O Geely EX5 EM-i virou vitrine no BBB 26, mas o assunto de verdade é outro. O SUV médio híbrido plug-in estreia no Brasil por R$ 189.990, entrega 262 cv e chega a 112 km em modo elétrico na versão ULTRA. É preço de briga séria com BYD Song Plus, Song Pro e GWM Haval H6 PHEV.
Não é só carro de prova de reality.
Esse é o primeiro híbrido plug-in da Geely no país. E ele chega no momento certo: o comprador brasileiro já entendeu que PHEV não vive só de potência. Quer autonomia elétrica boa, pacote de segurança completo e preço que não assuste na concessionária.
Quanto custa o Geely EX5 EM-i no Brasil
A linha foi lançada em três versões. A diferença entre elas não está no visual ou no motor, mas no nível de equipamentos e, no topo, na bateria maior.
| Versão | Preço | Bateria | Autonomia elétrica |
|---|---|---|---|
| EX5 EM-i PRO | R$ 189.990 | 18,4 kWh | 65 km |
| EX5 EM-i MAX | R$ 209.990 | 18,4 kWh | 65 km |
| EX5 EM-i ULTRA | R$ 234.990 | 29,8 kWh | 112 km |
R$ 189.990 num SUV médio plug-in de 262 cv é entrada agressiva. A Geely foi direto no ponto em que o brasileiro compara mais rápido: quanto custa entrar no mundo dos eletrificados sem cair para um carro menor.
Mas será que a versão de entrada já resolve? Resolve bastante. A PRO traz faróis e lanternas em LED, multimídia de 15,4″, painel digital de 10,2″, Android Auto e Apple CarPlay sem fio, ar dual zone, chave presencial, freio eletrônico, seis airbags e pacote ADAS com frenagem autônoma e assistente de faixa.

Números que colocam o EX5 EM-i na disputa
O conjunto mecânico é um 1.5 aspirado a gasolina com sistema híbrido plug-in. A potência combinada é de 262 cv, com 38,7 kgfm de torque e aceleração de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos.
Anda bem. E, mais importante, anda com sobra para um SUV familiar de 4,74 metros.
| Ficha técnica | Geely EX5 EM-i |
|---|---|
| Segmento | SUV médio híbrido plug-in |
| Plataforma | GEA |
| Motor a combustão | 1.5 aspirado a gasolina |
| Potência combinada | 262 cv |
| Torque combinado | 38,7 kgfm |
| 0 a 100 km/h | 7,8 s |
| Comprimento | 4,74 m |
| Largura | 1,90 m |
| Entre-eixos | 2,75 m |
| Porta-malas | 428 litros |
| Porta-malas com bancos rebatidos | 2.065 litros |
| Autonomia combinada | Até 1.300 km |
| Concorrentes diretos | BYD Song Plus, BYD Song Pro e GWM Haval H6 PHEV |
O porte também ajuda a explicar a ambição da marca. Com 2,75 m de entre-eixos, ele entra no miolo do segmento. Não é SUV compacto esticado. É carro para família, banco traseiro usado de verdade e porta-malas que aguenta viagem.
Os números de autonomia foram homologados no padrão brasileiro. O Inmetro é a referência que importa aqui, não ciclo chinês ou europeu que depois vira frustração no uso real.

O que muda entre PRO, MAX e ULTRA
A PRO já vem bem armada. Para muita gente, ela basta. ADAS, seis airbags e tela grande não são mais luxo nesse preço. São obrigação — e a Geely entendeu isso.
Subindo para a MAX, o carro fica mais convincente. Entram teto solar panorâmico, porta-malas elétrico, carregador por indução, iluminação ambiente, bancos dianteiros elétricos com ventilação, sistema de som com 16 alto-falantes, head-up display, câmera 540°, ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro.
É a versão que parece mais redonda da gama. Cobra R$ 20 mil a mais que a PRO, mas devolve em conforto e tecnologia o que muita marca tradicional ainda vende como opcional caro.
Já a ULTRA vai por outro caminho. Mantém o conteúdo da MAX e acrescenta bateria de 29,8 kWh, autonomia elétrica de 112 km e recarga rápida DC de até 60 kW.
Bonito na ficha. Mas faz diferença no dia a dia? Faz, sim. Quem roda 30 km por dia consegue usar o modo elétrico por mais de três dias sem recarregar na ULTRA. Na PRO e na MAX, os 65 km já cobrem boa parte do trajeto urbano de ida e volta.

BBB 26 dá exposição, mas a briga real é outra
A escolha do EX5 EM-i para aparecer na reta final do BBB 26 não foi por acaso. A Geely precisa ganhar nome rápido no Brasil, e SUV eletrificado precisa de vitrine de massa. Só que TV sozinha não vende carro de R$ 190 mil para cima.
O comprador dessa faixa olha autonomia, preço, equipamento e confiança na marca. A Geely atacou três desses pontos logo de cara. Faltam os dois mais difíceis: rede forte e pós-venda convincente.
Tem mais um detalhe. O EX5 EM-i não chega como produto exótico. Ele conversa com um público que hoje sai de Corolla Cross, Compass e Taos, mas quer baixar o gasto com gasolina sem depender de carregador público em viagem.
Também pesa o fato de ele não ser elétrico puro. Para muita gente, isso ainda é vantagem. Você carrega em casa quando dá, roda boa parte da semana no elétrico e, se precisar pegar estrada, o motor a gasolina resolve sem drama.
Preço agressivo é só a primeira metade da história
Entre R$ 189.990 e R$ 234.990, o EX5 EM-i entrou no jogo certo. Tem desempenho forte, autonomia elétrica útil e pacote de série que não passa vergonha nem na versão básica.
O desafio agora é outro. Porque carro de reality chama atenção por uma noite; carro eletrificado de marca nova precisa segurar valor, peça e confiança por anos. E essa prova, fora da casa, costuma ser bem mais dura.

