Honda Fit 2010 usado ainda pede caro na FIPE

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Honda Fit 2010 usado ainda pede caro na FIPE
Honda Fit 2010 usado ainda pede caro na FIPE — detalhe (Foto: Autoevolution)

O Honda Fit 2010 custa hoje, em abril de 2026, entre R$ 39.160 e R$ 45.948 na tabela FIPE, conforme a versão e o câmbio. Quem busca “honda 2010 fit” normalmente quer isso de cara, mas também quer saber quais versões existem, quanto ele consome e se ainda faz sentido pagar esse valor num hatch de 16 anos.

Ele continua caro. E não é por nostalgia.

O Fit segura preço porque entrega três coisas que ainda pesam no Brasil: mecânica confiável, espaço interno muito acima da média e revenda forte. O problema é outro: por esse dinheiro, já dá para olhar carros mais novos — e aí a compra precisa ser feita com olho clínico.

Honda 2010 Fit na FIPE: quanto custa cada versão

A faixa de preço muda bastante entre o 1.4 manual de entrada e o 1.5 automático mais completo. Na tabela FIPE oficial, os valores médios de abril de 2026 ficam assim:

Versão Código FIPE Preço médio
LX 1.4 Flex 8V/16V Mecânico 014039-2 R$ 39.160
LXL 1.4 Flex Mecânico 014041-4 R$ 41.660
LX 1.4 Flex Automático 014040-6 R$ 42.667
LXL 1.4 Flex Automático 014042-2 R$ 44.855
EX/S 1.5 Flex Automático 014045-7 R$ 45.393
EXL 1.5 Flex Mecânico 014057-0 R$ 43.242
EXL 1.5 Flex Automático 014056-2 R$ 45.948

Na rua, o preço real varia bastante. Quilometragem, histórico de manutenção, estado do câmbio automático e até região do país mexem muito no anúncio.

R$ 46 mil num Fit 2010 parece exagero? Parece. Só que o mercado aceita pagar isso em exemplares íntegros, principalmente nas versões automáticas.

Honda Fit 2010 usado ainda pede caro na FIPE
Honda Fit 2010 usado ainda pede caro na FIPE (Reprodução)

Qual versão do Fit 2010 usado faz mais sentido

Se a ideia é gastar menos e usar mais na cidade, o 1.4 manual resolve. Não empolga, mas cumpre o papel sem drama e costuma custar menos para entrar na garagem.

Agora, se você roda em rodovia ou pega carro cheio com frequência, o 1.5 é a escolha mais redonda. Ele responde melhor em retomadas e sofre menos com ar-condicionado ligado e bagagem no porta-malas.

1.4 Flex: o mais racional

As versões LX e LXL usam o motor 1.4 Flex. Ele entrega cerca de 100 cv na gasolina e 101 cv no etanol, com torque na faixa de 13 kgfm.

Serve bem no trânsito. Em ultrapassagem, já pede paciência.

1.5 Flex: o Fit mais acertado

Nas versões EX/S e EXL, o motor 1.5 sobe para cerca de 115 cv na gasolina e 116 cv no etanol, com torque em torno de 14,8 kgfm.

Não vira foguete. Mas tira aquela sensação de carro amarrado que aparece no 1.4 automático, sobretudo em subida e retomada.

Entre as combinações do mercado, duas costumam fazer mais sentido: LXL 1.4 automático e EX/EXL 1.5 automático. A primeira equilibra preço e praticidade. A segunda entrega o melhor Fit 2010 que dá para ter.

Motor, câmbio e consumo: onde ele agrada e onde cansa

O Fit 2010 foi vendido com câmbio manual de 5 marchas ou automático de 5 marchas. Isso ajuda no usado porque o automático da época é conhecido no mercado e ainda agrada quem quer fugir de automatizado problemático.

Mas não espere agilidade de hatch moderno turbo. O automático prioriza suavidade, não pressa.

Ficha técnica Fit 1.4 Flex Fit 1.5 Flex
Versões LX, LXL EX/S, EXL
Potência 100 cv gasolina / 101 cv etanol 115 cv gasolina / 116 cv etanol
Torque Cerca de 13 kgfm Cerca de 14,8 kgfm
Câmbio Manual ou automático, ambos de 5 marchas Manual ou automático, ambos de 5 marchas
Consumo cidade 7,1 km/l etanol / 10,8 km/l gasolina
Consumo estrada 8,4 km/l etanol / 12,8 a 13,2 km/l gasolina
0 a 100 km/h 11 a 12 s manual / 14,5 s automático
Velocidade máxima 160 a 170 km/h
Tanque 42 litros 42 litros
Porta-malas 384 litros 384 litros

No papel, o 1.4 faz até 10,8 km/l na cidade e 12,8 a 13,2 km/l na estrada com gasolina. Para um hatch automático de 2010, segue honesto.

