A Chevrolet lidera a intenção de compra de veículos novos e usados em 2026, segundo a Webmotors Autoinsights. O dado chama atenção porque coloca a marca à frente de Volkswagen, Fiat, Honda e Toyota — e ajuda a entender o que o brasileiro ainda valoriza quando vai trocar de carro.
A pesquisa ouviu mais de 1,8 mil pessoas entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. E a leitura é clara: confiança, manutenção e conforto pesam mais do que discurso de tecnologia ou desenho bonito.
Chevrolet na frente, Volkswagen e Fiat logo atrás
Na pesquisa, a Chevrolet apareceu com 14% da intenção de compra. Volkswagen e Fiat ficaram empatadas com 11%, enquanto Honda marcou 10% e Toyota, 6%.
Isso não significa liderança automática em vendas. Mas mostra força de marca, rede ampla e lembrança forte em modelos de volume, como Onix, Tracker, Montana e S10.
| Marca | Intenção de compra | Leitura rápida |
|---|---|---|
| Chevrolet | 14% | Liderança apoiada em confiança e conforto |
| Volkswagen | 11% | Força em manutenção e desempenho |
| Fiat | 11% | Boa lembrança em custo de uso |
| Honda | 10% | Imagem de confiança e segurança |
| Toyota | 6% | Reputação forte, portfólio mais enxuto |
O que cada marca vende na cabeça do comprador
O mais interessante está nos atributos citados. A Chevrolet foi associada a conforto, confiança e manutenção. A Volkswagen ganhou força em confiança e desempenho. Já a Fiat apareceu bem em confiança e manutenção.
Honda e Toyota seguem com a velha fórmula que funciona no Brasil: confiança acima de tudo. Mas isso vem com preço mais alto. E aqui está o ponto sensível para quem compra carro no país.
Chevrolet: conforto e manutenção falam alto
Na Chevrolet, conforto liderou as menções com 24%, seguido de confiança, com 22%, e manutenção, com 19%. É a cara de uma marca que ainda conversa bem com quem quer uso diário sem dor de cabeça.
Esse perfil combina com Onix e Tracker. O Onix segue como aposta de entrada, enquanto o Tracker briga forte no SUV compacto, uma faixa onde o brasileiro aceita pagar mais, desde que enxergue valor de revenda e pós-venda.
Volkswagen: confiança e desempenho
Na Volkswagen, confiança apareceu com 34% e manutenção com 15%. O desempenho veio logo depois, com 13%. É uma combinação que ajuda Polo, T-Cross e Virtus a seguir relevantes.
Mas a Volkswagen também joga em outra faixa de preço. Em muitos casos, cobra mais por versões equivalentes. O consumidor aceita? Aceita, mas só quando enxerga pacote e liquidez na revenda.
Fiat, Honda e Toyota: perfis bem diferentes
A Fiat ficou com 26% em confiança e 22% em manutenção. É um discurso que cola bem em Argo, Mobi, Pulse e Strada, carros que costumam atrair quem olha custo total.
Honda marcou 56% em confiança. Toyota repetiu a força com 57%. Só que as duas marcas trabalham com preços mais altos e portfólio menor. No bolso, isso pesa. Muito.
| Marca | Faixa etária mais forte | Atributo dominante |
|---|---|---|
| Chevrolet | 18 a 25 anos | Conforto |
| Volkswagen | 18 a 25 anos | Confiança |
| Fiat | 36 a 45 anos | Confiança |
| Honda | 26 a 35 e acima de 56 | Confiança |
| Toyota | 46 a 55 e acima de 56 | Confiança |
Marcas chinesas avançam, mas ainda têm prova de fogo
BYD e GWM cresceram nas menções, com altas de 24% e 58%, respectivamente. O movimento faz sentido em 2026, com mais presença no varejo e maior curiosidade do público por híbridos e elétricos.
O problema é a conta completa. Rede, revenda e custo de seguro ainda pesam. Antes de fechar negócio, vale consultar o histórico do veículo pela placa e entender se o carro tem gravame, sinistro ou passagem por leilão.
Marcas novas como Omoda, Jaecoo, Geely, GAC e Jetour também apareceram na pesquisa. É sinal de abertura do mercado. Mas confiança no Brasil não se constrói só com lançamento. Precisa de peça, oficina e revenda.
Onde a Chevrolet pode capturar essa intenção
A leitura mais prática passa pelos modelos de volume. No hatch, o Onix segue como nome forte. No SUV, o Tracker é o carro que mais conversa com essa liderança. Na picape, Montana e S10 sustentam a presença da marca.
Na prática, isso quer dizer uma coisa simples: a Chevrolet continua forte porque vende carros que o brasileiro conhece. E conhece bem. Isso conta mais do que campanha bonita.
Preço dos modelos Chevrolet mais relevantes
| Modelo | Faixa de preço 0 km | Destaque |
|---|---|---|
| Onix | R$ 90 mil a R$ 120 mil | Consumo e rede |
| Tracker | R$ 130 mil a R$ 170 mil | Pacote equilibrado |
| Montana | R$ 130 mil a R$ 160 mil | Uso urbano |
| S10 | R$ 250 mil a R$ 350 mil | Robustez |
Segundo o site oficial da Chevrolet, a linha segue concentrada em produtos de alto volume e forte apelo de pós-venda. Veja mais em site oficial da Chevrolet.
O que essa pesquisa sugere para quem vai comprar carro
O recado é direto: confiança ainda vende muito no Brasil. E vende tanto em carro novo quanto usado. Por isso, a marca importa, mas o modelo e o histórico do veículo importam ainda mais.
Quem está de olho em Onix, Tracker ou até em um rival da Volkswagen ou da Fiat precisa olhar além da etiqueta. Consumo, revisão, seguro e desvalorização continuam mandando na decisão final.
Preços FIPE atualizados
Perguntas frequentes
Qual marca liderou a intenção de compra em 2026?
A Chevrolet liderou com 14% na pesquisa da Webmotors Autoinsights. Volkswagen e Fiat vieram logo atrás, empatadas com 11%.
Quais marcas mais cresceram na pesquisa?
BYD cresceu 24% e GWM avançou 58%. As duas aparecem como as chinesas mais beneficiadas pela abertura do mercado brasileiro.
O que pesa mais na escolha do carro, segundo a pesquisa?
Confiança, manutenção e conforto. Esses foram os atributos mais citados para Chevrolet, Volkswagen, Fiat, Honda e Toyota.
Vale olhar só a marca na hora de comprar?
Não. O ideal é separar 0 km e usado, além de comparar preço, consumo e revenda. Também vale consultar o histórico pela placa antes de fechar negócio.

