A Ferrari Amalfi já está no Brasil, com reservas abertas pela Via Itália e preço inicial de R$ 3,7 milhões. Ela assume o lugar da Roma como porta de entrada da marca e muda a conta do comprador brasileiro.
Barata? Só dentro do universo Ferrari. Na prática, é um cupê GT 2+2 para quem quer um V8 biturbo de 640 cv sem partir para um carro mais radical da marca.
R$ 3,7 milhões para entrar na Ferrari
O valor de entrada confirmado para a Amalfi no Brasil é de R$ 3,7 milhões. Com opcionais, pintura especial, acabamento interno e pacote de personalização, a conta sobe rápido para algo em torno de R$ 4,3 milhões.
E pode ir além. Em configurações mais carregadas, o preço encosta em R$ 5 milhões antes mesmo de entrar na conversa de seguro, IPVA e transporte.
Em um estado com alíquota de 4%, o IPVA sobre o valor inicial já beira R$ 148 mil. É o preço de um SUV médio zero só para manter a placa em dia.
Tem outro detalhe. O pós-venda fica concentrado na rede oficial da Via Itália, o que é esperado nesse nível de carro, mas limita atendimento fora dos grandes centros.
Ela troca a Roma, mas não virou carro manso
A Amalfi entra como substituta indireta da Ferrari Roma no portfólio brasileiro. Só que não é uma troca de nome pura e simples.
Houve ajustes em turbos, amortecedores e aerodinâmica. O pacote inclui um aerofólio traseiro ativo, embutido na carroceria, que sobe em alta velocidade para gerar apoio e também atuar como freio aerodinâmico.
Não é híbrida. Não é elétrica. A Ferrari manteve aqui a velha receita que ainda faz muito cliente abrir a carteira: motor a combustão, tração traseira e câmbio de dupla embreagem.
o apelo da Amalfi. Ela fala com o cliente que quer uma Ferrari usável em viagem, fim de semana e até deslocamentos curtos, sem a aspereza de um superesportivo mais extremo.

Os números da Amalfi no papel
Os dados oficiais colocam a Amalfi num ponto curioso. Ela não tenta ser a Ferrari mais rápida da vitrine, mas também está longe de ser um GT domesticado demais.
| Item | Ferrari Amalfi |
|---|---|
| Motor | V8 3.9 biturbo, dianteiro-central |
| Potência | 640 cv |
| Torque | 77,5 kgfm |
| Câmbio | Automatizado de dupla embreagem, 8 marchas |
| Tração | Traseira |
| 0 a 100 km/h | 3,3 s |
| Velocidade máxima | 320 km/h |
| Carroceria | Cupê GT 2+2 |
| Comprimento | 4,66 m |
| Largura | 1,97 m |
| Entre-eixos | 2,67 m |
| Altura | Cerca de 1,30 m |
| Peso | Aproximadamente 1.470 kg |
| Porta-malas | 273 litros |
| Preço inicial no Brasil | R$ 3,7 milhões |
| Importadora oficial | Via Itália |
| Ano-modelo | 2025/2026 |
3,3 segundos no 0 a 100 km/h e 320 km/h de máxima não deixam espaço para conversa mole. Ainda assim, o porte e o porta-malas de 273 litros mostram que ela foi pensada como GT de verdade.
Ou seja: cabe bagagem para um fim de semana e sobram cavalos para qualquer estrada. Esse equilíbrio é justamente o argumento da Amalfi.

No Brasil, ela pega rivais de peso
Na faixa de preço e proposta, a Amalfi não anda sozinha. O cliente que chega nela costuma olhar também para Aston Martin Vantage, Mercedes-AMG GT 63 S Performance e Porsche 911 Turbo S.
| Rival | Proposta |
|---|---|
| Aston Martin Vantage | GT de luxo com pegada esportiva e foco em estilo |
| Mercedes-AMG GT 63 S Performance | Cupê de alto desempenho com proposta mais tecnológica |
| Porsche 911 Turbo S | Superesportivo usável no dia a dia e referência em desempenho |
A Ferrari tenta ocupar um espaço próprio. Menos brutal que um carro de pista, mais teatral que muito GT alemão e com o peso do emblema que, goste ou não, ainda fala alto nesse mercado.
Vai roubar cliente do 911 Turbo S? Em parte, sim. Mas o comprador típico da Amalfi quer outra coisa: uma Ferrari de primeira compra, com cara de carro especial e sem abrir mão de alguma civilidade.
Via Itália já abriu as reservas
As reservas no Brasil já estão abertas pela importadora oficial. O preço final depende de configuração, impostos, frete e do nível de personalização escolhido pelo cliente.
A ficha técnica global da Amalfi já aparece no site oficial da Ferrari. Por aqui, o interessado vai tratar quase tudo na concessionária, porque nesse segmento o carro raramente sai “de catálogo”.
R$ 3,7 milhões colocam a Amalfi na base da Ferrari no Brasil. Só que o número que realmente define a compra vem depois, quando o configurador começa a empilhar opcionais e a “Ferrari de entrada” já flerta com R$ 5 milhões.