Com tanque de 42 litros, a autonomia urbana pode chegar perto de 452 km. Na estrada, passa de 530 km em uso racional.

O ponto fraco aparece no desempenho. O 1.4 automático leva cerca de 14,5 segundos no 0 a 100 km/h. Em uso urbano leve, tudo bem. Em serra ou pista simples, falta fôlego.

Honda Fit 2010 usado ainda pede caro na FIPE
Honda Fit 2010 usado ainda pede caro na FIPE (Reprodução)

Espaço interno ainda é o truque do Fit

É aqui que o Fit continua atual. Mesmo compacto, ele aproveita muito bem a cabine e entrega uma sensação de espaço que vários rivais de época não conseguiam.

Medida Valor
Comprimento 3.900 mm
Largura 1.695 mm
Altura 1.535 mm
Entre-eixos 2.500 mm
Porta-malas 384 litros

Os 384 litros de porta-malas ainda impressionam. Família pequena usa sem aperto. Quem faz mercado grande também agradece.

Por dentro, o Fit sempre teve aquela lógica inteligente da Honda. Banco traseiro modular, cabine arejada e boa posição de dirigir. O acabamento, por outro lado, já mostra idade.

Plástico duro? Bastante. Sofisticação? Zero. Funcionalidade? Muita.

Entre os rivais de época, ele costuma levar vantagem sobre Volkswagen Fox, Chevrolet Agile e Fiat Punto quando o assunto é espaço útil. A Nissan Livina oferece cabine ampla, mas já entra em outra proposta. O Honda City 2010 vira alternativa para quem prefere sedã.

Equipamentos e o que muda entre as versões

Dependendo da configuração, o Fit 2010 podia trazer direção elétrica, ar-condicionado, vidros e travas elétricos, airbags frontais e, nas versões mais completas ou conforme pacote, freios ABS.

Quem procura usado em 2026 precisa olhar além da lista de itens. O que interessa é encontrar um carro com tudo funcionando. Ar gelando, vidros subindo sem esforço, câmbio trocando macio e suspensão sem bater seco.

É aí que muita unidade boa se separa das maquiadas para anúncio.

Antes de comprar, o que precisa ser olhado sem desculpa

Honda usado famoso costuma vender rápido. Justamente por isso, aparece muito carro cansado com preço de íntegro. E o Fit não foge dessa regra.

  • Histórico de troca de óleo: motor Honda mal cuidado cobra a conta depois.
  • Funcionamento do câmbio automático: trancos, demora nas trocas e ruídos merecem atenção.
  • Suspensão dianteira: buchas, bieletas e coxins costumam denunciar uso pesado.
  • Ar-condicionado: teste em trânsito e em marcha lenta.
  • Procedência: confira passagem por leilão, sinistro e restrições administrativas.
  • Estrutura: desalinhamento de portas, solda fora do padrão e diferença de tonalidade acendem alerta.

Também vale puxar consulta de débitos e documentação no Detran da sua UF. IPVA, multas e licenciamento atrasado entram na conta logo no primeiro dia.

Na manutenção, ele não é carro de peça baratinha como alguns populares antigos. Só que costuma ser previsível. Isso pesa a favor.

Pagar quase R$ 46 mil num Fit 2010 ainda fecha?

Depende da versão e, principalmente, do estado. Um LX manual por R$ 39 mil já entra numa faixa em que o comprador vai comparar com hatch compacto mais novo, às vezes menos querido, mas com idade menor.

Agora, um EXL 1.5 automático perto de R$ 46 mil só faz sentido se estiver realmente acima da média. Revisões em dia, interior inteiro, câmbio saudável e nada de histórico nebuloso.

Para uso urbano, família pequena e quem valoriza revenda, ele continua forte. Para quem quer desempenho, multimídia moderna e segurança mais atual, a idade começa a pesar.

O Fit 2010 ainda vende por reputação. E reputação, no mercado brasileiro, vale dinheiro. A dúvida é se, em 2026, o nome Honda sozinho ainda justifica pagar até R$ 45.948 num hatch de 2010.

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