O Contran atualizou as regras para veículos removidos por infrações de trânsito, substituindo a Resolução 623/2016 pela nova Resolução 1.025/2026. A mudança central é a criação da “guarda monitorada”, um sistema de pátio virtual que reduz a necessidade de grandes pátios físicos para guardar veículos apreendidos.
A resolução também torna o leilão de veículos removidos totalmente eletrônico, encerrando o modelo de leilões presenciais que ainda existia em parte do país.
O que muda com a guarda monitorada
Diferente do que alguns veículos de imprensa descreveram como “tornozeleira eletrônica”, o conceito real da nova regra é o monitoramento eletrônico do local de guarda do veículo removido, não um dispositivo instalado no carro. Na prática, isso permite que órgãos de trânsito usem espaços menores e mais distribuídos para guardar veículos, em vez de depender só de pátios centralizados de grande porte.
A resolução também reorganiza a disputa de competência entre órgãos federais, estaduais e municipais sobre remoção e guarda de veículos, um ponto que gerava divergências de interpretação entre diferentes Detrans do país.
Leilão 100% eletrônico
Com a nova regra, todo o processo de leilão de veículos não retirados passa a ser feito por plataforma eletrônica, sem etapas presenciais. A expectativa é que isso amplie o alcance dos leilões e reduza custos operacionais dos órgãos responsáveis.
Quem tem interesse em participar de leilões de veículos removidos deve acompanhar os canais oficiais do Detran do seu estado, já que o texto da resolução ainda está em processo de regulamentação detalhada em nível estadual.
O que fazer se seu veículo foi removido
O texto oficial da Resolução 1.025/2026 ainda precisa ser consultado diretamente no site do Ministério dos Transportes para confirmar prazos exatos de retirada antes do leilão, já que fontes diferentes trazem números que não batem entre si. O mais seguro é procurar o Detran do seu estado assim que souber que o veículo foi removido, para não correr risco de perder o prazo.
A digitalização de processos como leilão e guarda de veículos segue uma tendência mais ampla de modernização dos órgãos de trânsito brasileiros. Para o motorista, o efeito prático é menos burocracia presencial, mas também menos margem para “resolver na conversa” com quem está no pátio físico.
