje no Brasil dois modelos: o Omoda 5 (a partir de R$ 159.990) e o Jaecoo 7. O Omoda 4 vai entrar abaixo dos dois — abrindo a base da pirâmide e disputando clientes que hoje compram Volkswagen Tera, Renault Kardian, Fiat Pulse e Hyundai Creta.

O movimento tem lógica de mercado. O grupo Omoda & Jaecoo cresceu rápido em 2025 — chegou a 70 concessionárias e mira 110 lojas até o fim de 2026.

Para sustentar essa expansão, falta um modelo de volume. O Omoda 5 não consegue competir em preço com a base do mercado brasileiro. É aí que o Omoda 4 entra.

Quando o Omoda 4 chega ao Brasil e por quanto

O cronograma anunciado pela própria Omoda & Jaecoo é claro: lançamento confirmado para o quarto trimestre de 2026, entre outubro e dezembro. Será o último dos três lançamentos do ano (junto com o Jaecoo 5 e o Jaecoo 8). A pré-venda deve acontecer em setembro.

Omoda 4 azul em vista frontal três quartos rodando em túnel urbano com iluminação neon
Foto: divulgação Omoda

Sobre preço, as estimativas convergem em uma faixa estreita. Mecânica Online e Auto+ TV apontam algo na casa de R$ 130 a R$ 140 mil. Mundo do Automóvel para PCD calcula entre R$ 129 mil e R$ 139 mil — abrindo espaço para isenção de PCD. Terra estima até R$ 150 mil para a versão híbrida topo de linha.

A faixa coloca o Omoda 4 no território do híbrido mais acessível do Brasil.

Para comparação, o Toyota Corolla Cross híbrido começa em R$ 197 mil, e o Caoa Chery Tiggo 5X PHEV em R$ 209 mil.

Se a Omoda confirmar R$ 130-140 mil, o Omoda 4 será o primeiro SUV híbrido sub-R$ 150 mil do mercado nacional.

Motorização híbrida de 224 cv: como funciona o sistema SHS-H

O coração do Omoda 4 híbrido é o sistema SHS-H (Super Hybrid System Hybrid), tecnologia estreante da Chery e que marca o milestone de 1 milhão de usuários globais da marca Omoda. A configuração combina:

  • Motor 1.5 turbo a gasolina: 135 cv e 20,4 kgfm
  • Motor elétrico dianteiro: 204 cv e 31,6 kgfm
  • Bateria de 1,8 kWh
  • Câmbio DHT (Dedicated Hybrid Transmission) de uma marcha

Os números combinados resultam em 224 cv e 30,1 kgfm.

A bateria pequena (1,8 kWh) indica que o Omoda 4 será um híbrido autorrecarregável (HEV), não plug-in. O motor a combustão funciona principalmente como gerador.

O motor elétrico é o que move o veículo na maior parte do tempo. Esse formato é o mesmo que a Toyota usa há décadas no Prius e no Corolla Cross.

Omoda 4 — versões previstas para o Brasil
Versão híbrida (HEV) 1.5 turbo + elétrico, 224 cv combinados, 30,1 kgfm, sistema SHS-H
Versão a combustão 1.5 turbo, 135 a 150 cv, 20-22 kgfm
Versão BEV (elétrica) 211 cv (155 kW), bateria 61,1 kWh, autonomia 400+ km
Plataforma T1X (modular Chery)
Tração Dianteira
Comprimento 4,40 m
Largura 1,85 m
Altura 1,60 m
Entre-eixos 2,65 m
Lançamento Brasil Quarto trimestre de 2026
Preço estimado R$ 129 a 150 mil
Omoda 4 azul em vista frontal centralizada em rua futurista com iluminação cyber
Foto: divulgação Omoda

Versões elétrica e a combustão: a estratégia de três motorizações

O Brasil deve receber as três motorizações do Omoda 4. A versão elétrica (BEV) tem 211 cv, bateria de 61,1 kWh e autonomia anunciada de mais de 400 km no ciclo combinado. Já a versão a combustão pura sai com motor 1.5 turbo entre 135 e 150 cv, dependendo da calibração — opção mais acessível e familiar para o consumidor brasileiro tradicional.

Essa estratégia é inédita no segmento sub-R$ 150 mil. Modelos como Tera, Pulse e Kardian oferecem apenas versões a combustão (1.0 turbo flex, em geral).

O Omoda 4 dá ao comprador a chance de escolher entre tecnologia simples e barata, eficiência híbrida ou eletrificação total. Sem precisar subir de segmento.

A Omoda também sinalizou que pretende calibrar a versão a combustão para o etanol. Reportagens da Mix Vale e Terra apontam parceria com fornecedor local — provavelmente a Bosch, mesmo caminho da GWM.

Se confirmar, o Omoda 4 vira a primeira aposta chinesa em flex no segmento de entrada.

Design Cyber Mecha: a inspiração no Lamborghini Urus

Omoda 4 azul e amarelo em vista traseira três quartos em cenário cyber-mecha com fumaça
Foto: divulgação Omoda

O design segue a linguagem “Cyber Mecha”, que a Omoda apresentou globalmente como visual da nova geração. Linhas angulares, faróis em formato de Y, grade fechada e detalhes futuristas. O perfil lateral é compacto, com balanço dianteiro curto e teto que desce levemente em direção à traseira.

