Multas em SP 2026: Top 5 e valores das autuações

Por Verificar Auto 15/07/2026 às 10:04 5 min de leitura
Multas em SP 2026: Top 5 e valores das autuações
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As multas mais comuns em SP no 1º semestre de 2026 mostram um retrato bem paulista do trânsito: muito papel atrasado e muita distração ao volante. O ranking do Detran-SP explica onde o motorista mais escorrega, quanto isso custa e por que a dor de cabeça vai muito além da multa.

Tem muita autuação “boba” aí. E justamente por isso ela se repete em escala industrial.

As 5 multas que mais pegaram em São Paulo

O levantamento do Detran-SP aponta cerca de 1,5 milhão de infrações no semestre. Só as duas primeiras colocadas somam 659.161 autuações, algo perto de 43% do total.

Todas estão previstas no Código de Trânsito Brasileiro. A lista mistura obrigação do proprietário com erro clássico de quem roda na cidade.

Posição Infração Autuações Multa Pontos
1 Não registrar o veículo em até 30 dias após a transferência 477.989 R$ 195,23 5
2 Conduzir veículo sem licenciamento válido 181.172 R$ 195,23 5
3 Trafegar sem cinto de segurança 83.607 R$ 195,23 5
4 Dirigir manuseando ou segurando celular 79.383 R$ 293,47 7
5 Avançar o sinal vermelho 43.016 R$ 293,47 7

O top 5 inteiro chega a 865.167 registros. Não é pouca coisa. E só 16,54% das autuações do semestre tinham sido quitadas até agora.

Documentação segue na frente porque muita gente esquece o básico

A multa campeã não tem nada de direção agressiva. Ela aparece quando o comprador do usado não faz a transferência no prazo de 30 dias, como manda o art. 123, inciso I, do CTB.

Isso pega em cheio quem fecha negócio entre particulares. Assinou o recibo, levou o carro e empurrou a vistoria para depois? O relógio já está correndo.

Comprou usado? O prazo começa na transferência

Essa autuação recai sobre a regularização do veículo, não sobre a forma de dirigir. Em outras palavras: é um problema típico de proprietário, não de comportamento no trânsito.

São 477.989 casos em seis meses. Para um estado do tamanho de São Paulo, isso expõe uma rotina velha conhecida de despachante, fila e documento deixado para a última semana.

Licenciamento vencido pode virar apreensão na prática

O segundo lugar também é administrativo. Rodar sem licenciamento válido rende multa grave, 5 pontos e ainda pode levar à retenção do veículo, dependendo da abordagem e da situação do débito.

Aqui entra um detalhe que pesa no bolso: licenciamento costuma travar por acúmulo de taxa, IPVA e outras pendências. A multa é só a porta de entrada do problema.

Celular, cinto e sinal vermelho mostram o trânsito real da capital

Da terceira posição em diante, o ranking sai do cartório e volta para a rua. Sem cinto, celular na mão e avanço de sinal vermelho formam um combo bem urbano.

Faz sentido. São Paulo tem corredor, cruzamento semaforizado, trânsito travado e motorista que acha que “é só responder rapidinho”. Nunca é só isso.

O uso de celular ao volante segue pesado: 79.383 autuações. Como a infração é gravíssima, o prejuízo sobe para R$ 293,47 e 7 pontos na CNH.

Já o avanço de sinal vermelho entrou no top 5 no lugar de dirigir sem CNH, PPD ou ACC, que aparecia no ranking de 2025. A troca aponta mais peso da fiscalização eletrônica em cruzamentos e corredores.

Semáforo com câmera não discute. Passou no vermelho, a foto fala por você.

Quem leva os pontos e quando dá para recorrer

Nem toda infração funciona da mesma forma. Transferência fora do prazo e licenciamento vencido costumam recair sobre o proprietário, porque tratam da situação do veículo.

Celular, cinto e sinal vermelho, por outro lado, têm relação direta com o condutor. Se houver indicação correta do motorista, os pontos vão para quem estava dirigindo.

Mas recorrer continua sendo direito do cidadão. Placa lida errado, local impossível, erro de marca ou modelo e sinalização deficiente são situações clássicas de defesa prévia e recurso à Jari.

Não é milagre. Só que também não dá para aceitar autuação mal preenchida sem conferir os dados.

O que esse ranking muda para quem roda em SP nesta semana

Na prática, o recado é simples: comprou carro usado, conte 30 dias; vai sair com o veículo, confira o licenciamento; entrou no trânsito, deixe o celular quieto e o cinto afivelado. Parece básico porque é básico.

  • Carro recém-comprado: a transferência não pode ficar para “mês que vem”.
  • Licenciamento: CRLV atrasado pode parar o carro numa blitz.
  • Uso urbano: cruzamento com câmera virou armadilha para distraído.
  • Celular: segurar ou manusear já basta para autuação gravíssima.

O ranking do semestre mostra uma coisa incômoda: o motorista paulista ainda perde mais dinheiro com papel atrasado e hábito ruim do que com erro técnico de direção. Se o avanço de sinal já entrou no top 5 em 2026, qual infração vai subir quando a fiscalização por câmera apertar mais um pouco?