A GAC cresceu 49,7% em vendas no Brasil em junho de 2026 na comparação com maio, puxada pela estreia do Aion UT, que emplacou 659 unidades no primeiro mês completo de comercialização e entrou direto na 5ª posição entre os elétricos mais vendidos do país. A marca chinesa somou 2.000 veículos vendidos no mês.
“Os resultados de junho mostram que a GAC está construindo uma operação sólida no Brasil”, disse Eduardo Sato, diretor comercial da marca, em declaração à Auto+ TV. O acumulado da GAC em 2026 já passa de 6.000 unidades vendidas.
Ficha técnica do Aion UT: duas baterias, dois preços
O Aion UT chega em duas versões. A Premium, com bateria de 44,1 kWh e 253 km de autonomia pelo ciclo Inmetro, custa R$ 139.990. A Elite, com bateria maior de 60 kWh e 310 km de autonomia, sai por R$ 159.990.
Ambas usam o mesmo motor elétrico de 204 cv e 210 Nm de torque, com velocidade máxima de 160 km/h. A Elite acelera de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos, contra 8,6 segundos da Premium, diferença que vem do peso extra da bateria maior. A recarga rápida DC chega a 87 kW, levando o carro de 30% a 80% de carga em cerca de 24 minutos.
Como fica o ranking de elétricos no Brasil
O Aion UT entrou direto na 5ª posição entre os elétricos 100% a bateria mais vendidos de junho, um resultado forte para um modelo recém-lançado, ainda que atrás dos líderes consolidados do segmento, como as versões do BYD Dolphin. O irmão de linha, o Aion V, aparece na 9ª posição.
O desempenho da GAC ocorre num mês recorde para o setor: o Brasil emplacou 47.579 carros eletrificados em junho, maior número mensal já registrado, somando 90.470 unidades no primeiro semestre de 2026. A entrada de mais uma marca chinesa competitiva no ranking reforça a pressão sobre os preços do segmento.
O que o resultado diz sobre a estratégia da GAC
Com garantia de 8 anos ou 160.000 km no veículo e 8 anos ou 200.000 km na bateria, a GAC aposta em cobertura longa para compensar a marca ainda pouco conhecida do público brasileiro. O preço de entrada, abaixo dos R$ 140 mil, também mira diretamente o comprador que hoje considera o Dolphin da BYD.
Um mês de resultado forte não faz uma marca, mas coloca a GAC no radar de quem acompanha a corrida dos elétricos chineses no Brasil. A pergunta que fica é se o ritmo de crescimento de quase 50% se sustenta quando a novidade do lançamento passar.