O detalhe que mais chamou atenção da imprensa foi um elemento de luxo: o botão de partida tem portinha estilo Lamborghini Urus.

É um recurso que normalmente aparece em superesportivos de R$ 1 milhão. No Omoda 4 vira recurso de marketing — sinal de que a marca entendeu como puxar atenção com elementos típicos de premium.

Por dentro, o pacote tecnológico inclui telas digitais (painel de instrumentos + central multimídia integrados), conectividade nativa, ar-condicionado digital e bancos de couro sintético em algumas versões. O espaço interno foi ampliado com uso da plataforma T1X — a mesma do Tiggo 4 e Tiggo 5X da Caoa Chery.

Dimensões e espaço: maior que o T-Cross na briga dos compactos

Com 4,40 m de comprimento, o Omoda 4 fica entre o segmento compacto e o médio. Para referência:

  • VW Tera: 4,15 m
  • Renault Kardian: 4,12 m
  • Fiat Pulse: 4,11 m
  • VW T-Cross: 4,22 m
  • Omoda 4: 4,40 m
  • Toyota Corolla Cross: 4,46 m

O Omoda 4 é maior que todos os SUVs entry brasileiros e quase chega no Corolla Cross. A aposta da marca é cobrar preço de Pulse/Tera entregando dimensão de Corolla Cross.

Se o consumidor responder, vai colocar pressão direta sobre o T-Cross e o Creta — modelos que hoje custam R$ 30-40 mil acima.

Omoda 4 SHS-H azul exposto no estande do Salão de Pequim 2026
Foto: divulgação Omoda — Salão de Pequim 2026

Pacote tecnológico e ADAS: o que vem de série

Outra frente de batalha é a tecnologia. A Omoda confirmou que o Omoda 4 trará pacote ADAS (Advanced Driver Assistance Systems) completo, com:

  • Frenagem autônoma de emergência
  • Controle de cruzeiro adaptativo (ACC)
  • Manutenção em faixa (lane keep)
  • Detecção de ponto cego
  • Câmera de 360°
  • Faróis adaptativos full LED

Esse pacote chega de série em alguns SUVs premium acima de R$ 200 mil. No segmento entry, é raríssimo. O Omoda 4 vai obrigar concorrentes como Tera, Kardian e Pulse a responder — ou a aceitar perder mercado para um carro mais equipado por preço similar.

Omoda 4 vs Tera, Kardian e Pulse: quem leva no papel

O comparativo direto mostra a grande aposta da Omoda:

Modelo Preço inicial Potência Compr. Câmbio
Omoda 4 HEV R$ 130-140 mil (estim.) 224 cv 4,40 m DHT auto
VW Tera 200 TSI R$ 109.890 116 cv 4,15 m Aut. 6 marchas
Renault Kardian R$ 119.290 125 cv 4,12 m CVT
Fiat Pulse Audace R$ 124.990 130 cv 4,11 m CVT
VW T-Cross 200 TSI R$ 134.190 116 cv 4,22 m Aut. 6 marchas

O Omoda 4 entrega quase o dobro de potência do Tera e do T-Cross, com mais espaço, por preço comparável ou levemente acima.

A diferença entre 116 cv e 224 cv é enorme na prática: aceleração, retomada, conforto em viagem.

Em termos de R$/cv, o Omoda 4 fica em torno de R$ 625/cv. O Tera 200 TSI fica em ~R$ 950/cv.

Omoda 4 azul em vista lateral pura em movimento com rastros de luz urbana ao fundo
Foto: divulgação Omoda

Produção: vai ser feito no Brasil?

Por enquanto, não. O Omoda 4 chega importado da China em 2026.

Mas a Omoda & Jaecoo confirmou que estuda fábrica no Brasil — e o modelo é candidato natural à nacionalização.

Se acontecer, o cenário fica idêntico ao da GWM em Iracemápolis: produto importado para abrir mercado, depois nacionalização para escalar.

Para quem vai comprar agora, vale ficar atento ao histórico do veículo importado.

Antes de fechar negócio em qualquer SUV chinês, é bom consultar débitos pela placa e a depreciação esperada.

Modelos novos no mercado brasileiro têm curva de revenda imprevisível nos primeiros anos.

O que esperar do lançamento do Omoda 4

Para quem decide agora trocar o carro em 2026, o Omoda 4 entra na conta.

Se a Omoda confirmar R$ 130-140 mil na versão híbrida, o segmento de entrada vai virar de cabeça pra baixo. Concorrentes japoneses, alemães e brasileiros vão precisar reagir rápido.

A marca declarou meta de entrar no top 10 de vendas até o fim de 2026. Com Omoda 4, Jaecoo 5 e Jaecoo 8 juntos no portfólio, é meta agressiva — mas possível.

O Brasil descobre no último trimestre se a aposta chinesa em “democratizar tecnologia híbrida” pega. Ou se ainda falta confiança para topar pagar R$ 130 mil em SUV chinês recém-chegado.

Site oficial Omoda & Jaecoo Brasil

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