O Free Flow poderá ser consultado pelo aplicativo CNH do Brasil a partir de 24/08/2026. A integração reunirá passagens e débitos de rodovias federais e estaduais.
A mudança foi informada pelo Ministério dos Transportes. O objetivo é colocar em um único ambiente oficial informações que hoje ficam espalhadas entre concessionárias.
Para o motorista, a principal vantagem está em localizar uma cobrança antes que ela resulte em autuação por evasão de pedágio.
O que muda no aplicativo CNH do Brasil
A partir de segunda-feira, 24/08/2026, o usuário poderá consultar pendências do Free Flow diretamente no aplicativo CNH do Brasil.
A integração deve reunir dados de 14 concessionárias que operam o sistema no país. A cobertura inclui trechos de rodovias federais e estaduais.
O aplicativo funcionará como uma central de consulta. O motorista poderá verificar passagens registradas e débitos vinculados ao veículo.
| Informação | Como fica |
|---|---|
| Início da integração | 24/08/2026 |
| Ambiente de consulta | Aplicativo CNH do Brasil |
| Abrangência | Rodovias federais e estaduais |
| Concessionárias integradas | 14 empresas |
| Dados disponíveis | Passagens, pendências e débitos |
| Identificação do veículo | Placa ou TAG eletrônica |
O recurso não elimina a cobrança. Ele organiza a informação e facilita a regularização pelo canal oficial indicado ao motorista.
Por que o Free Flow causa tanta confusão
O Free Flow não tem praça, cabine ou cancela. O carro passa por um pórtico, e câmeras e sensores registram a passagem automaticamente.
A leitura pode ocorrer pela placa ou por uma TAG instalada no para-brisa. Quem usa TAG costuma ter a cobrança vinculada à operadora do dispositivo.
Sem TAG, o proprietário precisa consultar os canais da concessionária e pagar dentro do prazo definido para o trecho.
O problema aparece quando o motorista cruza várias rodovias. Cada empresa pode manter seu próprio site, aplicativo e procedimento de pagamento.
Uma viagem longa, por exemplo, pode gerar registros em diferentes concessões. Sem uma consulta centralizada, é fácil esquecer uma das cobranças.
O aplicativo CNH do Brasil tenta resolver justamente essa fragmentação. O usuário deixa de depender de uma busca manual por concessionária.
Milhões de multas entram no período de regularização
O governo suspendeu temporariamente cerca de 3,4 milhões de multas relacionadas à evasão do Free Flow em abril de 2026.
A medida também interrompeu a aplicação de pontos durante a transição. O prazo informado para regularizar os débitos sem essas penalidades termina em 16/11/2026.
Isso não significa que toda passagem se tornou gratuita. O valor do pedágio continua devido, mesmo quando a penalidade fica suspensa.
Quem recebeu uma notificação deve conferir a situação no aplicativo e nos canais oficiais da concessionária responsável.
Deixar para depois pode ser caro. Após o prazo de transição, a falta de pagamento poderá voltar a gerar as consequências previstas.
Placa e TAG terão consulta no mesmo lugar?
A proposta alcança os dois formatos de identificação. O sistema registra o veículo pela placa ou pela TAG eletrônica.
Para quem usa TAG, a cobrança normalmente segue o contrato com a empresa operadora. Ainda assim, a centralização ajuda a conferir se a passagem foi reconhecida corretamente.
Já o motorista sem TAG é o público mais beneficiado pela consulta oficial. Ele poderá localizar débitos sem procurar concessionária por concessionária.
Mas é preciso conferir os dados antes do pagamento. Uma placa clonada, uma leitura incorreta ou uma cobrança duplicada exige contestação.
O aplicativo deve facilitar a localização do problema. A análise e a correção continuam dependendo da concessionária responsável pelo trecho.
Free Flow segue regras específicas do Contran
O modelo de livre passagem é regulamentado pela Resolução Contran nº 1.013/2024. A norma exige homologação da Senatran antes da operação.
Os sistemas automáticos de fiscalização também precisam observar requisitos definidos na Resolução Contran nº 920/2022, com participação do INMETRO e da Senatran.
Essas regras diferenciam o pedágio eletrônico de uma simples câmera instalada na rodovia. O registro precisa seguir requisitos técnicos e administrativos.
As informações oficiais sobre trânsito e transporte podem ser acompanhadas no portal do Ministério dos Transportes.
O que o motorista deve fazer a partir de 24 de agosto
O primeiro passo é manter o aplicativo CNH do Brasil atualizado e acessar a conta vinculada ao proprietário ou condutor.
Depois, será necessário verificar se existem passagens pendentes, datas de utilização e valores associados ao veículo.
Se houver débito, o pagamento deve seguir as instruções exibidas no ambiente oficial ou no canal da concessionária.
Não clique em links recebidos por mensagens suspeitas. Golpes com boletos falsos podem aproveitar a confusão causada pela expansão do Free Flow.
Também vale guardar comprovantes. Em caso de cobrança repetida, pagamento não reconhecido ou erro de placa, o documento ajuda na contestação.
A integração chega em um momento delicado: 3,4 milhões de autuações estão em regularização, e a janela sem penalidades acaba em 16/11/2026. Quem vai conferir o aplicativo hoje?
