A Yamaha R25 2026 apareceu com novas cores e segue como uma esportiva pequena de 249 cc, focada em mercados selecionados. No papel, entrega 35 cv, painel LCD com Y-Connect e ABS nas duas rodas. No Brasil, porém, ela não é vendida oficialmente — e isso muda tudo.
Aqui está o ponto central: a R25 conversa com a Yamaha R3, mas não é a mesma moto. A R3 brasileira tem motor de 321 cc, enquanto a R25 fica na faixa dos 250 cc. Para quem acompanha o mercado local, essa diferença pesa mais do que qualquer pintura nova.
O que muda na Yamaha R25 2026
A atualização é visual e de equipamentos. As novas cores são Tech White, X-Black e Racing Blue, com destaque para a opção clara pensada para um público mais jovem. Não há revolução mecânica. E, honestamente, nem precisava.
O pacote técnico continua o mesmo da família R25: motor bicilíndrico paralelo de 249 cc, câmbio de 6 marchas, embreagem assistida e deslizante, suspensão dianteira USD de 37 mm e freios ABS nas duas rodas. É uma receita conhecida. Funciona.
Na prática, a moto mira quem quer uma carenada leve, com visual de pista e uso urbano sem sustos. O assento a 780 mm ajuda no dia a dia. Já o peso de 169 kg com tanque cheio não assusta, mas também não faz milagre em manobras apertadas.
| Ficha técnica da Yamaha R25 2026 | Dados |
|---|---|
| Motor | 2 cilindros paralelos, 249 cc, refrigeração líquida |
| Potência | 35 cv a 12.000 rpm |
| Torque | 2,3 kgfm a 10.000 rpm |
| Câmbio | Manual, 6 marchas |
| Embreagem | Assistida e deslizante |
| Freios | ABS nas duas rodas |
| Suspensão dianteira | Garfo invertido USD, 37 mm, curso de 130 mm |
| Suspensão traseira | Monoamortecedor com ajuste de pré-carga, curso de 125 mm |
| Pneus | 110/70-17 na frente e 140/70-17 atrás |
| Tanque | 14 litros |
| Peso | 169 kg com tanque cheio |
| Altura do assento | 780 mm |
| Tecnologia | Painel LCD, Y-Connect e porta USB |

Consumo e desempenho: o número que precisa de contexto
A Yamaha divulgou até 37,5 km/l em teste a 60 km/h com dois ocupantes. Também informou 26,5 km/l no ciclo WMTC. Só que esse primeiro número não deve ser tratado como média real de uso.
Esse é o tipo de dado que engana fácil. Em cidade, com trânsito, retomadas e acelerações, o consumo cai. Quem roda todo dia em ambiente urbano sabe: motor pequeno e giro alto raramente brilham no para e anda.
O motor entrega potência lá em cima, a 12.000 rpm. Isso significa resposta esperta para uma 250, mas também exige tocada mais cheia. Não é moto de torque farto em baixa. É esportiva de entrada, e age como tal.
Em uso prático, a R25 faz mais sentido para quem quer uma moto leve, econômica dentro da categoria e com comportamento previsível. O conjunto parece honesto. Não inventa moda. E isso, em moto pequena, vale muito.

R25 não é a R3 vendida no Brasil
A confusão aparece toda hora. A R25 é irmã da R3, sim. Mas não é a mesma moto. A brasileira YZF-R3 usa motor de 321 cc e ocupa outro patamar de desempenho e preço.
No mercado nacional, a R25 não faz parte da linha regular da Yamaha. Isso muda a leitura da notícia. Não estamos diante de um lançamento local, e sim de uma atualização para mercados externos.
Para o consumidor brasileiro, a comparação correta passa pela R3. Em preço público, a R3 costuma ficar na faixa de R$ 32 mil a R$ 36 mil, dependendo de ano-modelo e frete. Já a R25 nem tem tabela oficial aqui.
| Concorrentes e referência no Brasil | Preço 0 km | Motor | Destaque |
|---|---|---|---|
| Yamaha YZF-R3 | R$ 32 mil a R$ 36 mil | 321 cc, bicilíndrico | É a referência da marca no Brasil |
| Kawasaki Ninja 300 | R$ 30 mil a R$ 34 mil | 296 cc, bicilíndrico | Entrada mais acessível entre as carenadas |
| Kawasaki Ninja 400 | R$ 38 mil a R$ 42 mil | 399 cc, bicilíndrico | Mais motor e fôlego na estrada |
| Honda CB 300F Twister | R$ 25 mil a R$ 27 mil | 293 cc, monocilíndrico | Mais barata, mas sem carenagem esportiva |
Se a Yamaha trouxesse a R25 para cá, ela pisaria em terreno já ocupado pela R3. E aqui mora o problema: faz pouco sentido vender duas esportivas parecidas, com motores diferentes e posicionamento apertado entre si.
Para quem pensa em compra no Brasil, a pergunta certa não é “a R25 é boa?”. É outra. “Ela existe por aqui?” Hoje, não. E isso encerra boa parte da conversa.
Antes de fechar negócio em qualquer esportiva usada, consulte o histórico do veículo pela placa. Um guia de FIPE ajuda a entender preço, mas placa e documentação evitam dor de cabeça.
Se quiser checar dados oficiais da marca, vale olhar o site oficial da Yamaha. É o caminho mais seguro para confirmar o portfólio atual da fabricante.
Preços FIPE atualizados
Perguntas frequentes
A Yamaha R25 2026 é vendida no Brasil?
Não. A Yamaha R25 2026 não faz parte da linha oficial vendida no mercado brasileiro. Aqui, a referência da marca é a YZF-R3.
Qual é o consumo da Yamaha R25 2026?
Até 37,5 km/l em teste a 60 km/h com dois ocupantes. No ciclo WMTC, a marca informa 26,5 km/l, mas uso urbano real tende a ficar abaixo disso.
Qual é a potência da Yamaha R25 2026?
35 cv a 12.000 rpm. É um número coerente para uma 250 carenada, com entrega mais forte em giro alto.
A R25 é parecida com a R3 brasileira?
Não exatamente. As duas compartilham a família e o estilo, mas a R3 vendida no Brasil usa motor de 321 cc e entrega desempenho maior.
Vale mais a pena esperar a R25 ou comprar uma R3?
Comprar a R3. A R25 não é vendida oficialmente no Brasil, então a decisão prática hoje passa pela esportiva já disponível nas concessionárias.

Se a ideia é ter uma carenada leve, a R3 continua sendo o caminho real no Brasil. A R25 2026 é interessante, mas fica como produto de mercado externo. Bonita? Sim. Relevante para nós, só por comparação.

